Novos ataques israelenses em Gaza deixam 18 mortos

Dawoud Abu Alkas/ Reuters

Passagem de pacientes em Rafah é interrompida, dizem autoridades palestinas. Quatro crianças estão entre os mortos.

Dezoito palestinos, entre eles quatro crianças, morreram em novos bombardeios israelenses contra a Faixa de Gaza nesta quarta-feira, segundo autoridades de saúde locais.

Paralelamente, Israel suspendeu a evacuação de pacientes pela passagem de Rafah, único ponto de saída do território para tratamento médico urgente no exterior.

Os ataques, que atingiram a Cidade de Gaza e Khan Younis, no sul, ocorreram após as Forças Armadas de Israel afirmarem que um atirador palestino disparou contra tropas, ferindo gravemente um soldado reservista.

A suspensão das evacuações médicas ocorreu apenas dois dias após a reabertura do terminal de Rafah, que havia permitido a saída de um pequeno grupo de pacientes na terça-feira.

De acordo com o Crescente Vermelho Palestino, pacientes que já estavam em ambulâncias no hospital de Khan Younis, prontos para cruzar a fronteira, foram informados de que a travessia estava interrompida.

“Ligaram para os pacientes e disseram que hoje não há nenhuma viagem, a passagem está fechada”, relatou Raja’a Abu Teir, um dos pacientes que aguardava evacuação.

A agência israelense Cogat, responsável pelo controle de acesso a Gaza, declarou que o terminal de Rafah permanecia aberto, mas afirmou não ter recebido da Organização Mundial da Saúde (OMS) os detalhes de coordenação necessários para a operação. A OMS não se manifestou imediatamente sobre o caso.

A reabertura de Rafah para evacuações humanitárias era uma das condições do acordo de cessar-fogo mediado em outubro, que estabeleceu a primeira fase de um plano para interromper os combates entre Israel e o Hamas. Na terça-feira, 16 pacientes e 40 acompanhantes haviam conseguido cruzar para o Egito.

O frágil cessar-fogo, que entrou em sua segunda fase em janeiro com o objetivo de iniciar negociações sobre a reconstrução e futura governança de Gaza, continua marcado por violência quase diária. Questões centrais, como a retirada das tropas israelenses de mais da metade do território ocupado e o desarmamento do Hamas, permanecem sem solução.

Desde o início do cessar-fogo, ofensivas israelenses já causaram a morte de pelo menos 530 pessoas em Gaza, a maioria civis, de acordo com as autoridades de saúde locais. Do lado israelense, quatro soldados foram mortos por militantes palestinos no mesmo período.

Com informações do The Guardian em 04/02/2026

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