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O presidente dos Correios, Floriano Peixoto, anuncia os resultados econômico-financeiros da estatal referentes a 2021. Imagem: Agência Brasil

Correios duplica ganhos e registra lucro de R$ 3,7 bilhões em 2021

Por Redação

17 de março de 2022 : 17h46

Agência Brasil – Os Correios registraram lucro de R$ 3,7 bilhões em 2021, valor que representa o dobro do registrado em 2020 e representa o melhor resultado nos últimos 22 anos. Esse foi o terceiro ano seguido de ganhos na estatal, que aumentou o volume de operações e receitas durante a pandemia de covid-19.

Os números foram apresentados hoje (17) pela estatal. Segundo o presidente dos Correios, Floriano Peixoto, a melhoria nos resultados decorreu do saneamento financeiro e das medidas de sustentabilidade econômica executadas nos últimos anos.

“As medidas adotadas ao longo dos dois últimos anos e meio, mesmo sendo consideradas austeras, além de necessárias, se comprovaram eficazes. Elas possibilitaram priorizar objetivos, reformular serviços, reduzir despesas e aumentar receitas”, disse Peixoto, em cerimônia de apresentação do balanço da estatal no ano passado.

O presidente dos Correios ressaltou que a empresa conseguiu crescer, apesar dos obstáculos impostos pela pandemia. “Consideremos que, em 2021, ocorreu a maior Black Friday dos últimos anos no que se refere ao volume de encomendas. Mesmo com as dificuldades inerentes à pandemia, toda a demanda decorrente do aumento de transações no período foi absorvida pelos Correios”, destacou.

Peixoto comparou a evolução da empresa desde o início da gestão, em junho de 2019. Na época, disse ele, a empresa corria o risco de tornar-se dependente do Tesouro Nacional. Como medidas para recuperar as finanças da companhia, ele citou ajustes na direção da administração central e das superintendências estaduais, planejamento econômico para sanear a empresa em seis meses, suspensão de contratos de consultoria e revisão dos maiores contratos.

Ele também mencionou a reavaliação das condições das diretorias e o estreitamento do contato com órgãos federais, como Tribunal de Contas da União, Controladoria-Geral da União, Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal, entre outros.

Saúde financeira

O presidente da estatal evitou comentar o processo de privatização dos Correios. Apenas disse que a empresa hoje tem condições de competir no mercado. “Embora a saúde financeira da estatal hoje esteja em melhor situação que a verificada há três anos e ainda não tenha atingido o patamar necessário para garantir a perenidade dos negócios, é possível afirmar que o alcance de taxas de crescimento equivalentes ou superiores às do mercado se dará com mais rapidez”, declarou.

Em relação aos gastos com pessoal, a empresa ressaltou que as mudanças no acordo coletivo de trabalho dos empregados proporcionaram economia de cerca de R$ 1,3 bilhão ao ano. Além disso, os dois planos de demissão incentivada efetuados durante a gestão atual resultaram em economia de R$ 2,1 bilhões na folha de pagamento.

A empresa apresentou metas de médio e longo prazo, apesar do programa de privatização em curso. Nos próximos cinco anos, a estatal quer dobrar o volume de encomendas, o resultado da receita, triplicar o patrimônio líquido; manter em dois dígitos a margem Ebtida (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização). No ano passado, os Correios registraram Ebtida de R$ 3,1 bilhões, crescimento de 113% em relação a 2020.

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5 comentários

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Ronei

18 de março de 2022 às 09h50

Quanto mais longe do estrume vemelho quanto mais lucro que se reverte em impostos pagos a uniao.

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Querlon

17 de março de 2022 às 19h50

Os Correios nao compraram mais papeis da divida publica da Venezuela…?

Porque da Venezuela, porque eram amiguinhos do Anus da Sao Paulo…?
Isso como o dinheiro de quem acroda as 5 da manhà…?
O mesmo que era feito com o BNDES para enviar dinheiro a ditaduras amigas…?

E tem animais que ainda querem votar nessa quadrilha de vermes…?

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Zulu

17 de março de 2022 às 18h08

Há muito a melhorar ainda mas de uns 4-5 anos pra cá o serviço dos correios melhorou bastante, antes era uma coisa vergonhosa.

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Fanta

17 de março de 2022 às 18h05

Onde a merdalha petista colocou as mãos fez desastres, conseguiram dar prejuízo a uma empresa que é quase monopólio de um país com 200 milhões de habitantes…a esquerda brasileria é pura imundícia, receptáculo de tranqueiras.

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Tony

17 de março de 2022 às 18h02

Gestão eficiente sem entregar as empresas nas mãos de bandidos amigos para se manter no poder.

OBS: os preços dos serviços dos correios também são atrelados ao valor do dólar, basta dividir por 4 e terá o valor que se paga lá fora pelo mesmo serviço, não é de hoje mas desde sempre. O mesmo vale para carros por exemplo, ou qualquer outro produto.

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