A Prefeitura de Maricá informou nesta quarta-feira (27) que o município fechou o ano de 2025 com indicadores de segurança pública considerados históricos, mantendo-se entre as cidades com melhores resultados no enfrentamento à violência no estado do Rio de Janeiro. Segundo a Secretaria de Segurança Cidadã, Maricá não registra casos de latrocínio — roubo seguido de morte — desde fevereiro de 2024 e atingiu o menor índice de letalidade violenta em mais de duas décadas.
Outro dado destacado pela administração municipal é a ausência total de registros de roubo de carga ao longo de todo o ano de 2025, um indicador relevante em um estado que enfrenta, historicamente, altos índices desse tipo de crime, especialmente em áreas metropolitanas.
De acordo com a prefeitura, os resultados são fruto de uma estratégia baseada na integração entre forças de segurança, uso intensivo de tecnologia e investimentos contínuos em infraestrutura, equipamentos e capacitação profissional.
Integração entre forças e uso de tecnologia
A Secretaria de Segurança Cidadã atribui o desempenho positivo à atuação conjunta com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e ao fortalecimento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), responsável pelo monitoramento em tempo real da cidade e pela coordenação das ações operacionais.
Ao longo de 2025, o Ciosp participou diretamente de 231 ocorrências, atuando tanto no apoio a abordagens quanto na análise de imagens e dados. O centro colaborou ainda na recuperação de 115 veículos, dos quais 46 eram clonados, e auxiliou em 27 prisões por meio do uso de sistemas de reconhecimento facial.
O mesmo sistema também foi utilizado para localizar seis pessoas desaparecidas, segundo dados oficiais divulgados pelo município.
A Guarda Municipal de Maricá teve papel relevante nas ações de campo. Durante o ano, a corporação realizou mais de 330 encaminhamentos à delegacia, em ocorrências que envolveram desde delitos patrimoniais até apoio a operações integradas com outras forças de segurança.
Investimentos em monitoramento e prevenção
Em 2025, Maricá avançou de forma significativa na ampliação da infraestrutura de vigilância. Foram instalados 20 novos totens de segurança em pontos estratégicos da cidade, além da expansão da rede de monitoramento para mais de 3 mil câmeras, incluindo equipamentos com tecnologia de reconhecimento facial.
Todos os dispositivos estão integrados ao Ciosp, permitindo o cruzamento de informações em tempo real e uma resposta mais rápida às ocorrências. Segundo a prefeitura, esse modelo tem sido fundamental para a prevenção de crimes, identificação de suspeitos e apoio às investigações policiais.
A administração municipal afirma que a combinação entre monitoramento eletrônico, análise de dados e presença ostensiva tem contribuído para reduzir a criminalidade e aumentar a sensação de segurança da população.
Prefeito destaca política de segurança e inclusão social
O prefeito Washington Quaquá comemorou os resultados e atribuiu os indicadores positivos a uma política pública que alia repressão qualificada ao crime e ações de inclusão social.
“Maricá está se tornando a cidade mais segura do Rio de Janeiro graças ao trabalho de integração, inteligência e tecnologia. Com investimentos constantes em equipamentos e treinamento, os índices de criminalidade seguirão em queda. Aqui a gente dá oportunidade para todo mundo trabalhar. Agora, se quer ser criminoso, vai ser em outro lugar”, afirmou o prefeito, em nota divulgada pela prefeitura.
Segundo Quaquá, a estratégia de segurança do município não se limita à atuação policial, mas envolve políticas de geração de emprego, renda e acesso a serviços públicos, consideradas pela gestão como elementos centrais para a redução da violência no médio e longo prazo.
Indicadores colocam Maricá como referência no estado
Os dados apresentados pela Secretaria de Segurança Cidadã reforçam a posição de Maricá como um dos municípios com melhor desempenho na área de segurança pública no estado do Rio de Janeiro. A ausência de latrocínios por quase dois anos e a queda consistente da letalidade violenta são apontadas como resultados raros no contexto fluminense.
Especialistas em segurança pública costumam destacar que a redução de crimes violentos letais depende de ações coordenadas, inteligência policial e políticas preventivas. No caso de Maricá, a prefeitura sustenta que o modelo adotado demonstra a eficácia de investimentos contínuos em tecnologia e integração institucional.
Perspectivas para os próximos anos
A administração municipal informou que pretende ampliar ainda mais a rede de monitoramento em 2026, com a instalação de novos equipamentos e a atualização dos sistemas de análise de dados. Também estão previstos novos programas de capacitação para agentes da Guarda Municipal e reforço da cooperação com as forças estaduais.
Segundo a Secretaria de Segurança Cidadã, a meta é manter a tendência de queda nos índices criminais e consolidar Maricá como referência em segurança pública no estado, com foco tanto na repressão qualificada quanto na prevenção e na proteção da população.
Os dados consolidados de 2025 serão encaminhados aos órgãos estaduais de segurança e devem integrar os relatórios oficiais que comparam os indicadores dos municípios fluminenses ao longo dos próximos meses.