Primeiro-ministro do Canadá admite falhas da ordem baseada em regras e alerta aliados sobre riscos de seguir Washington sem questionamento
Em um momento de tensões globais crescentes, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, surpreendeu a plateia no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Ele alertou potências médias do Ocidente sobre os riscos de seguir cegamente as políticas dos Estados Unidos. Carney destacou abusos contra outras nações. Além disso, ele defendeu uma diversificação urgente nas relações internacionais. O discurso ocorreu na última terça-feira. Ele marcou um ponto de virada. Carney confessou falhas na ordem mundial baseada em regras. Ele admitiu que potências fortes ignoram normas quando convém. Portanto, regras comerciais aplicam-se de forma desigual. Ele afirmou: “sabíamos que o direito internacional se aplicava com rigor variável, dependendo da identidade do acusado ou da vítima”.
Carney vê o mundo em ruptura profunda. Ele citou tarifas impostas pelos EUA. Além disso, mencionou ameaças a organizações internacionais. Ele apontou riscos à soberania da Groenlândia e até do Canadá. No entanto, ele incentivou potências médias a buscarem autonomia estratégica. Assim, elas devem diversificar laços com Washington.
A plateia, majoritariamente ocidental, aplaudiu calorosamente. Isso reflete uma percepção tardia. Eles agiram como súditos no conto de Hans Christian Andersen. Eles elogiavam as “roupas novas do imperador”. Enquanto isso, Carney assumiu o papel da criança que revela a nudez. Portanto, o discurso ecoou como uma verdade incômoda.
Líderes canadenses raramente falam tão abertamente. O Canadá integra o G7 e a Otan. No entanto, europeus evitam críticas diretas a Washington. Eles hesitam mesmo diante de ameaças à soberania europeia. Assim, a pergunta de Carney permanece: potências médias competirão por favores? Ou atuarão unidas com impacto real?
O contexto agrava essa dúvida. Potências médias enfrentam pressões dos EUA. No entanto, elas ignoraram violações recentes. Em 3 de janeiro, os EUA atacaram a Venezuela. Eles sequestraram o presidente e a primeira-dama. Muitos ocidentais aplaudiram ações ilegais. Além disso, ataques ao Irã ocorreram em junho passado. Os EUA e Israel miraram instalações nucleares.
Hipocrisia ocidental
Israel cometeu genocídio em Gaza nos últimos dois anos. Armas vieram principalmente do Ocidente. A lista de intervenções no século XXI é extensa. No entanto, líderes ainda elogiam os EUA. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, elogiou Donald Trump recentemente. O presidente francês, Emmanuel Macron, fez o mesmo.
Carney confessou hipocrisia ocidental. Potências usam dois pesos e medidas. Elas promovem guerras e mudanças de regime. Além disso, aplicam coerção e sanções econômicas. Elas difamam nações como a China. Portanto, ele pediu fim ao lamento pela velha ordem. O Canadá priorizará princípios e pragmatismo.
Caminho para multipolaridade inclui laços com a China
Carney visitou a China na semana passada. Foi a primeira viagem de um premiê canadense em oito anos. Ele construiu uma parceria estratégica nova. Assim, relações comerciais recuperam-se. Elas sofreram com hostilidade sob pressão dos EUA. No entanto, ações concretas faltam. Potências médias devem retificar erros.
Elas aliadas aos EUA em crimes contra países em desenvolvimento. Portanto, removam sanções brutais agora. Elas empobrecem civis inocentes. Além disso, destroem economias. Carney defendeu um mundo multipolar. China e Sul Global almejam isso há tempos.
Quantas potências médias agirão? Isso permanece incerto. Líderes calaram em Davos. Trump alardeou sua visão controversa. Ele repreendeu Europa e Canadá. No entanto, ninguém rebateu. Assim, o discurso de Carney destaca uma rara honestidade. Ele expõe falhas no sistema ocidental.
Com informações do China Daily*