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Trump divulga primeira imagem de Maduro preso e diz ter acompanhado captura em tempo real

Uma imagem divulgada nas redes sociais pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a repercussão internacional em torno da ofensiva militar anunciada contra a Venezuela. Na fotografia, o presidente venezuelano Nicolás Maduro aparece em condição de custódia militar, vendado, usando fones de ouvido e segurando uma garrafa de água. Segundo a legenda publicada por […]

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Maduro preso no navio Iwo Jima

Uma imagem divulgada nas redes sociais pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a repercussão internacional em torno da ofensiva militar anunciada contra a Venezuela. Na fotografia, o presidente venezuelano Nicolás Maduro aparece em condição de custódia militar, vendado, usando fones de ouvido e segurando uma garrafa de água. Segundo a legenda publicada por Trump, Maduro estaria “a bordo do USS Iwo Jima”, navio de guerra da Marinha norte-americana.

A divulgação da imagem ocorreu após uma série de declarações concedidas por Trump em entrevistas por telefone à Fox News, nas quais o presidente dos Estados Unidos detalhou, sob sua ótica, os bastidores da operação e as discussões em andamento dentro de seu governo sobre os próximos passos políticos na Venezuela.

Imagem e narrativa presidencial

Na fotografia publicada, Maduro aparece sentado, com as mãos livres, mas sob evidente controle militar. Trump não apresentou documentos oficiais, registros militares ou confirmações independentes que comprovem a autenticidade da imagem, o local exato em que foi registrada ou as circunstâncias em que teria sido feita. Ainda assim, a publicação foi interpretada como uma tentativa de reforçar publicamente a narrativa de sucesso da operação anunciada pelo governo norte-americano.

Até a última atualização, autoridades venezuelanas não haviam confirmado oficialmente a captura de Maduro nem reconhecido a veracidade da imagem divulgada pelo presidente dos Estados Unidos. Também não houve manifestação formal da Casa Branca, do Pentágono ou do Departamento de Justiça com detalhes técnicos ou jurídicos que sustentem a versão apresentada por Trump.

Acompanhamento da operação a partir de Mar-a-Lago

Nas entrevistas, Trump afirmou que acompanhou a operação em tempo real a partir de uma sala montada em seu clube privado, Mar-a-Lago, na Flórida. Segundo ele, o monitoramento ocorreu ao lado de generais das Forças Armadas norte-americanas e envolveu o acompanhamento de “cada aspecto” da ação.

“Fui informado por pessoas militares de verdade que não há outro país na Terra capaz de realizar uma manobra desse tipo”, declarou Trump. O presidente disse que assistiu ao desenrolar da ofensiva “literalmente, como se estivesse vendo um programa de televisão”, enfatizando o caráter inédito e altamente coordenado da operação.

Rapidez e uso de força

Trump destacou repetidamente a velocidade da ação militar. “Se você tivesse visto a velocidade, a violência — eles usam esse termo, a velocidade, a violência — foi simplesmente algo incrível”, afirmou. De acordo com seu relato, a operação envolveu incursões rápidas em locais de difícil acesso, com o rompimento de estruturas de segurança projetadas para impedir invasões.

“Eles simplesmente entraram, invadiram lugares que não eram fáceis de acessar, arrombaram portas de aço que foram colocadas lá exatamente para esse propósito, e tudo foi resolvido em questão de segundos”, disse. O presidente norte-americano acrescentou que nunca havia visto nada semelhante em termos de execução militar.

Aparato aéreo e logística

Segundo Trump, a ofensiva contou com um amplo aparato aéreo. Ele mencionou a utilização de um “número massivo” de aeronaves, incluindo helicópteros e caças, para dar suporte à ação. No relato presidencial, Maduro e sua esposa teriam sido retirados do território venezuelano por helicóptero antes de serem levados ao navio de guerra.

Trump afirmou ainda que Maduro e a primeira-dama venezuelana estariam sob custódia no USS Iwo Jima, em deslocamento rumo a Nova York. “Eles estarão indo para Nova York. Os helicópteros os retiraram”, disse, sem esclarecer o fundamento legal da transferência, o status jurídico do casal ou quais autoridades conduzem a custódia.

Próximos passos e cenário político

Questionado sobre o futuro político da Venezuela, Trump afirmou que as decisões ainda estão sendo avaliadas por sua administração. “Estamos tomando essa decisão agora. Não podemos correr o risco de deixar outra pessoa governar e simplesmente assumir o que ele deixou”, declarou. Segundo ele, os Estados Unidos pretendem ter envolvimento direto no processo e defendem “liberdade para o povo” venezuelano.

O presidente norte-americano também comentou a reação interna no país sul-americano. De acordo com Trump, a população venezuelana estaria satisfeita com a captura do presidente. “Os venezuelanos estão muito felizes com a captura de Maduro porque eles amam os Estados Unidos”, afirmou, classificando o governo venezuelano como uma ditadura. Essas afirmações não foram corroboradas por levantamentos independentes ou por organismos internacionais.

Tentativas de negociação e contatos prévios

Trump relatou ainda que teria havido tentativas de negociação por parte de Maduro nos momentos finais da operação. “Ele estava tentando negociar no final”, disse. O presidente afirmou que recusou qualquer acordo e voltou a associar Maduro ao tráfico de drogas, sem apresentar provas adicionais durante as entrevistas.

Em outro trecho, Trump afirmou que falou diretamente com Maduro cerca de uma semana antes da ação militar. “Eu realmente falei com ele pessoalmente, mas disse: você tem que desistir. Você tem que se render”, concluiu.

Falta de confirmações e tensão internacional

Apesar da divulgação da imagem e das declarações detalhadas do presidente dos Estados Unidos, o episódio segue cercado de incertezas. Não há, até o momento, confirmação oficial por parte da Venezuela nem comunicados técnicos de órgãos do governo norte-americano que validem de forma independente a versão apresentada por Trump.

A combinação entre a imagem divulgada, os relatos presidenciais e a ausência de confirmações formais mantém o episódio no centro do debate internacional, ampliando a tensão diplomática e a expectativa por esclarecimentos oficiais sobre a legalidade, o alcance e as consequências da operação anunciada.

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