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Países se unem contra ofensiva militar na Venezuela

Nota liderada pelo Brasil acusa Washington de violar a Carta da ONU e criar um precedente perigoso para a estabilidade regional A América Latina acordou abalada diante de uma escalada militar sem precedentes nas últimas décadas. Em resposta à ofensiva ordenada pelo ex-presidente Donald Trump contra a Venezuela — que incluiu bombardeios, ocupação de território […]

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Soberania latino-americana sob pressão após ação dos EUA
Interesse declarado no petróleo venezuelano amplia críticas e levanta suspeitas sobre motivações econômicas da ofensiva militar / Reprodução

Nota liderada pelo Brasil acusa Washington de violar a Carta da ONU e criar um precedente perigoso para a estabilidade regional


A América Latina acordou abalada diante de uma escalada militar sem precedentes nas últimas décadas. Em resposta à ofensiva ordenada pelo ex-presidente Donald Trump contra a Venezuela — que incluiu bombardeios, ocupação de território e a captura de Nicolás Maduro —, seis países emitiram uma nota conjunta de repúdio. Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha expressaram em uníssono “profunda preocupação e rejeição” às operações militares unilaterais.

Essa reação coletiva não é apenas diplomática, mas simbólica: representa um chamado urgente à defesa da soberania nacional e à rejeição da lógica imperialista que insiste em ressurgir no continente. Os signatários destacaram que o ataque viola princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas, como a proibição do uso da força, a não ingerência em assuntos internos e o respeito à integridade territorial. Mais do que isso, a intervenção coloca em risco a estabilidade de toda a região — algo que governos progressistas e de centro vêm tentando preservar com esforço nos últimos anos.

Ofensiva militar ignora direito internacional e impõe lógica colonialista

Na madrugada de sábado, bombas norte-americanas atingiram alvos estratégicos em solo venezuelano. Pouco depois, Trump anunciou que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, haviam sido capturados por tropas dos EUA. O ex-mandatário norte-americano afirmou, ainda, que seu país assumirá o controle da Venezuela “até que ocorra uma transição adequada”. Em seguida, deixou claro que o interesse principal está nas reservas de petróleo do país — as maiores do mundo.

Essa postura não apenas desrespeita a autodeterminação do povo venezuelano, como reacende o fantasma do colonialismo disfarçado de “missão civilizatória”. Ao vincular diretamente a ocupação a recursos naturais, Washington expõe uma agenda que prioriza interesses econômicos sobre direitos humanos, democracia e segurança regional. A comunidade internacional, especialmente os países latino-americanos, não tardou a reagir.

Leia também: América Latina se une contra ofensiva militar dos EUA na Venezuela

Ameaça à paz regional e risco para população civil

Os governos signatários da nota alertaram que a intervenção militar representa “um precedente sumamente perigoso para a paz e a segurança regional”. A operação coloca em risco direto a população civil, já fragilizada por anos de sanções econômicas, bloqueios e crise humanitária. Além disso, ao ignorar canais diplomáticos, os EUA rompem com um consenso histórico de não agressão que ajudou a manter relativa estabilidade no continente nas últimas décadas.

Mais grave ainda é a tentativa de legitimar a apropriação externa de recursos naturais. O documento deixa claro que qualquer forma de “controle governamental, administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos” é inadmissível sob o direito internacional. Esse tipo de ação, segundo os governos, não só gera instabilidade política, mas também aprofunda desigualdades sociais e compromete o futuro de toda a América Latina.

Solução deve vir do povo venezuelano, sem ingerências externas

Em contraste com a lógica de confronto adotada por Washington, o grupo liderado pelo Brasil defende que a crise na Venezuela exige soluções exclusivamente políticas. Os países signatários reiteram que o conflito deve ser resolvido “exclusivamente por vias pacíficas”. Para eles, só o diálogo e a negociação respeitam a vontade do povo venezuelano “em todas as suas expressões”.

A nota enfatiza ainda que “somente um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos” pode garantir uma saída democrática e sustentável. Sob ocupação estrangeira, argumentam, a dignidade humana não pode ser preservada. O restabelecimento da ordem institucional, portanto, precisa nascer da própria sociedade venezuelana — e não ser imposto por metralhadoras ou interesses petrolíferos alheios.

União latino-americana como antídoto contra ameaças externas

A declaração final reafirma a importância de manter a América Latina e o Caribe como uma “zona de paz”. Esse ideal, consagrado em resoluções da ONU e da Celac, se baseia no respeito mútuo, na cooperação e na solução pacífica de controvérsias. Diante da ameaça de uma nova intervenção militar, os governos apelam à “unidade regional, além das diferenças políticas”, como forma de proteger a soberania de todos os Estados.

