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BNDES amplia atuação em ferrovias e prevê R$ 140 bilhões em investimentos até 2026

O BNDES pretende ampliar de forma significativa sua atuação no setor ferroviário e prepara mudanças na política de crédito para viabilizar novos projetos de infraestrutura sobre trilhos no país. A sinalização foi feita nesta segunda-feira (9) pelo presidente do banco, Aloizio Mercadante, durante um seminário sobre infraestrutura realizado no Rio de Janeiro. Segundo Mercadante, a […]

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Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil

O BNDES pretende ampliar de forma significativa sua atuação no setor ferroviário e prepara mudanças na política de crédito para viabilizar novos projetos de infraestrutura sobre trilhos no país. A sinalização foi feita nesta segunda-feira (9) pelo presidente do banco, Aloizio Mercadante, durante um seminário sobre infraestrutura realizado no Rio de Janeiro.

Segundo Mercadante, a instituição vai lançar um produto financeiro específico para ferrovias, com prazos mais longos de financiamento e maior período de carência. A medida, afirmou, tem como objetivo tornar os projetos mais atrativos para investidores e concessionárias. “Vamos aumentar o prazo de financiamento e carência para a ferrovia. Vamos lançar um produto específico e entrar para valer nesse mercado”, disse.

A estratégia do banco ocorre em um momento em que o governo federal busca acelerar investimentos em logística para reduzir gargalos históricos no transporte de cargas. Mercadante avaliou que o país está diante de um novo ciclo de expansão ferroviária, impulsionado por concessões e novos empreendimentos.

De acordo com o presidente do BNDES, o setor prevê oito leilões de ferrovias em 2026, com uma estimativa de R$ 140 bilhões em investimentos associados aos projetos. Ele afirmou que o ambiente tende a se fortalecer nos próximos anos, criando condições mais favoráveis para obras de grande porte e para a modernização da malha ferroviária.

Mercadante destacou ainda que, nos últimos três anos, o país já acumulou cerca de R$ 40 bilhões em investimentos (capex) em ferrovias. Para ele, esse volume indica o início de um ciclo mais robusto, que deve se intensificar com a nova agenda de concessões.

Na avaliação do presidente do banco, a ampliação da malha ferroviária pode gerar ganhos logísticos relevantes, com redução de custos de transporte e aumento da competitividade, especialmente em setores dependentes do escoamento de commodities e produtos industriais.

Mercadante também comentou o cenário macroeconômico e afirmou que a taxa de juros no Brasil “está pronta para cair”. Segundo ele, juros mais baixos tendem a melhorar o ambiente de negócios e facilitar a estruturação financeira de projetos de longo prazo, como os de infraestrutura ferroviária, além de estimular maior participação do setor privado.

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Lucas Allabi

Jornalista formado pela PUC-SP e apaixonado pelo Sul Global. Escreve principalmente sobre política e economia. Instagram: @lu.allab

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