Pesquisa da CBS revela como a avaliação negativa da política migratória contrasta com maior rejeição a ações militares externas, revelando um país em alerta e dividido
Uma nova sondagem da CBS News destaca um aumento na percepção de que as operações do ICE (Agência de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), cruzam limites de rigor excessivo. Além disso, republicanos mantêm firme a visão de que protestos recentes extrapolaram. Essa divisão reflete tensões profundas na sociedade americana sobre imigração e segurança.
A pesquisa, realizada em janeiro de 2026, mostra que mais estadunidenses agora rotulam as ações do Ice como duras demais ao deter e abordar pessoas. Portanto, cresce a ideia de que o programa de deportação do presidente Trump mira além de criminosos perigosos. No entanto, a maioria esmagadora dos republicanos julga que manifestantes foram longe demais em suas ações.
Após os incidentes em Minneapolis, o apoio ao programa de deportação despencou. Inicialmente positivo no mandato de Trump, ele se tornou divisivo no verão passado e oscilou por meses. Agora, atinge o ponto mais baixo. Assim, o público diferencia os objetivos do programa – vistos de forma mista – da execução, que recebe críticas negativas.
Americanos cada vez mais afirmam que o governo falha em priorizar criminosos perigosos. Além disso, a maioria acredita que autoridades tentam deportar mais pessoas do que o esperado. Uma leve maioria considera que o Ice torna comunidades menos seguras, enquanto muitos defendem que melhora a proteção.
Aprovação de Trump na imigração em queda
Trump vê sua aprovação na gestão de imigração cair ao mínimo em seu segundo mandato. Ainda assim, ela supera avaliações sobre economia e inflação. Opiniões sobre o assassinato de Renee Good por um agente do Ice em Minneapolis seguem linhas partidárias. Republicanos tendem a justificar o ato, mas democratas e independentes rejeitam. A maioria também critica a resposta governamental como injusta.
Republicanos fora do movimento Maga mostram menos propensão a defender o tiroteio do que apoiadores do slogan. Portanto, eventos recentes reforçam visões pré-existentes. Democratas pedem redução nas operações do Ice, já que sempre se opuseram. Republicanos, por outro lado, defendem expansão ou manutenção, alinhados à sua postura favorável.
Groenlândia e Irã
Olhando além das fronteiras, americanos expressam ampla oposição a ações militares na Groenlândia ou no Irã. Assim, prevalece pessimismo sobre paz e estabilidade em 2026 sob políticas de Trump. A maioria reconhece interesses estratégicos dos Eua no Irã, mas divide-se sobre responsabilidades morais.
No entanto, americanos duvidam de planos eficazes para intervenção militar. Dois terços preveem um envolvimento prolongado e caro. Esses temores alimentam resistência ao uso de força.
Oposição à anexação da Groenlândia
A proposta de tomar a Groenlândia militarmente enfrenta rejeição unânime, inclusive entre republicanos trumpistas. Eles, que apoiaram ações passadas como na Venezuela e contra instalações nucleares iranianas, agora desaprovam. Independentemente disso, a maioria dos republicanos crê que Trump fortaleceu a posição global dos EUA.
Se os EUA anexassem a Groenlândia à força, alguns veem demonstração de poder contra Rússia e China. Pouco mais da metade espera acesso a recursos naturais. Porém, a grande maioria alerta para saída da Otan e instabilidade mundial. Essas preocupações impulsionam a oposição geral.
Essa pesquisa da CBS News/YouGov entrevistou 2.523 adultos americanos entre 14 e 16 de janeiro de 2026. A amostra representa o país por gênero, idade, raça e escolaridade, baseada no Censo Americano e na Pesquisa Populacional Atual, além da votação de 2024. A margem de erro fica em ±2,3 pontos percentuais.