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Força bruta substitui o diálogo na diplomacia dos EUA

As recentes declarações e ações da administração Trump reacendem a doutrina Monroe e ameaçam a autodeterminação dos povos O cenário global atravessa um momento de grave tensão. Sob a liderança do presidente estadunidense Donald Trump, observamos abertamente o retorno de uma política externa baseada na força. Esta abordagem ignora normas diplomáticas fundamentais e prioriza interesses […]

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Imperialismo em marcha ameaça a soberania global
Venezuela: Trump mantém linha dura e reivindica a Groenlândia / Reprodução

As recentes declarações e ações da administração Trump reacendem a doutrina Monroe e ameaçam a autodeterminação dos povos


O cenário global atravessa um momento de grave tensão. Sob a liderança do presidente estadunidense Donald Trump, observamos abertamente o retorno de uma política externa baseada na força. Esta abordagem ignora normas diplomáticas fundamentais e prioriza interesses unilaterais. Consequentemente, a soberania de diversas nações enfrenta ameaças diretas e preocupantes.

Recentemente, a bordo do Air Force One, Trump reafirmou uma postura agressiva. Ele declarou controle total sobre a Venezuela e reivindicou a Groenlândia. Esta “linha dura” coloca os interesses corporativos e a segurança nacional dos Estados Unidos acima da paz mundial. De fato, a operação militar na Venezuela, que resultou em 80 vítimas, serve como um alerta sombrio.

Leia também: A ameaça a soberania da América Latina e do Ártico

O presidente enviou um aviso direto à líder interina Delcy Rodríguez. Trump afirmou que os EUA detêm controle total do país e acesso irrestrito ao petróleo venezuelano. Além disso, ele ameaçou Caracas com um segundo ataque. Portanto, a administração estadunidense impõe a força bruta sobre o diálogo democrático. Esta estratégia desestabiliza toda uma região.

A questão do petróleo bruto aparece claramente como o motor dessas intervenções. Trump declarou abertamente que empresas estadunidenses intervirão para reconstruir o sistema venezuelano. Enquanto isso, o deposto presidente Nicolás Maduro e sua esposa aguardam julgamento em Nova Iorque. Esta justiça sob custódia levanta sérias questões sobre imparcialidade.

Em resposta, Maduro Jr. convocou o povo venezuelano às ruas. Apesar da disposição de Delcy Rodríguez por uma posição conciliatória, a Casa Branca mantém a pressão. Certamente, esta estratégia de “ajuda” oculta a intenção de controlar recursos naturais. Assim, a soberania energética de uma nação torna-se moeda de troca.

O governo Trump não limita suas pressões apenas à Venezuela. Durante o regresso a Washington, o presidente também ameaçou a Colômbia e o México. Ele mencionou uma possível missão militar na Colômbia, similar à venezuelana. Isto gerou uma reação imediata do exército colombiano nas fronteiras.

Ademais, o México de Claudia Sheinbaum entrou na mira após recusar tropas estadunidenses. No caso de Cuba, o tom é de desprezo econômico. Trump afirmou que o país entra em “colapso definitivo”. Esta postura ignora completamente o sofrimento humano causado por embargos. Simultaneamente, o presidente observa o Irã e promete intervenção. Em resumo, os Estados Unidos agem como uma polícia global seletiva.

O avanço imperialista cruzou o Atlântico Norte. Trump renovou a reivindicação sobre a Groenlândia. Ele justifica a necessidade do território por “questões de segurança nacional”. Segundo o presidente, a Dinamarca não consegue garantir proteção contra navios russos e chineses. Além disso, ele alega que a União Europeia aceita o controle estadunidense.

Entretanto, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reagiu duramente. Pesquisas indicam que os habitantes da Groenlândia rejeitam firmemente a adesão aos Estados Unidos. Portanto, o desejo de Washington esbarra na vontade popular e na soberania alheia. A segurança nacional não deve servir de desculpa para anexações no século XXI.

Em síntese, as ações da atual administração estadunidense representam um perigoso retrocesso. Elas reacendem práticas coloniais disfarçadas de realpolitik. A comunidade internacional deve, portanto, reafirmar seu compromisso com a autodeterminação dos povos. O multilateralismo e o direito internacional permanecem como os únicos antídotos contra a volta da lei do mais forte. A soberania não é uma concessão, mas um direito inalienável de todas as nações.

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