Uma série de pesquisas de opinião revela que a popularidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta uma trajetória volátil desde o início de seu segundo mandato em janeiro de 2025, com índices de aprovação frequentemente abaixo de 50% e registrando momentos de queda ao longo do ano. Dados obtidos por meio de levantamentos nacionais mostram que Trump começou o novo mandato com cerca de 47% de aprovação, medida logo após sua posse, mas enfrentou reveses em meses posteriores, refletindo a polarização da sociedade americana e a reação a suas políticas mais controversas, incluindo decisões sobre imigração, economia e indultos relacionados ao ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA.
O levantamento realizado em janeiro de 2025 pela Reuters em parceria com o instituto Ipsos indicou que a taxa de aprovação de Trump estava em 47% quando ele retornou à Casa Branca, nível considerado baixo para o padrão histórico de presidentes recém-empossados, e já mostrava divisões profundas ao longo de linhas partidárias e ideológicas. Parte das medidas tomadas nos primeiros dias, como o perdão a grande parte das pessoas condenadas por participação no ataque ao Capitólio — ação desaprovada por 58% dos entrevistados — contribuiu para a avaliação crítica de seu desempenho.
Ao longo dos meses seguintes, as pesquisas continuaram a registrar variações negativas no apoio ao presidente. Em abril, levantamentos mostraram quedas adicionais na aprovação de Trump, com índices próximos ou abaixo de 43%, à medida que muitos americanos expressaram insatisfação com políticas e iniciativas varias, incluindo tarifas comerciais e a expansão do poder executivo. Pesquisas de meio de ano também revelaram que a aprovação se estabilizou em torno de níveis historicamente baixos, com cerca de 40% de entrevistados aprovando sua gestão em julho de 2025.
Especialistas em opinião pública ressaltam que essa oscilação reflete tanto a polarização política sustentada nos Estados Unidos quanto a sensibilidade do eleitorado a temas que afetam o cotidiano, como economia e segurança. Estudos indicaram que em momentos de preocupação econômica ou controvérsias políticas internas, como as ações de imigração executadas em diversas cidades, houve impacto perceptível na avaliação do presidente.
No fim do ano, outras pesquisas mantiveram a tendência de avaliações modestas, com aprovações ao redor de 39% a 41%, sugerindo que uma parcela significativa dos eleitores continua insatisfeita com o desempenho de Trump em áreas centrais de sua agenda, incluindo economia e imigração. A evolução desses índices ao longo de 2025 mostra um presidente enfrentando desafios constantes para ampliar apoio além de sua base partidária, em meio a um ambiente político altamente fragmentado.