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Imagem: Divulgação

Elias Jabbour: Nancy Pelosi, uma infeliz

Por Redação

04 de agosto de 2022 : 12h58

Por Elias Jabbour

Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos teve uma rápida passagem por Taiwan onde de todas as formas tentou demonstrar apoio norte-americano à “democracia pujante de Taiwan”, além de tecer as famosas críticas ao sistema político da República Popular da China.

Na verdade, Nancy Pelosi – apesar de ter cometido um grave delito em matéria de direito internacional – certamente nunca mais será lembrada em qualquer livro de história nos próximos anos. Não se trata de uma estadista e sim de uma digna representante do que existe de mais pobre no seio do imperialismo norte-americano decadente. É uma verdadeira infeliz, ou seja, uma política pequena que mal conseguiu convencer a própria opinião pública dos Estados Unidos sobre essa “visita”.

Ao dizer que os Estados Unidos “nunca abandonaram Taiwan” ela está mentindo da forma mais suja. O imperialismo não pode fazer absolutamente nada por Taiwan a não ser fustigar a tentativa de transformar essa província chinesa em uma colônia norte-americana. Prova disso é que o Exército de Libertação Popular da República Popular da China fez manobras militares e promoveu um verdadeiro cerco naval à província sem nenhuma resposta dos Estados Unidos.

Que Nancy Pelosi poderia deixar mais claro que a democracia que ela quer levar para a parte continental da China ou mesmo para Taiwan é a mesma que foi exportada para o Iraque e o Afeganistão. Realmente, dá para acreditar que os Estados Unidos estão preocupados realmente com a “democracia” de Taiwan ou na verdade seu foco de tensão é o fato de a China, ao construir uma competente marinha de guerra, ter plenas condições de exercer seu direito à livre navegação do Mar do Sul da China? Ou seja, os Estados Unidos sabem que não conseguem mais bloquear as linhas marítimas comerciais que abastecem a China naquela região.

Sobre as críticas ao sistema político chinês, mais hipocrisia. Observemos no conjunto. A “democracia” norte-americana permitiu a morte de mais de um milhão de pessoas por Covid-19, mantém a maior população carcerária do mundo, o empobrecimento de milhões de pessoas é um dado sólido da realidade, sua economia está entrando em recessão, a inflação atinge recordes e 48% de sua população acreditam que o país vive uma guerra civil.

A China, uma democracia de novo tipo, teve amplo e impressionante sucesso no combate ao Covid-19, contando com a participação de 400 mil voluntários do Partido Comunista da China e eliminou a pobreza extrema no país.

Apesar de vários lockdowns e problemas no setor de construção civil o país deverá crescer 4% enquanto os Estados Unidos ainda não recuperaram o PIB da época anterior à pandemia. Recentemente os avanços chineses no setor de semicondutores com a possibilidade de construção, em solo chinês, de chips de sete nanômetros demonstrou o fracasso retumbante da guerra comercial e tecnológica contra a China.

Afinal de contas, qual democracia funciona e como a China deve reagir a mais essa provocação dos Estados Unidos? Os primeiros dez presidentes dos Estados Unidos eram senhores de escravos, o que denuncia uma verdadeira contra-história do liberalismo e hoje uma verdadeira oligarquia financeira e parasitária toma conta dos destinos daquela nação. A China, desde 1949, alçou ao poder os melhores filhos de seu povo: operários, camponeses e intelectuais. Uma democracia popular que devolveu dignidade ao seu país e povo.

Nancy Pelosi é uma infeliz representante de um país em estado de decomposição. A grande resposta chinesa está em seu futuro. Nem o passado o imperialismo pode oferecer a si mesmo. Terra de bilionários, ladrões e criminosos internacionais de todo tipo.

Elias Jabbour é professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCE-UERJ). Artigo produzido em colaboração com a Rádio Internacional da China.

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8 comentários

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cEZAR

05 de agosto de 2022 às 12h53

Os EUa vão cutucar outro País

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Paulo

04 de agosto de 2022 às 22h08

Meu Deus! Até quando assistiremos impassíveis a deturpações da realidade como essa matéria? “Democracia de novo tipo”? Seria talvez, dentro dessa ótica distorcida, a antiga República Democrática da Alemanha uma democracia verdadeira? A pergunta que sempre me ocorre é a seguinte: essa gente quer ser comandada ou comandar? Tal a resposta, tal o veredito: ou estupidez ou oportunismo, na ordem…

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Paulo Werneck

04 de agosto de 2022 às 20h03

Não contestou nenhuma informação do “comuna” pois o autor do texto está corretíssimo em todos os dados que apresentou.

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Tomaz

04 de agosto de 2022 às 19h44

KKKKKKKK doido de pedra kkkkkk o comuna sentiu fundo essa ida da outra dodida kkkkkkk imbecil mesmo

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Fanta

04 de agosto de 2022 às 17h12

Como não saem bandos de trogloditas doutrinados lá das faculdades com elementos como esse ?

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EdsonLuíz.

