Durante homilia na Praça São Pedro, líder católico comentou sobre a intervenção dos EUA e o sequestro de Nicolás Maduro
O papa Leão XIV afirmou neste domingo (4) que a Venezuela deve permanecer um país independente, em sua primeira declaração pública após o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa pelos Estados Unidos. O pontífice, primeiro papa americano da história, disse acompanhar a situação com “profunda preocupação” e pediu respeito aos direitos humanos.
“O bem-estar do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre todas as outras considerações e levar à superação da violência e ao início de caminhos de justiça e paz, garantindo a soberania do país”, declarou Leão XIV após a oração do Ângelus na Praça de São Pedro.
A intervenção do líder religioso ocorre em um momento de tensão internacional. No início de dezembro, Leão XIV já havia feito um apelo para que os Estados Unidos priorizassem o diálogo com a Venezuela antes de qualquer ação militar, posicionando-se contra soluções violentas. Suas declarações atuais reforçam essa linha diplomática.
O pontífice tem vínculos profundos com a América Latina, especialmente com o Peru, onde atuou como missionário por quase três décadas e naturalizou-se cidadão peruano antes de sua eleição ao papado.
O governo venezuelano denunciou a “gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos e declarou estado de exceção, enquanto Donald Trump declarou que irá governar o país durante o período de transição. Além disso, o presidente norte-americano ameaçou com uma segunda ofensiva contra a Venezuela se for necessário.
A situação de Maduro
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, chegou ao centro de detenção em Nova York no fim da noite de sábado (3), após ser sequestrado por autoridades americanas em uma operação em Caracas. Mais cedo, ele foi conduzido ao escritório da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) para registro criminal.
A Casa Branca divulgou imagens de Maduro sendo escoltado por agentes. Em coletiva de imprensa, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA avaliarão os próximos passos e pretendem conduzir a Venezuela por meio de um “grupo em formação” até uma transição de poder, sem detalhar prazos ou funcionamento desse arranjo.
Acusações formais
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana em tribunal de Nova York. Ele e a primeira-dama Cilia Flores enfrentam as seguintes acusações formais:
- Conspiração para narcoterrorismo;
- Conspiração para importação de cocaína;
- Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
- Conspiração para posse de metralhadoras.
Com informações da Agência Lusa.


Tony
04/01/2026 - 15h10
A soberania da Venezuela foi raptadas há décadas por Chaves antes esse porco depois.
Dito isso o que o Papa diz ou nada são a mesma coisa.