O fato de países com orientações ideológicas distintas — como o progressista México, o socialista Uruguai e o centrista Chile — terem assinado juntos o documento revela que a defesa da soberania é um valor que transcende partidos. O Brasil, por sua vez, reafirma seu compromisso com a integração regional e com a proteção dos recursos naturais contra a exploração predatória. A história já mostrou, mais de uma vez, que intervenções externas raramente trazem democracia — mas frequentemente deixam um rastro de miséria, violência e dominação. Dessa vez, a América Latina parece determinada a não repetir os erros do passado.

Leia a nota completa abaixo:

Posição de Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha diante dos fatos ocorridos na Venezuela — 4 de janeiro de 2026

Os Governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha, diante da gravidade dos fatos ocorridos na Venezuela e reafirmando seu apego aos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, expressam de forma conjunta as seguintes posições:

 1. Expressamos nossa profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas. Tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil.

2. Reiteramos que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, por meio do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional. Reafirmamos que apenas um processo político inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana.

3. Reafirmamos o caráter da América Latina e do Caribe como zona de paz, construída sobre o respeito mútuo, a solução pacífica das controvérsias e a não intervenção, e fazemos um apelo à unidade regional, para além das diferenças políticas, diante de qualquer ação que coloque em risco a estabilidade regional. Da mesma forma, exortamos as Nações Unidas e os mecanismos multilaterais pertinentes a fazer uso de seus bons ofícios para contribuir para a desescalada das tensões e para a preservação da paz regional.

4. Manifestamos nossa preocupação diante de qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, o que se mostra incompatível com o direito internacional e ameaça a estabilidade política, econômica e social da região.

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Comentários

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Adelson

07/01/2026 - 10h30

Se o comportamento fede, imaginem o pum dos gringos!

Regina

07/01/2026 - 00h39

Quem sao esses brasileiros a jogar escarnio sobre a populacao venezuelana e Maduro? So podem ser idiotas. Mal conhecem a cidade vizinha e vem com essa. Todos analfabetos e bolsominions.

Paulo

06/01/2026 - 19h21

“Tonotlóide”? Ah, ah ah…O que é isso S.A. ( o personagem mais icônico do blog)? Não confunda soberania estatal com soberania popular – esta última não tinha e continua não tendo…

carlim

06/01/2026 - 18h27

Lula…o grande estadista respeitado no mundo (segundo os deficientes mentais) pediu ao Trump nao fazer nada na Venezuela…uam semana depois os EUA levaram Maduro ao som de bombas sobre Caracas !! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Zulu

06/01/2026 - 12h21

Tonotloide…nao hà soberania popular nas ditaduras, se ouvesse nao seriam ditaduras.

Ditaduras se revertem com armas e nada mais…o resto sao babaquices.

Ugo

06/01/2026 - 12h15

Ditaduras nao tem soberania alguma, a soberania venezuelanas foi sequestrada por esse animal que responde ao sobre nome de Maduro.

A guerra da Russia é para conquista de territorio, o que os EUA fizeram foi buscar um verrme para que responda a processo por crimes contra humanidade, uma hora apòs ter levado o porco nao havia uma sequer militar americano em territorio Venezuelano e continua nao tendo nenhum.

China, Russia e Venezuela sao ditaduras, Estados Unidos, Ucrania e Taiwan nao.

E’ claro que para todos os esquerdistas (que nao passam de vermes fascistas) a Venezuela era uma nova Cuba com petroleo o que aconteçeu foi uma tragedia.

Paulo

06/01/2026 - 11h48

Essa captura da besta fera “bolivariana”, o “super bigode”, evoca no homem de bem sentimentos distintos: de um lado, empatia pelo povo venezuelano (Cuba não teve a mesma “sorte”, talvez porque não tenha recursos naturais); de outro, preocupação com o desrespeito flagrante ao direito internacional…Essa invasão à soberania de um país dá respaldo à invasão da Ucrânia por Putin e ao cerco de Taiwan pela China ditatorial. Eu acho graça ver esses países se insurgindo contra Trump: é o roto falando do rasgado…

Luan

06/01/2026 - 11h21

Trump està no seu ultimo mandato e quer deixar uma marca indelével …quem sabe a proxima dissenteria a ser livrada do lixo comunista que là està hà decadas nao seja Cuba….

Seria lindo ver os esquerdoentes mentais se estribuchar no chao até desmaiar…kkkkkkkkkkkk

Kleiton

06/01/2026 - 11h14

A Venezuela em alguns anos talvez volte a ser um pais mais ou menos normal e se os venezuelanos fossem pessoas inteligentes (coisa que nao sao pois se fossem nao teriam se enfiado na merda onde se meteram nos ultimos 20 anos) deveriam se “filiar” aos EUA (como fez a coreia do sul apòs a guerra por exemplo), teriam tudo pra ganhar.

Os discursos de sobernaia, petroleo, direito internacional, ONU e outras babaquices nao existem, é esperneio de idiotas para idiotas.


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