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Diretor-geral da PF é cotado para eventual Ministério da Segurança

Lula planeja dividir pasta da Justiça, mas mudança depende de aprovação no Congresso O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou aos seus ministros que pretende dividir, ainda neste ano, o atual Ministério da Justiça e Segurança Pública em duas pastas distintas. No entanto, essa reformulação só sairá do papel se a Proposta de Emenda […]

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Governo articula novo ministério e mira a segurança pública
Saída de Lewandowski e sucessão na PF indicam que o governo acelera movimentos mesmo sem aval do Congresso / Reprodução

Lula planeja dividir pasta da Justiça, mas mudança depende de aprovação no Congresso


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou aos seus ministros que pretende dividir, ainda neste ano, o atual Ministério da Justiça e Segurança Pública em duas pastas distintas. No entanto, essa reformulação só sairá do papel se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública for aprovada pelo Congresso Nacional. O texto, de iniciativa do próprio Executivo, ainda aguarda definição de data para votação e permanece travado na Câmara dos Deputados.

Enquanto a PEC caminha a passos lentos, os bastidores do Planalto já discutem nomes para comandar a futura pasta dedicada exclusivamente à segurança. Entre eles, ganha força a candidatura de Andrei Rodrigues, atual diretor-geral da Polícia Federal. Segundo secretários do ministério ouvidos sob reserva pela CNN Brasil, o nome dele é o mais alinhado com o governo — tanto pela atuação da PF no combate ao crime organizado em 2025 quanto pela relação de confiança construída com Lula ao longo dos últimos anos.

Andrei Rodrigues surge como escolha natural para novo desafio

A trajetória de Andrei Rodrigues fortalece sua posição. Ele foi o responsável pela segurança pessoal de Lula durante a campanha eleitoral vitoriosa de 2022. Além disso, comandou operações sensíveis, como a segurança durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Seu perfil técnico e lealdade política conquistaram o respaldo de uma ala influente do PT, o que amplia suas chances no tabuleiro ministerial.

Caso o desmembramento realmente aconteça e Rodrigues assuma o novo Ministério da Segurança, a Polícia Federal terá novo comando. O delegado William Murad, atual vice-diretor da instituição, é o nome mais provável para sucedê-lo. Murad é respeitado internamente e mantém postura discreta, alinhada com a gestão atual.

Segurança como eixo central da agenda eleitoral de Lula

A criação de um ministério focado exclusivamente em segurança pública não é apenas uma reforma administrativa — é uma aposta política. Com eleições municipais se aproximando e olhos voltados para a reeleição em 2026, Lula quer demonstrar firmeza no combate à criminalidade. A especialização da pasta permitiria ações mais coordenadas, integração entre forças e, sobretudo, um discurso mais contundente diante de uma população cansada da violência urbana e do tráfico de armas e drogas.

Lewandowski deixa o cargo com medidas emergenciais

Enquanto o desenho institucional se define, o atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, prepara sua saída. Ele anunciou nesta segunda-feira (5) aos secretários que deixará o cargo já nesta semana. Antes de partir, assinou duas portarias com efeitos imediatos: uma cria um protocolo nacional para reconhecimento de presos, e a outra institui um sistema unificado de informações sobre antecedentes criminais.

Essas iniciativas, embora não substituam a PEC, buscam atender parte das demandas que justificaram a proposta. Segundo interlocutores próximos, Lewandowski quer encerrar sua gestão com “sensação de dever cumprido”. Até a nomeação de um novo ministro, a pasta será comandada interinamente por Manoel Almeida, secretário-executivo da Justiça.

Divisão ministerial pode reforçar políticas de segurança, mas também traz riscos

Especialistas lembram que, embora a especialização possa trazer ganhos operacionais, há o risco de burocratização adicional e disputas interministeriais. A separação entre justiça e segurança, comum em outros países, exige articulação permanente — algo nem sempre fácil em momentos de polarização ou crise orçamentária.

Por ora, o destino da reforma depende do Congresso. Mas nos corredores do Planalto, os preparativos seguem como se a mudança fosse inevitável. E, nesse cenário, Andrei Rodrigues desponta como a peça-chave de um novo capítulo na política de segurança do governo Lula.

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