A birra de Trump pode iniciar uma guerra comercial com a UE

Michael Buholzer/ KEYSTONE/ picture alliance

Em mensagem ao líder norueguês, o presidente dos EUA relacionou a perda do Prêmio Nobel da Paz com as ameaças de aquisição da Groelândia

A crise geopolítica envolvendo a Groenlândia tomou uma dimensão pessoal.

Em uma mensagem textual ao primeiro-ministro da Noruega, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que, por não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz, sente-se menos obrigado a pensar “puramente em paz” e pode focar no que “é bom e próprio para os Estados Unidos da América” — incluindo tomar controle da ilha ártica.

O conflito já resultou na ameaça de tarifas comerciais punitivas contra oito países europeus, e levou a União Europeia a convocar uma cúpula de emergência. A situação coloca a Aliança Ocidental e o futuro da OTAN em xeque.

Despeito

A crise escalou rapidamente nas últimas semanas.

Trump intensificou a retórica sobre adquirir a Groenlândia — um território autônomo dinamarquês — afirmando que os EUA assumiriam o controle “de um jeito ou de outro”.

No sábado (17/01), ele anunciou tarifas de 10% a partir de 1º de fevereiro, podendo subir para 25% em junho, contra países que se opõem ao seu plano: Dinamarca, Noruega, Suécia, Finlândia, França, Alemanha, Holanda e Reino Unido.

A resposta europeia foi imediata. Líderes de todo o continente classificaram as ameaças como “chantagem” e “intimidação”, com a União Europeia se preparando para coordenar a resposta do bloco.

Na mensagem ao premiê norueguês, Jonas Gahr Støre, Trump faz uma ligação direta entre sua frustração com o Comitê Nobel Norueguês e sua postura agressiva na questão da Groenlândia:

“Por que eles teriam um ‘direito de propriedade’, afinal? Não existem documentos escritos, apenas o fato de um barco ter atracado lá há centenas de anos.”

Os riscos vão muito além de uma simples disputa territorial. Além de iniciar uma guerra comercial que pode prejudicar economias de ambos os lados do Atlântico, minam a credibilidade da OTAN, enquanto organização, e aumenta a instabilidade global.

Tudo começando porque um chefe de estado se considera o dono da bola…

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