Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Foto: Divulgação/PR

Após sair em defesa de Milton Ribeiro, Bolsonaro muda discurso sobre ex-ministro

Por Gabriel Barbosa

22 de junho de 2022 : 15h52

Preso na manhã desta quarta-feira, 22, durante operação da Polícia Federal, o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi jogado ao mar e sem bóia por Jair Bolsonaro (PL).

Em entrevista à Rádio Itatiaia de Minas Gerais na manhã de hoje, o inquilino do Planalto defendeu que o pastor “responda pelos atos dele”:

“O caso do Milton, pelo que eu estou sabendo, é aquela questão que ele estaria com uma conversa meio informal demais com algumas pessoas de confiança dele”, disse.

“E daí houve denúncia que ele teria buscado prefeito, gente dele, para negociar, para liberar recursos. O que acontece? Nós afastamos ele. Se tem prisão, é Polícia Federal. É sinal de que a Polícia Federal está agindo. Ele responda pelos atos dele”, prosseguiu.

“Mas, se tem algum problema, a PF está agindo. Está investigando. É um sinal que eu não interfiro na PF. Porque isso vai respingar em mim, obviamente. Eu tenho 23 ministros, mais uma centena de secretários, mais de 20 mil cargos comissionados. Se alguém faz algo de errado, pô, vai botar a culpa em mim?”,. questionou.

Durante a operação, o ex-ministro e o pastor Gilmar Santos foram presos pelos agentes da PF.

Ao todo, a PF cumpriu cinco mandados de prisão e 13 de busca e apreensão nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal. 

Vale lembrar que em março, a Folha divulgou um áudio onde o próprio Milton Ribeiro revelou que o Governo Bolsonaro priorizava as prefeituras que negociavam a liberação de verbas pelos dois pastores.

Após a repercussão do escândalo, Jair Bolsonaro chegou a dizer naquela ocasião que “botava a cara no fogo” pela honestidade de Milton Ribeiro.

É bom ressaltar que os pastores nunca foram nomeados pelo Planalto.


Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM. Pós-graduando em Comunicação e Marketing Político.

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8 comentários

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Galinzé

23 de junho de 2022 às 10h39

Não, isto se chama minha opinião.

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Paulo

22 de junho de 2022 às 22h32

Coloca a cara, a mão e o rabo, e será triplamente torrado. É a “nova política”. E tem quem acredite…Governo Bolsonaro acabou com a investigação em cima do Flávio Bolsonaro. O Mandrião não tem um pingo de vergonha. Nem na cara, nem na mão, nem no rabo…

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Luiz Cláudio Pedroso da Fonseca

22 de junho de 2022 às 21h03

Depois da vexaminosa demonstração de critério e inteligência da Lava Jato, é muito provável que tenham achado que nunca mais desconfiariam de alguém novamente. Desprezando os paladinos, donos da opinião pública, que jamais abandonam um mote com tamanho apelo, será que apostaram no controle da Polícia Federal?

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Duílio

22 de junho de 2022 às 17h14

É o joguinho de sempre para distrair os brasileiros das coisas importantes, é a “bomba” do dia como foi a palhaçada da corrupção na compra das vacinas não compradas.

Bolsonaro diz que no Governo não tem corrupção sabendo que isso da votos e do outro lado saem essas coisas baseadas nas asneiras de um ou outro imbecil que infestam Brasilia, a imprensa embarca e a novela segue.

Daqui um tempo é tudo arquivado (como foi o caso acima das vacinas, como foi a CPI que nasceu morta, ecc…) pois não há fatos e ninguém fala mais nada, nem a imprensa da notícia…o que fica no ar são a narrativa e a Gazela histérica pulando alto…..kkkkkkkkkkk

É uma palhaçada inútil atrás da outra e nada de importante é discutido, zero.

Os brasileiros vivem em uma eterna novela como os meninos vivem no mundo dos desenhos animados, se isso tem alguma graça ou utilidade eu não sei…

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Galinzé

22 de junho de 2022 às 17h00

É a mesma conversa que já era conhecida, a mesma palhaçada inútil, nada de novo.

2 fanfarrões e 1 Zé Ruela falando besteiras, é óbvio que não esse o jeito de falar para fazer “negócios”.

Deveriam pedir algumas aulas do Lula e Comparsas porque desse jeito aí tá difícil….kkkkkkkk

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    Nelson

    23 de junho de 2022 às 10h13

    “É a mesma conversa que já era conhecida, a mesma palhaçada inútil, nada de novo.”

    “Ah, é, é?”, perguntava aquele humorista no “Viva o gordo”, se não me engano.
    Quando era ou quando é contra o PT e a esquerda, pode-se repetir 100 vezes ao dia, por semanas ou meses a fio a denúncia? Quando é contra o impoluto – e tem quem acredite que ele realmente o seja -, tem que “engavetar”, meu chapa?

    Fanatizado ao extremo, o bolsonariado não admite o mais mínimo questionamento ao seu “mito” (sic) e a seu governo. Em outras paragens, isto se chama fundamentalismo.

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    Nelson

    23 de junho de 2022 às 10h46

    “Deveriam pedir algumas aulas do Lula e Comparsas porque desse jeito aí tá difícil”

    Sempre a postura escapista, postura já normalizada no bolsonariado, de tentar ressaltar, superdimensionar, o “rabo” alheio para tentar esconder o seu. Procuram ocultar a destruição, o desmantelamento, o destroçamento do nosso país que vem sendo imposto pelo governo deles, sob a justificativa de que o PT roubou tudo o que pode e o que não pode e destruiu o Brasil.

    Os privatistas, a direita e mesmo gente de centro, e o bolsonariado, não conseguem comprovar com números, com dados, a denúncia – a repetem à exaustão, no entanto – de que o partido do “Barbudo” “roubou tudo e destruiu o país”. Os números e dados mostram, na verdade, o contrário.

    Nos tempos do PT havia corrupção, sim, mas víamos alguma preocupação em construir alguma coisa nesse país, havia o que se poderia chamar de um projeto nacional de desenvolvimento, bem tímido, um arremedo de projeto, na verdade, mas havia. Ao menos até o ano de 2015.

    A partir dali, deram início à implementação do golpe de Estado que se consumaria em 17 de abril do ano seguinte. Por isso, devidamente instruídos pelo Sistema de Poder que domina os Estados Unidos, mentor do golpe, fizeram de tudo para inviabilizar o segundo mandato da Dona Roussef e angariar as chamadas condições políticas para desferir o golpe.

    Hoje, o que temos é corrupção, das grossas, aliada à destruição total, pura e simples, das estruturas que trouxeram o país até aqui, que elevaram o país a uma das dez maiores economias do planeta ao mesmo tempo em que se invoca patriotismo. A depender do desgoverno atual, nada se constrói.

    Nunca é demais repetirmos a frase do pensador inglês Samuel Johnson: “O patriotismo é o último refúgio dos canalhas”.

    Por certo, a frase não constitui uma regra, pois existem, sim, os patriotas realmente devotados a suas nações. Porém, a frase cai como uma luva se formos descrever o desgoverno atual.

    Responder

Alexandre Neres

22 de junho de 2022 às 16h24

Presidente Bolsonaro em 24/03/2022: “Eu coloco a minha cara no fogo pelo Milton”.

Micheque Bolsonaro em 28/03/2022: “Deus sabe de todas as coisas e vai provar que ele é uma pessoa honesta, e justa, e fiel e leal”.

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