O Brasil levou ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas uma crítica direta às ações militares dos Estados Unidos contra a Venezuela. Em reunião de urgência convocada para tratar do tema, o embaixador brasileiro na ONU, Sérgio Danese, afirmou que a justificativa de que os objetivos políticos ou estratégicos possam legitimar o uso da força não pode ser aceita pela comunidade internacional.
“Não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios. Não tem legitimidade e abre a possibilidade de que os mais fortes definam o que é justo e o que não é justo. O uso da força na nossa região evoca capítulos da história que acreditávamos que estavam para trás, esse conflitos armados ameaçam a paz internacional e o princípio da não intervenção e tivemos isso no passado”, declarou o embaixador durante a sessão.
Na avaliação de Danese, episódios desse tipo colocam em risco a estabilidade global e fragilizam os pilares do sistema multilateral. Ele afirmou que a atuação militar em países da América Latina reacende experiências históricas que a região buscava superar e ressaltou que conflitos armados representam uma ameaça direta à paz internacional.
O diplomata também cobrou uma reação institucional do próprio Conselho de Segurança, sustentando que o órgão não pode se omitir diante do agravamento das tensões. Segundo ele, cabe ao conselho exercer sua função de maneira firme e alinhada às normas internacionais.
“Ao cobrar atitudes da ONU, Danese afirmou que cabe ao conselho a ‘responsabilidade’ de reagir com ‘determinação, clareza e obediência à determinação internacional’”, disse o representante brasileiro.
Ao encerrar sua intervenção, o embaixador reiterou a posição tradicional da diplomacia brasileira em defesa do multilateralismo e das regras que regem as relações entre os Estados. “O Brasil acredita na estrutura do direito internacional”, afirmou.


Dantas
05/01/2026 - 16h02
Se refere as pessoas assassinadas por Maduro e Cia para reprimir opositores e se manter no poder para sempre ?
Tony
05/01/2026 - 16h00
O que o Brasil diz ou nada são a mesma coisa.