O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que acompanhou em tempo real a operação militar que, segundo ele, resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. De acordo com Trump, o monitoramento ocorreu a partir de uma sala montada em seu clube privado, Mar-a-Lago, na Flórida, ao lado de generais das Forças Armadas norte-americanas. As declarações foram concedidas em entrevistas por telefone à Fox News, que divulgou os relatos sobre os bastidores da ação e as discussões em curso no governo americano sobre os próximos passos na Venezuela.
Segundo Trump, a operação foi apresentada a ele como algo sem precedentes em termos de planejamento e execução. “Fui informado por pessoas militares de verdade que não há outro país na Terra capaz de realizar uma manobra desse tipo”, afirmou. O presidente relatou que acompanhou cada etapa da ação como se estivesse “assistindo a um programa de televisão”, com acesso a informações detalhadas sobre o desenrolar da ofensiva.
Monitoramento a partir de Mar-a-Lago
Trump descreveu o ambiente em que teria ocorrido o acompanhamento como reservado e altamente técnico. “Bem, nós assistimos de uma sala. Tínhamos uma sala, e assistimos a tudo, cada aspecto. Estávamos cercados por muitas pessoas, incluindo generais, e eles sabiam tudo o que estava acontecendo. E era muito complexo, extremamente complexo”, declarou.
O presidente também enfatizou a rapidez da ação militar. “Se você tivesse visto a velocidade, a violência — eles usam esse termo, a velocidade, a violência — foi simplesmente algo incrível, um trabalho incrível que essas pessoas fizeram. Não há ninguém que pudesse ter feito algo parecido”, disse. Segundo Trump, a operação envolveu incursões em locais de difícil acesso e o rompimento de estruturas de segurança projetadas justamente para impedir esse tipo de ação.
Detalhes da execução e aparato militar
Ainda de acordo com Trump, a ofensiva contou com amplo aparato aéreo. Ele afirmou que os Estados Unidos dispunham de um “número massivo” de aeronaves, incluindo helicópteros e caças, para dar suporte à operação. O presidente descreveu que os militares “invadiram lugares que não eram fáceis de acessar” e que “portas de aço” foram arrombadas em poucos segundos, permitindo a retirada de Maduro e de sua esposa do território venezuelano.
Trump acrescentou que a ação teria sido concluída em questão de minutos e que a coordenação entre as forças envolvidas foi decisiva para o sucesso da missão. Até o momento, não houve divulgação oficial de documentos ou imagens que confirmem de forma independente os detalhes apresentados pelo presidente americano.
Custódia e deslocamento de Maduro
Questionado sobre o paradeiro de Nicolás Maduro após a captura, Trump afirmou que ele e sua esposa estariam sob custódia a bordo do navio de guerra USS Iwo Jima, a caminho de Nova York. “Sim, o Iwo Jima, eles estão em um navio. Eles estarão indo para Nova York. Os helicópteros os retiraram”, afirmou o presidente. Segundo ele, o deslocamento inicial teria sido feito por helicóptero, antes do embarque no navio da Marinha dos EUA.
Trump também declarou que Maduro tentou negociar nos momentos finais antes da captura. “Sabe, ele estava tentando negociar no final”, disse. “Mas eu disse: ‘Não, não podemos fazer isso’.” O presidente norte-americano voltou a acusar o líder venezuelano de envolvimento com o tráfico de drogas, sem apresentar provas adicionais durante a entrevista.
Próximos passos e cenário político
Sobre o futuro político da Venezuela, Trump afirmou que as decisões ainda estão sendo avaliadas por sua administração. “Estamos tomando essa decisão agora. Não podemos correr o risco de deixar outra pessoa governar e simplesmente assumir o que ele deixou. Então estamos decidindo isso agora. Estaremos muito envolvidos e queremos liberdade para o povo”, declarou.
O presidente também comentou a reação interna no país sul-americano, afirmando que os venezuelanos estariam satisfeitos com a captura de Maduro. “Os venezuelanos estão muito felizes com a captura de Maduro porque eles amam os Estados Unidos”, disse, classificando o governo venezuelano como uma ditadura. As declarações, no entanto, não foram confirmadas por fontes independentes ou por autoridades da Venezuela.
Falta de confirmações oficiais
Até a última atualização, o governo venezuelano não havia confirmado oficialmente a captura de Nicolás Maduro, nem se manifestado sobre as declarações de Trump. Da mesma forma, a Casa Branca, o Pentágono e outras agências do governo dos Estados Unidos ainda não divulgaram comunicados detalhados que corroborem a versão apresentada pelo presidente em suas entrevistas.
A ausência de confirmações independentes mantém um cenário de incerteza em torno do episódio, que já provocou reações de governos e organismos internacionais. O anúncio de Trump ocorre em meio a um contexto de elevada tensão diplomática entre Washington e Caracas, e amplia a expectativa por esclarecimentos formais sobre a legalidade, o alcance e as consequências da operação descrita pelo presidente norte-americano.


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