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Imagem: Agência Petrobras

Petrobrás comemora recorde de produção, mas população continua pagando preços abusivos

Por Redação

30 de abril de 2022 : 08h41

FUP – “Se a produção de petróleo e derivados aumentou utilizando basicamente petróleo produzido no Brasil, por que os brasileiros continuam pagando preços dolarizados?”, é o questionamento do coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, ao se deparar com o relatório de produção e venda da Petrobrás do primeiro trimestre de 2022, divulgados pela companhia na última quarta-feira, 27.

No documento liberado, a empresa comemora recordes na produção de óleo e gás em campos do pré-sal, além de “recorde de 56% de participação de diesel S-10 na produção total de diesel” e “novo recorde de processamento de óleo pré-sal”.

O relatório também anuncia o início da produção de dois novos poços no campo de Roncador, na Bacia de Campos, e o aumento do Fator de Utilização (FUT) nas refinarias.

Para a FUP, a política de preços adotada pela Petrobrás em outubro de 2016, no governo do ex-presidente Michel Temer, segue ignorando os custos nacionais de produção e dolarizando os preços dos derivados do petróleo.

Deyvid Bacelar lembra que, enquanto a gestão da Petrobrás mantiver o Preço de Paridade de Importação (PPI), a população seguirá pagando a conta dos acionistas.

“Socializamos os investimentos e privatizamos os lucros. Quem paga os dividendos para os grandes fundos de investimentos nacionais e internacionais é o povo. Por trás do super lucro está o PPI, com reajustes dos combustíveis com base nas cotações internacionais do petróleo, variação cambial e custos de importação de derivados, mesmo o Brasil sendo autossuficiente em petróleo”, afirma.

O constante aumento dos combustíveis teve o maior impacto em um dos índices que mede a inflação, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) de abril, com alta de 7,51%. A elevação no preço dos combustíveis teve influência no custo de demais produtos, principalmente alimentícios, levando a inflação ao maior patamar desde 1995.

Enquanto isso, tudo indica que a Petrobrás continuará obtendo super lucro, enriquecendo seus acionistas, como observa Henrique Jäger, consultor da FUP e pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).

“O aumento da produção, tanto de petróleo quanto de derivados, e a manutenção da política de internacionalização dos preços cobrados dos brasileiros, deve garantir um lucro recorde para a Petrobrás no primeiro trimestre deste ano. Se a política atual não for alterada, vamos ter mais uma distribuição recorde de dividendos referente ao ano de 2022”, afirma Jäger.

A Petrobrás também coloca em sua nota que há investimentos no parque de refino da companhia. Mas, segundo análise dos pesquisadores do Ineep Mahatma Ramos dos Santos e Rafael Rodrigues da Costa sobre o Relatório de Produção e Vendas Petrobras no 1T/2022, a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) afetou negativamente a capacidade produtiva da Petrobrás neste 1° trimestre de 2022. Houve queda de 5,2% na produção de derivados no trimestre, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, e a produção total de derivados caiu de 1,82 milhão de barris por dia para 1,72 milhão.

“Essa redução está diretamente relacionada à venda da RLAM, atual Refinaria Mataripe (BA), que detém a segunda maior capacidade de refino do país. Nem mesmo operando com sua capacidade ‘máxima possível dentro de condições seguras’ a Petrobrás conseguiu compensar o efeito negativo da sua decisão política de sair do refino na Bahia”, observa o estudo.

O documento também mostra que o desempenho operacional da empresa no período reafirma a importância do segmento do refino para a Petrobrás, lançando dúvidas sobre a política de desinvestimentos em curso.

De acordo com o documento do Ineep, apenas em 2021 a estatal se desfez de três refinarias e pretende, até 2026, vender outras três. Essas negociações diminuiriam, segundo a própria Petrobrás, a capacidade de seu parque de refino.

Essa estratégia, aponta o estudo, “deve expor ainda mais a empresa à maior volatilidade em relação aos preços internacionais, além de ampliar os riscos de desabastecimento do mercado interno e, por conseguinte, elevar os preços médios para o consumidor final, como já acontece na Bahia”.

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2 comentários

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Getúlio Evangelista

01 de maio de 2022 às 10h37

Estão sangrando o petróleo e a renda do povo para distribuir dividendos aos acionistas privados, quando o Estado(povo brasileiro é o maior acionista da Petrobras)

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Galinzé

30 de abril de 2022 às 09h43

Porque o mundo hoje é 1 sò, altamente competitivo e quem nao quer estudar ta fodido.

Tudo no Brasil é “dolarizado”, basta dividir o preço de um carro pelo cambio e terà o valor pago la fora pelo mesmo, o preço de uma caneta Bic, de um Kg de carne…do que vc quiser !!

O lucro da Petrobras se reverte em dividendos para uniao pagar os juros da divida monstruosas que os pluricondenaods por corrpuçao e lavagem de dinheiro que ficaram no poder até pouco tempo atràs criaram.

Que um pais possua uma esttal do petroleo nao significa nada, a gadolina é entupida de imposts conforme a impostaçào economica de cada pais…por tanto a gasolina no Brasil nao serà barata nunca.

A Noruega tem petroleo, refina, vende o mesmo atraves de estatais e a gasolina é a mais cara da Europa.

A gasolina é uma fonte de impostso através da qual os Estados falidos conseguem se manter vivos, caso contrario morrem.

O que estes babcas dos sindicatos ( que nao viram anda quando a Petrobras era assaltada dia e noite e chegou a dar prejuizos) é populismo esquerdoide de quarta serie, ou terçeiro mundo que é a mesma coisa.

A gasolina na Venezuela é Bolivarizada, é sò ir là pra ver o que é bom ter gasolina de graça.

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