Acordo Mercosul-UE abre portas para indústria brasileira com tarifas zeradas

Após décadas de negociação, tratado promete equilíbrio comercial, modernização produtiva e maior protagonismo do Brasil no cenário internacional / Reprodução

Acordo amplia acesso do Brasil a 36% das importações globais e fortalece a indústria como eixo central da relação com o bloco europeu

Uma análise recente da Confederação Nacional da Indústria revela oportunidades transformadoras para o Brasil. Mais de cinco mil produtos nacionais ganham isenção imediata de impostos na União Europeia. Assim, o tratado eleva o país a um novo nível no mapa global do comércio. A CNI destaca que o acordo entre Mercosul e União Europeia impulsiona a economia brasileira. Produtos industriais, em particular, recebem um empurrão significativo. Portanto, empresas locais preparam-se para expandir horizontes.

A pesquisa da CNI mostra que 54,3% dos itens negociados zeram tarifas na União Europeia logo na vigência do acordo. Isso beneficia diretamente mais de cinco mil produtos brasileiros. Além disso, o Brasil adota prazos estendidos para suas reduções.

Benefícios imediatos para exportadores

Empresários celebram essa estrutura. Eles ganham tempo para ajustes. “Já do lado do Mercosul, o Brasil terá prazos mais longos, entre 10 e 15 anos, para reduzir tarifas de 44,1% dos produtos (4,4 mil itens), assegurando uma transição gradual e previsível”, afirmou a CNI.

Consequentemente, indústrias nacionais investem em tecnologia. Elas visam competitividade. Essa transição gradual protege empregos e fomenta inovação.

O acordo revoluciona o acesso brasileiro ao mundo. Atualmente, tratados cobrem apenas 8% das importações globais de bens. No entanto, com a União Europeia, esse número salta para 36%.

A CNI explica o cálculo. O bloco europeu representou 28% do comércio mundial em 2024. Assim, o Brasil integra-se melhor à economia internacional. Indústrias nacionais ganham visibilidade e parcerias.

Além disso, o tratado moderniza setores. Ele incentiva trocas complementares. Empresas brasileiras exportam mais e importam insumos de qualidade.

Foco na indústria bilateral

A indústria domina o fluxo entre Brasil e União Europeia. Nas exportações brasileiras ao bloco, bens industriais somam 46,3%. Já nos insumos, importações chegam a 56,6%, e exportações a 34,2%.

Esses números, segundo a CNI, provam sinergia. O acordo fortalece laços. Ele impulsiona modernização. Trabalhadores brasileiros beneficiam-se com novas oportunidades.

Em 2024, exportações ao bloco totalizaram US$ 48,2 bilhões. Isso equivale a 14,3% do total brasileiro. A União Europeia segue como segundo maior destino.

Do outro lado, importações da União Europeia atingiram US$ 47,2 bilhões. Elas representam 17,9% do total. Quase tudo, 98,4%, vem da indústria de transformação.

Portanto, o Brasil importa tecnologia e bens avançados. Isso eleva padrões locais. O acordo equilibra trocas. Ele reduz barreiras e estimula crescimento sustentável.

Empresas preveem mais investimentos. Elas apostam em parcerias europeias. Assim, a economia nacional ganha fôlego.

As discussões iniciaram em 1999. Elas enfrentaram pausas e revisões. Agora, o tratado elimina tarifas em mais de 90% do comércio. Prazos variam para setores sensíveis. Efeitos surgem gradualmente. Países ratificam o acordo. Economistas esperam impactos positivos ao longo dos anos.

O texto prevê reduções progressivas. Isso protege vulnerabilidades. Mercosul e União Europeia celebram o equilíbrio. Lula não viajou para a cerimônia em Assunção. Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, representou o Brasil. Lula manteve agenda em Brasília.

Antes, Lula encontrou Ursula von der Leyen no Rio. O Planalto vê isso como gesto político. Ele reforça compromisso com o acordo. Assim, o governo prioriza diplomacia. Ele busca benefícios para trabalhadores e indústrias. O tratado simboliza avanço sob liderança progressista.

Com informações de g1*

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