Analista da Ideia fala sobre “voto útil” dos eleitores de Ciro a Lula no 1° turno

Imagem: Divulgação

No Ceará, Tasso Jereissati é cotado para formar chapa com PDT

Por Gabriel Barbosa

04 de maio de 2022 : 16h24

As últimas movimentações do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) tem revelado que sua pretensão é, de fato, o rompimento total com o Partido dos Trabalhadores (PT) do Ceará. Essas movimentações foram intensificadas após a atual governadora, Izolda Cela (PDT), possível candidata a reeleição, ensaiar uma aproximação com o ex-presidente Lula (PT).

Com as pesquisas a nível nacional confirmando a polarização entre Lula e Jair Bolsonaro (PL), as perspectivas de Ciro Gomes se reduziram a nível local, ou seja, o pedetista busca a sobrevivência do seu próprio grupo político.

E essa tentativa de sobrevivência poderá ser representada pela possível candidatura do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), ao governo do Ceará.

Nos bastidores, RC tem articulado arduamente com dois partidos considerados primordiais para o seu bloco, o PSDB do senador e empresário Chiquinho Feitosa e o Cidadania do secretário de Turismo, Alexandre Pereira.

Essas negociações tem passado pelo crivo absoluto de Ciro Gomes. Tanto é que o ex-ministro já coloca o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) como sendo uma peça-chave para a formação dessa chapa.

Na costura, o tucano é cotado para ser candidato a reeleição ao Senado, sendo um adversário direto de Camilo Santana (PT), ou até mesmo, como vice na chapa de Roberto Cláudio.

Ontem, Ciro concedeu entrevista a Jangadeiro Band News FM, e fez duras críticas ao PT, sinalizando de forma clara uma ruptura com o partido a nível local.

Nas palavras do pedetista, a aliança entre PT e PDT poderá ser rompida caso tenha, segundo ele, “negócio de conchavo, de picaretagem” por parte da sigla de Lula. Após as declarações de Ciro, o PT do Ceará se reúne nesta quarta-feira, 4, para decidir qual será o rumo do partido a nível local.

Já sobre a governadora Izolda Cela, a avaliação entre aliados é que a pedetista já percebeu que a polarização a nível nacional está consolidada e que, por motivos lógicos e eleitorais, a pedetista terá que se aproximar, naturalmente, da candidatura do ex-presidente Lula (PT).

Esse texto teve a colaboração do sociólogo e consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM. Pós-graduando em Comunicação e Marketing Político.

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