Bomba: Trump anuncia intervenção na indústria petrolífera venezuelana

Alex Brandon/AP

Após captura de Maduro, Trump afirma que os EUA estarão “fortemente envolvidos” na indústria petrolífera da Venezuela

Em uma declaração que deve redesenhar o cenário geopolítico e energético das Américas, Donald Trump, anunciou que o país se envolverá “muito fortemente” na indústria petrolífera da Venezuela. A afirmação foi feita em entrevista à Fox News neste sábado, após a bem-sucedida da operação para capturar o líder venezuelano, Nicolás Maduro.

Direto e característico, Trump deixou clara a intenção de utilizar o poderio corporativo norte-americano para assumir um papel central no setor petrolífero venezuelano, deficiente, após anos de crise e sanções.

“Temos as maiores companhias petrolíferas do mundo, as maiores, as melhores, e vamos estar muito envolvidos nisso”, declarou o presidente à emissora.

A declaração representa a mais explícita articulação pública do que muitos analistas já especulavam: um plano pós-Maduro que colocaria as reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo, no centro da estratégia de reconstrução do país, sob forte influência norte-americana.

Contexto e consequências

A entrevista ocorre em um momento de tensão extrema na região. O governo dos EUA, juntamente com mais de 50 países, não reconhece Maduro como presidente legítimo, tendo reconhecido o líder oposicionista Juan Guaidó em 2019. Washington mantém um rigoroso regime de sanções que praticamente proíbe qualquer transação com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), estrangulando a principal fonte de receita do regime.

A proposta de Trump, no entanto, vai além das sanções e aponta para uma ocupação direta do setor por corporações internacionais. Especialistas alertam que tal movimento seria interpretado não apenas como uma mudança de regime, mas como uma intervenção econômica direta, com profundas repercussões.

Na Venezuela, a declaração deve servir tanto como incentivo para a oposição quanto como munição para a propaganda do governo Maduro, que há anos acusa os EUA de cobiçar o petróleo nacional.

Mas, a medida pode encontrar resistência de aliados tradicionais preocupados com o direito internacional e a soberania, além de acirrar as relações com potências que apoiam Maduro, como Rússia e China, que também têm interesses e investimentos bilionários no setor energético venezuelano.

No mercado petrolífero, a entrada maciça de capital e tecnologia norte-americana poderia, a longo prazo, revitalizar a produção venezuelana e impactar os preços globais do petróleo, realinhando o fluxo de fornecedores para os EUA.

Reações e próximos passos

Até o momento, não há detalhes operacionais sobre como se daria esse envolvimento “forte”. A declaração de Trump coloca o petróleo explicitamente como prêmio final de uma operação de mudança de regime, um quadro que deve dominar o debate diplomático e intensificar a crise na Venezuela nas próximas semanas. A comunidade internacional aguarda, agora, os desdobramentos práticos de uma promessa que pode redefinir o futuro de um país e de sua riqueza mais cobiçada.

Redação:
Related Post

Privacidade e cookies: Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso.