Apesar dos obstáculos, China cumpre a meta de crescimento
A segunda maior economia do mundo cresceu 5% em 2025.
O valor total da produção atingiu 140,19 trilhões de yuans, que equivale a US$ 20,13 trilhões, segundo dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas (DNE).
A marca também encerra com sucesso o 14º Plano Quinquenal e estabelece uma base sólida para o começo deste ano, já que a economia da China oferece maior confiança em um ambiente geopolítico cada vez mais complexo e volátil. Inclusive no que se refere às ondas crescentes de protecionismo comercial que deve ocorrer nos próximos anos.
Esse crescimento demonstra resiliência e vitalidade econômica, pois ocorreu apesar de pressões externas e internas. E a China deverá contribuir com cerca de 30% para o crescimento econômico global, atuando como estabilizador para as cadeias de suprimentos mundiais.
Desempenho
O aumento de 5% no PIB da China também se traduz em um crescimento líquido de 5,38 trilhões de yuans (US$ 771,73 bilhões) no volume econômico no ano passado, valor superior, por exemplo, ao PIB total da Bélgica, de US$ 671 bilhões.
Externamente, o país enfrentou ondas de protecionismo comercial, com novas tentativas de conter o desenvolvimento do país e os EUA utilizando novamente a ameaça de tarifas.
Internamente, “a China tem lidado com pressões decorrentes da demanda insuficiente, um desequilíbrio entre oferta e demanda, bem como as dificuldades associadas à transformação e modernização”, segundo Yao Jingyuan, pesquisador especial do Gabinete do Conselheiro do Conselho de Estado.
Ainda assim, as palavras-chave da economia chinesa permaneceram: estável, progressista, inovadora e resiliente.
Pontos fortes do crescimento
O crescimento foi impulsionado por setores de alta tecnologia e manufatura avançada. Esses setores demonstram o desenvolvimento de novas forças produtivas de qualidade, com destaque para:
- Manufatura de alta tecnologia: crescimento de 9,4%, superando a média geral;
- Robôs industriais: produção aumentou 28%;
- Veículos de novas energias: produção subiu 25,1%.
O consumo interno também se recuperou. As vendas no varejo aumentaram 3,7% no ano e foram impulsionadas por feriados prolongados e medidas de estímulo.
Papel global
A conclusão bem-sucedida do plano anterior estabelece uma base sólida para o próximo ciclo. O novo plano (2026-2030) enfatiza maior autossuficiência em ciência e tecnologia.
A China se destaca como a base de cadeia de suprimentos mais estável do mundo. E essa posição deve se fortalecer nos próximos anos e coloca o país na vanguarda entre as principais economias.
Com informações da Global Times em 19/01/2026