Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Imagem: Fabiane de Paula

Que carta faz falta no jogo sucessório do PDT cearense?

Por Gabriel Barbosa

02 de julho de 2022 : 14h07

Os quatro ases já estão postos na mesa, há algum tempo, no jogo sucessório do PDT ao Governo do Ceará. O Ás de Ouros é representado pelo ex-prefeito e médico Roberto Cláudio. O Ás de Copas pela governadora Izolda Cela. O Ás de Espadas pelo deputado estadual Evandro Leitão. O Ás de Paus pelo deputado federal Mauro Filho.

Com uma invejável mão como essa, então por que o partido ainda não deu início à aposta no pôquer eleitoral, ao invés de submeter Ciro Gomes em uma complicada partida de xadrez e a manter Cid Gomes a uma sem graça brincadeira de esconde-esconde?

É porque, no pôquer, se joga com cinco cartas!

A quinta carta, aquela que não interfere no four de ases, mas se mostra imprescindível na composição do jogo, deveria ser José Sarto. Não por sua experiência política, tampouco por sucessivas vitórias em pleitos eleitorais. Mas pelo cargo que atualmente ocupa: prefeito de Fortaleza.

Logo Sarto, que teve a campanha ao próprio Paço Municipal levada nas costas pelo então prefeito Roberto Cláudio, quando acometido de covid-19, além de outros exemplos de grande influência do maior cargo do Executivo de Fortaleza, nos mandatos de Luizianne Lins (PT) e Juraci Magalhães (PMDB).

A ausência do prefeito de Fortaleza no momento mais importante do jogo sucessório, faz com que o ex-governador Camilo Santana (PT) ganhe de forma inapropriada o protagonismo da escolha do nome do PDT. Ou mesmo o prefeito de Caucaia, Vitor Valim (PROS), exercendo com boa vontade uma função estratégica. Mais recentemente Ivo Gomes (PDT), com igual boa vontade.

Vereadores, deputados estaduais, deputados federais, ex-parlamentares, lideranças de bairros e até opositores tumultuam o processo, diante do vácuo provocado pelo prefeito de Fortaleza.

Por certo, Sarto não está acostumado a tamanho protagonismo. Talvez esqueceram de avisá-lo de todas as responsabilidades do cargo ao qual ocupa. Talvez apenas se omitem de atentá-lo da omissão.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é sociólogo e gerente-executivo da Consultoria LCFB

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM. Pós-graduando em Comunicação e Marketing Político.

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1 comentário

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carlos

03 de julho de 2022 às 09h56

Eu acho,que o Ciro deveria cuidar dos palanques estaduais sobretudo o Ceará e dos outros estados , eu acho que teria como ao mesmo fazer as duas porque no Ceará vai ser uma derrota, se não cuidar do palanque.

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