Trump ameaça Irã após sequestro de Maduro, mas os EUA podem achar o sistema de defesa aérea do Irã mais difícil de quebra
Os Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump, intensificam suas investidas contra nações soberanas. Pouco depois de capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação controversa em Caracas, Trump agora volta seus olhos para o Irã. Ali, protestos massivos desafiam o governo, e o líder americano não hesita em interferir. Ele insta os iranianos a “continuarem protestando”, e promete que “a ajuda está a caminho”. No entanto, analistas alertam: derrubar a liderança iraniana pode custar caro aos EUA, graças ao robusto sistema de defesa aérea do país, agora reforçado com tecnologia chinesa de ponta.
Os protestos em Teerã, os maiores desde a Revolução Islâmica de 1979, ganham força. Relatos indicam entre 2.000 e 12.000 mortes. Trump, em sua plataforma social, avisa que as autoridades iranianas “pagariam um preço alto” por repressões. Além disso, ele anuncia tarifas de 25% contra China e outros que negociam com o Irã. Essa postura agressiva reflete o intervencionismo americano, que ignora soberanias em nome de interesses próprios.
Enquanto isso, a operação na Venezuela expõe vulnerabilidades. Forças especiais dos EUA neutralizaram defesas aéreas locais com facilidade. Sistemas russos como S-300VM e Buk-M2E falharam, vítimas de corrupção interna e falta de manutenção. Moscou, ocupada com a Ucrânia, cortou suprimentos. Aeronaves EA-18G Growler dos EUA usaram guerra eletrônica para desativar radares isolados. Assim, Maduro caiu em horas.
Fraquezas venezuelanas contrastam com avanços iranianos
Diferentemente da Venezuela, o Irã constrói uma muralha aérea mais resiliente. Teerã mistura sistemas russos, chineses e nacionais. No ano passado, modernizações elevaram sua capacidade. Relatos de setembro, baseados em declarações de Abolfazl Zohrevand, do Comitê de Segurança Nacional iraniano, confirmam entregas. “Caças MiG-29 russos chegaram ao Irã e estão estacionados em Shiraz, enquanto caças Sukhoi Su-35 também estão a caminho”, afirmou ele. Além disso, mísseis HQ-9B chineses e S-400 russos chegam “em números significativos”.
Esses reforços surgem após falhas em junho. Ataques israelenses com F-35, apoiados por bombardeiros e submarinos americanos, destruíram instalações nucleares e bases iranianas. Agora, o Irã responde. O HQ-9B, com alcance de 300 km e velocidade acima de Mach 4, usa radar semiactivo para guiar mísseis. China opera 300 unidades e exporta para aliados como Paquistão e Egito.
Por outro lado, o S-400 russo estende o alcance a 400 km. Teerã testou-o em 2025. Já o Bavar-373, desenvolvido localmente, rivaliza com o S-300 e atinge mais de 300 km. Essa mistura reduz dependências externas, ao contrário da Venezuela.
China e Rússia fortalecem Irã contra intervencionismo americano
Pequim e Moscou desafiam a hegemonia dos EUA. Relatos sugerem um acordo “petróleo por armas”: Irã envia óleo bruto em troca de mísseis HQ-9B. Essa parceria contraria sanções americanas, promovendo multipolaridade. Trump reage com tarifas, mas isso só une adversários.
No entanto, o HQ-9B, apesar de avançado, tem uso limitado em combates reais, diferentemente dos S-300 e S-400 na Ucrânia. Ainda assim, a rede iraniana complica ataques. Sistemas híbridos criam camadas de defesa, explorando fraquezas em táticas americanas.
Além disso, o sequestro de Maduro alerta Pequim e Moscou. Analistas debatem: China executaria operação similar? Pete Hegseth, dos EUA, diz que rivais “não ousarão testar” Washington. Mas o ataque à Venezuela reforça defesas chinesas em inteligência e ar.
A Venezuela pagou por defesas negligenciadas. Radares desconectados e corrupção facilitaram a invasão. O Irã, com indústria nacional e aliados fortes, evita isso. Portanto, Trump enfrenta um obstáculo maior. Se prosseguir, riscos crescem para os EUA, expondo limites de seu poderio militar.
Enquanto protestos persistem, o mundo observa. O Irã, resiliente, desafia narrativas imperialistas. Essa dinâmica pode mudar equilíbrios globais, priorizando soberania sobre intervenções.