04 de agosto de 2022 às 14h40

Ellias Jabbour, um infeliz!
Nancy Pelosi, uma democrata!

O processo civilizatório progrediu de culturas colonialistas escravistas para sociedades livres e que objetivam e buscam progressos no sentido da autonomia pessoal e na realização por cada um de sua humanidade.

Nos Estados Unidos a história monstra que o país entrou em guerra interna para conseguir o fim da escravidão. Na seguência imediata da conquista de sua independência a União de Estados nos Estados Unidos mobilizou e concentrou energias na libertação dos escravizados. Para conseguirem o fim da escravização, tiveram que pegar em armas contra os seus próprios conterrâneos.

Sim, houve uma guerra nos Estados Unidos pelo fim do escravismo! E sim também: uma guerra de Brancos contra Brancos pela libertação dos escravizados!

Brancos americanos pegaram em armas para que os escravizados fossem libertados! Na guerra dos Estados da União, progressista, contra os Estados Confederados, escravistas, para dar fim ao escravizamento de pessoas, morreram 600 mil.

600 mil mortos na guerra de Brancos norte-americanos progressistas contra BRANCOS norte-americanos escravagistas, pelo fim da escravidão nos Estados Unidos.

Uma guerra!
BRANCOS contra BRANCOS!
600 mil mortos!

E o progressismo nos Estados Unidos e no mundo livre continua em progresso e eu espero que idiotas autoritários não consigam reverter esse processo algum dia e implantar uma DITADURA UNIVERSAL! O progresso, como a democracia, é um processo, mas é um processo sempre delicado e sempre pode ser interrompido por trogloditas. Defenda a democracia! Nessa defesa, denuncie aqueles que enganam dizendo que são democratas, mas apoiam ditaduras!

Todos os trogloditas são perigosos para a democracia. Dos trogloditas obscurantistas e autoritários, os mais perigosos NÃO SÃO os antiprogressistas escrachados, escancarados, quase fascistas; os obscurantistas mais perigosos e que mais atentam contra a democracia e contra o progresso civilizatório SÃO os autoritários disfarçados de democratas e que se dizem progressistas, mas apoiam ditadores, autocratas e ditaduras, como apoiam Putin, XiJiping, a autoritária e antidemocrática China, as Filipinas, a Hungria, El Salvador, Cuba, Venezuela, etc.

Elias Jabbour é um infeliz apoiador de ditaduras!

Lula é um infeliz apoiador de ditaduras (mas Lula se disfarça de democrata: ainda por estes dias Lula está conversando com assessores para decidir se assina ou não o manifesto pela democracia que está circulando, feito na Faculdade de Direito da USP e que 800.000 brasileiros já assinaram!)!

jair bolsonaro é um apoiador de ditaduras!

Esta eleição para presidente é mesmo uma eleição entre Civilização X Barbárie. Mas TODOS os processos eleitorais são confrontos da civilização contra a barbárie, não só esta de 2022. Algumas vezes, de confrontar os nossos próprios ranços anticivilizatórios, nem sempre com avanços, algumas vezes com retrocesso.

Busque um candidato ou candidata que represente avanço democrático, que represente avanço progressista, que represente avanço civilizatório. Mas se informe, há sempre candidatos se dizendo democráticos e progressistas que, porém, mais ou menos escondidinhos, defendem arbítrio e ditadura. Defendem a condenação de crianças a 4 anos e de artistas a até 20 anos, por exemplo, como acaba de acontecer em Cuba por crianças e artistas terem feito uma manifestação pacífica pedindo comida, remédio e liberdade.

Lula, por exemplo, é um enganador: se diz defensor da democracia, se diz progressista, mas apoia ditaduras.

Edson Luiz Pianca.

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Alexandre Neres

04 de agosto de 2022 às 14h37

Fico pasmo ao ver o modo de atuar desses supostos defensores da liberdade e da democracia. Há pouco Biden foi se refestelar com o príncipe da Arábia Saudita, ditadura absolutista, que inclusive matou um jornalista americano. Agora, a presidente da Câmara dos Deputados dos Isteites, do Partido Democrata, mete os pés pelas mão, numa sucessão de trapalhadas, vai fazer sabe-se lá o quê em Taiwan, talvez buscar alguma popularidade, já que internamente tá difícil. Parece que ainda é o governo Trump, com a agravante de estarmos em um momento delicado mundialmente, podendo a guerra em curso atingir outro patamar por causa dessa atitude inconsequente.

Falando em guerra, o que dizer do indefectível casal Zelensky? Aquele impostor, com aquelas camisinhas apertadas nunca me enganou. Todavia, mesmo eu fiquei boquiaberto ao ver o casalzinho fazendo caras e bocas, posando para a Vogue, enquanto a população ucraniana sofre toda sorte de dissabores com a guerra, em boa parte causada pela arrogância imbecil de um irresponsável. Entrementes, Zelensky está fazendo marketing e aproveitando-se da situação.

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Natalia

04 de agosto de 2022 às 13h20

Esses bajuladores e apologistas de ditaduras chegam a ser repugnantes…

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