Minha Casa Minha Vida superou metas, com investimentos de R$ 180 bilhões

Reprodução/Canal Gov

Em 2025, foram contratadas cerca de 880 mil moradias em todas as faixas. O movimento impulsionou a construção civil e proporcionou a criação de três milhões de empregos

O Programa Minha Casa Minha Vida superou as metas em 2025, com investimentos de R$ 180 bilhões e a criação da Faixa 4 – para famílias com renda até R$ 12.000 . No ano passado, foram contratadas cerca de 880 mil moradias em todas as faixas. O movimento impulsionou a construção civil e proporcionou a criação de 3 milhões de empregos. O cenário de milhares de canteiros de obras se espalhou pelo país.

De norte a sul, governo, empresas e trabalhadores arregaçam as mangas e o trabalho flui. Tudo para tirar o atraso da falta de moradias. E quem nunca sonhou com a casa própria? Muitos já conseguiram realizar esse sonho.

A copeira Antônia da Silva conseguiu com Minha Casa Minha Vida e está feliz.

“Tem hospital aqui perto, é mais seguro, aqui é condomínio, né? E eu me sinto mais segura aqui com meus filhos, mais conforto, colégio perto”, comemorou.

Ao fechar o balanço de 2025, o Minha Casa Minha Vida não é mais só um projeto de tijolo e argamassa. Se transformou em um programa de aprovação popular. E quem participou sabe da transformação que teve na vida.

“Eu morava no que era dos meus pais, né? Aí acabou que a gente pensou mais no futuro, mais na frente, o futuro dos nossos filhos. Acabou que a gente decidiu em comprar um apartamento. A gente aproveitou o programa do governo, Minha Casa Minha Vida, e eu tinha um pouco de economia. Aí acabamos que demos uma entrada, ganhamos o subsídio do governo, que facilitou mais e acabou que os juros também estavam mais de conta e aí deu tudo certo”, afirmou o porteiro Vandeilton Pereira.

O governo, além de superar metas, redesenhou o que significa morar bem no Brasil. A grande virada de chave dessa nova fase foi entender que o sonho da casa própria não tem apenas uma cara. Enquanto o coração do programa continua batendo forte para as famílias das faixas 1 e 2, onde foram contratadas mais de 660 mil casas, surgiu uma novidade que mexeu com o mercado, a faixa 4.

“Criamos o Minha Casa Minha Vida Classe Média, para as famílias de renda acima de R$ 8 mil até R$ 12 mil. Ao todo, a partir do lançamento do Minha Casa Minha Vida Classe Média, em junho do ano passado, já foram realizados mais de 30 mil financiamentos habitacionais, especificamente para essa faixa. Agora a gente precisa somar isso também com a faixa 3, porque é uma faixa de renda que é muito fluida, com 190 mil financiamentos habitacionais feitos”, destacou o secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Augusto Rabelo.

Adaptação climática

O programa Minha Casa Minha Vida de 2025 também olhou para o futuro e na esteira da COP 30, as casas agora vão ser pensadas em meio a mudança do clima, com materiais que não derretem sob o sol, estratégia para redução na carga térmica e a colocação de muito mais árvores nas calçadas.

A inovação se reflete até na forma de ocupar as cidades. “Nós temos também um convênio com o Ministério da Gestão e com a Secretaria de Patrimônio da União, para que imóveis da União também possam ser utilizados para construção habitacional. Então, a partir daquilo que a União tem de imóveis em grandes centros, com também a possibilidade do retrofit, a gente tem atuado e dialogado com os poderes públicos locais para um avanço nessa frente”, disse o secretário.

Mais empregos

Em todo o país, a construção civil criou muitos empregos, batendo a marca de 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada. O programa Minha Casa Minha Vida é uma resposta ao déficit habitacional no país, e também aquece a economia do país.

“Cada milhão investido na construção civil gera 13 empregos diretos e indiretos. Então, nós temos hoje, realmente, se você olhar a composição da geração de empregos no Brasil, a construção civil vem muito forte. E eu diria mais: além da geração de empregos, você gera um efeito em cadeia econômico na cidade. Investimento em habitação, ele traz a necessidade de investimentos em infraestrutura, ele traz a necessidade de serviços públicos, de comércio”, explicou Augusto Rabelo.

E se 2025 foi o ano da consolidação, 2026 promete ser o ano da aceleração. Com o orçamento do FGTS já garantido da ordem de R$ 144,5 bilhões, o teto do desconto que o governo dará para a compra do imóvel vai subir para R$ 65 mil.

E os valores dos imóveis financiáveis serão reajustados, chegando a R$ 270 mil nas metrópoles. Com essas medidas, o governo do Brasil espera contratar um total de 3 milhões de unidades habitacionais até o fim de 2026. Com o cenário de canteiros de obras se espalhando pelo país, paredes estão sendo erguidas e sustentando o futuro de milhares de brasileiros que terão o endereço para chamar de seu.

“Uma aluguel útil ficaria mais caro do que você pagava por uma prestação de uma casa própria. Minha vida mudou depois que eu consegui comprar minha casa”, diz o porteiro Vandeilton.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 14/01/2026

Por Canal Gov

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