Comentários sobre: É preciso ir além da visibilidade e garantir direitos, reivindicam participantes de homenagem à população trans https://www.ocafezinho.com/2023/04/10/e-preciso-ir-alem-da-visibilidade-e-garantir-direitos-reivindicam-participantes-de-homenagem-a-populacao-trans/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Tue, 11 Apr 2023 16:03:10 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Por: EdsonLuíz. https://www.ocafezinho.com/2023/04/10/e-preciso-ir-alem-da-visibilidade-e-garantir-direitos-reivindicam-participantes-de-homenagem-a-populacao-trans/#comment-742142 https://www.ocafezinho.com/?p=150927#comment-742142 A defesa da dignidade da população trans é fundamental! Não só a defesa desta fração da população, mas de todas as frações minoritárias e mesmo a defesa de maiorias discriminadas.
Contudo, a defesa da dignidade de grupos vulnerabilizados não pode servir para a criação de privilégios. É preciso bastante cuidado para evitar propostas non sense e incoerentes com a própria natureza da defesa destes grupos, que é a do reconhecimento deles como iguais que são.

Esta abordagem que faço vale em relação a cotas para negros? Poderia valer!

Mas, para além da discriminação eminentemente racial que sofrem os negros, há um fator antiintegrativo estrutural de natureza econômica que os afeta. Este fator anti-integrativo afeta também boa parte da população branca pobre, que foi trazida da Europa para o Brasil como trabalhadores semi-escravos, se tornando aqui reféns de dívidas junto a seus empregadores, mas não afeta igualmente afeta o negro por o trabalhador branco já vir da experiência capitalista na Europa, com habilidades e capacidade de organização que o negro que vivia no Brasil não possuia.

Eu penso que no caso das dificuldades sociais dos negros há um fator econômico histórico que precisa ser reparado e que, exatamente por ser de natureza econômica, só pode ser reparado com medidas que permitam a integração dos negros ao mercado.

Os negros foram traficados com uso de força para de forma abusiva serem usados no atendimento dos interesses perversos somados de latifundiários no Brasil, chefes de grupos africanos e mercadores diversos.

Aqui, no Brasil colonial, os escravizados foram forçados a exercer atividades econômicas sem nenhuma contrapartida. A Europa à época era a Europa Feudal Renascentista, não mais estava utilizando uma forma social escravista e já há séculos usava a propriedade da terra —o trabalhador agrícola como parte desta—
como forma social e já iniciava mudanças na sua super-estrutura que levariam à mercadoria e ao salário como forma social, que é esta forma que hoje vigora e que caracteriza o Modo Capitalista de Produção.

O negro escravizado brasileiro foi abandonado quando já não era mais economicamente conveniente nem moralmente aceitável seu uso econômico abusivo. Com o fim de sua escravização –já o escravismo praticado no Brasil sendo uma anomalia histórica à época– nada lhes foi dado para se viabilizarem economicamente no novo Sistema Econômico.

Como reparar este erro contra os negros brasileiros? Não há forma de reparação porque a dimensão humana do drama que o escravagismo criou aqui é irreparável!

Nós, os brasileiros de hoje, temos culpa neste drama? Se não discriminamos, nenhuma culpa temos!

Mas há uma responsabilidade estatal que precisa ser assumida:: se na origem da adesão do Brasil ao Modo de Produção Capitalista, que ocorreu já em momento tardio, o negro, em vez de ser integrado foi abandonado, cabe integrar agora. E como se integra trabalhadores a um modelo econômico cuja forma social é o dinheiro, a mercadoria, o trabalho. Como integrar economicamente a um Sistema cujo valor de troca e não o valor de uso é prevalente e a ele só está integrado com dignidade suficiente aquele que dispuser de habilidade técnica para trocar seu trabalho por dinheiro em forma de salário e poder participar efetivamente do mercado capitalista?

A única forma de integrar com dignidade em uma sociedade da técnica, da ciência e do conhecimento é dando acesso a educação de qualidade e em todos os níveis de formação.

Não é um privilégio a cota para negros em universidades públicas e sim uma obrigação do Estado, para permitir ao negro a dignidade econômica que lhes foi negada quando devia ter sido dada!

Mas as cotas não devem servir para mitigar discriminação cuja origem não tem natureza econômica. Cotas em universidades são muito válidas para negros; já para outros grupos discriminados e que precisam ser protegidos, cotas em universidades sequer são coerentes com o combate à discriminação que sofrem.

Mesmo para negros eu preferiria, por diversos motivos, que as cotas fossem dadas exclusivamente como cotas sociais, atendendo a negros e brancos pobres apenas, sem constituir privilégio para os 8% de negros que possuem renda para fazerem gastos de enriquecimento tanto quanto os brancos.

Edson Lujz Pianca
edsonmaverick@yahoo.com.br

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Por: Natalia https://www.ocafezinho.com/2023/04/10/e-preciso-ir-alem-da-visibilidade-e-garantir-direitos-reivindicam-participantes-de-homenagem-a-populacao-trans/#comment-742139 https://www.ocafezinho.com/?p=150927#comment-742139 Basta uma auto declaraçào para ser Trans e gozar de algum beneficio ?

O Brasil é a apologia ao lixo.

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Por: Edu https://www.ocafezinho.com/2023/04/10/e-preciso-ir-alem-da-visibilidade-e-garantir-direitos-reivindicam-participantes-de-homenagem-a-populacao-trans/#comment-742136 https://www.ocafezinho.com/?p=150927#comment-742136 Tem de ACABAR com as cotas.
As cotas de estúpidos
As cotas de desgraçados
As cotas de vermes podres
As cotas de canalhas
As cotas de roubadinhos putinhos
As cotas de orgulhosos em ser asno
As cotas de milicianos
As cotas de genocidas
As cotas de safados
As cotas dos sem vergonha na cara
As cotas dos filhos de pais fictícios
As cotas dos RACHADORES
As cotas dos propineiros
As cotas dos patriotários criminosos
As cotas dos Antipetistas ligados à isso tudo que foi descrito acima…

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Por: Paulo https://www.ocafezinho.com/2023/04/10/e-preciso-ir-alem-da-visibilidade-e-garantir-direitos-reivindicam-participantes-de-homenagem-a-populacao-trans/#comment-742114 https://www.ocafezinho.com/?p=150927#comment-742114 Cotas? Mais cotas? Que espécie de sociedade queremos ser? Uma sociedade toda amparada em logaritmos e estatísticas? Por que não dizer, toda censitária e dividida em parcelas socialmente rotuladas? Uma sociedade política existe para servir aos cidadãos ou para que os cidadãos se sirvam dela, segundo critérios mais ou menos subjetivos, conduzidos por uma maioria de ocasião que se acredita porta-voz do futuro?

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