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União Europeia quer controlar o ‘risco dos drones’

Plano da Comissão Europeia exige semicondutores confiáveis em drones civis e militares e responde diretamente a incursões russas e falhas de segurança recentes A União Europeia vai apresentar, na próxima semana, uma estratégia inédita para drones que coloca a segurança no centro de tudo. O plano exige o uso de “semicondutores confiáveis” em todos os […]

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Exercícios anuais, equipes de resposta rápida e alianças internacionais mostram que a UE decidiu tratar drones como tema de segurança continental.
Bruxelas quer reduzir dependência externa, fortalecer a indústria local e evitar ataques cibernéticos em sistemas cada vez mais usados na guerra moderna / Reprodução
Plano da Comissão Europeia exige semicondutores confiáveis em drones civis e militares e responde diretamente a incursões russas e falhas de segurança recentes

A União Europeia vai apresentar, na próxima semana, uma estratégia inédita para drones que coloca a segurança no centro de tudo. O plano exige o uso de “semicondutores confiáveis” em todos os sistemas, tanto civis quanto militares, para proteger contra adulterações e ataques cibernéticos. Fontes próximas ao documento, citadas pela Bloomberg, confirmam que o texto ainda pode mudar, mas a direção já está definida: produzir mais drones e, ao mesmo tempo, torná-los muito mais seguros.

O calendário não é coincidência. Em setembro passado, caças da OTAN derrubaram 19 drones russos que invadiram o espaço aéreo polonês. Foi a primeira vez, desde o início da guerra na Ucrânia, que um país da Aliança abateu aeronaves militares inimigas em território próprio. O episódio deixou claro: a Europa não pode mais tratar drones como simples brinquedos tecnológicos.

Por isso, a Comissão Europeia decidiu agir com urgência. Já no ano passado, propôs a criação de uma “barreira antidrones” e adiantou 6 bilhões de euros de um empréstimo do G7 para montar uma aliança antidrones com a Ucrânia. Alguns governos membros reagiram com ceticismo, mas o clima mudou. Agora, ninguém discute mais a necessidade de uma resposta coordenada.

A nova estratégia não para na produção. Ela obriga os países a avaliar a proteção de portos, aeroportos, usinas e redes elétricas contra invasões por drones. O objetivo é simples e direto: tornar a União Europeia mais resiliente, mais capaz de fabricar seus próprios equipamentos e mais inovadora na defesa contra ameaças que chegam do céu.

Além disso, Bruxelas quer acelerar a aliança com a Ucrânia que já foi anunciada, mas ainda não saiu do papel. Antes do verão, vai convocar um fórum industrial para impulsionar a fabricação em escala. Até o início de 2027, pretende inaugurar um centro de pesquisa e desenvolvimento dedicado exclusivamente a tecnologias antidrones.

Para transformar o plano em prática, a UE vai lançar exercícios de segurança contra drones todos os anos. Até o outono, cada país terá equipes de resposta rápida prontas para atuar em emergências. Os Estados-membros também vão indicar coordenadores nacionais de segurança de drones, responsáveis por acompanhar a execução de todas as medidas.

O plano fica aberto a parceiros próximos. Reino Unido e Noruega já estão convidados a participar, sinalizando que a defesa europeia não se limita às fronteiras da União.

A Europa entendeu o recado dos céus poloneses: drones baratos e letais mudaram a guerra. Agora, o bloco quer responder com tecnologia confiável, produção acelerada e cooperação real. O documento que chega na próxima semana não é só mais uma estratégia. É a resposta concreta de um continente que decidiu não ser pego de surpresa outra vez.

Com informações de Bloomberg e Investing*

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