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Edinho se reúne com Ciro Nogueira para fechar possíveis palanques estaduais

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, se reuniu em janeiro com o senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas (PP), e com Antonio Rueda, dirigente nacional do União Brasil, para discutir cenários eleitorais e possíveis composições políticas com foco nas eleições de 2026. O encontro, revelado pelo jornal O Globo, ocorreu em meio […]

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REPRODUÇÃO

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, se reuniu em janeiro com o senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas (PP), e com Antonio Rueda, dirigente nacional do União Brasil, para discutir cenários eleitorais e possíveis composições políticas com foco nas eleições de 2026. O encontro, revelado pelo jornal O Globo, ocorreu em meio à intensificação das articulações de partidos de centro que buscam ampliar seu poder de barganha tanto no plano nacional quanto nos palanques estaduais.

De acordo com a apuração, a conversa teve caráter reservado e concentrou-se na avaliação de cenários regionais, especialmente em estados onde há sobreposição de interesses entre legendas que hoje ocupam campos políticos distintos em Brasília. Procurados pela reportagem, Edinho Silva, Ciro Nogueira e Antonio Rueda não comentaram o teor da reunião.

Federação PP-União Brasil no centro do tabuleiro

O encontro acontece em um momento decisivo para PP e União Brasil, que negociam a formação de uma federação partidária ainda pendente de formalização pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso se concretize, a federação reunirá uma das maiores bancadas do Congresso, tornando-se alvo prioritário tanto de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto de lideranças ligadas ao bolsonarismo.

Segundo relatos de parlamentares ouvidos pelo O Globo, a tendência predominante dentro do grupo é adotar uma postura de neutralidade na disputa presidencial, liberando seus filiados para composições locais conforme a conveniência eleitoral de cada estado. Essa estratégia permitiria à federação maximizar ganhos proporcionais e preservar espaço de negociação até que o cenário nacional esteja mais definido.

Ainda assim, a neutralidade formal não impede a disputa por influência. O Palácio do Planalto busca aproximar partidos de centro para fortalecer sua base e reduzir riscos de isolamento político, enquanto aliados da direita também atuam para atrair o grupo, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, citado como pré-candidato à Presidência e interessado em influenciar o posicionamento da federação.

Nordeste como eixo das articulações

Interlocutores mencionados na reportagem afirmam que a reunião entre Edinho Silva, Ciro Nogueira e Antonio Rueda teve atenção especial ao Nordeste, região estratégica em disputas nacionais e tradicionalmente mais favorável à esquerda. Estados como Pernambuco, Ceará e Maranhão foram apontados como prioritários nas conversas, por reunirem forte capacidade de articulação do PT e, ao mesmo tempo, interesse de partidos de centro em construir alianças competitivas.

A leitura compartilhada por dirigentes partidários é que a fragmentação das disputas estaduais tende a exigir arranjos pragmáticos, muitas vezes envolvendo legendas que, no plano federal, se posicionam em campos opostos. Nesse contexto, alianças cruzadas são vistas como instrumento para ampliar bancadas e preservar influência local.

A reunião também é interpretada como parte de movimentos discretos para preservar margens de negociação antes da definição formal das candidaturas presidenciais, etapa que tradicionalmente se consolida apenas mais próximo das convenções partidárias.

Ciro Nogueira reduz confronto com o PT

No caso do PP, a interlocução direta entre Ciro Nogueira e dirigentes petistas chamou atenção no Congresso. O senador foi ministro-chefe da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro e segue como um dos principais articuladores da centro-direita. Ainda assim, aliados reconhecem que ele reduziu o tom de embate público com o Planalto nos últimos meses.

Segundo lideranças ligadas à federação, a estratégia de Ciro e de Antonio Rueda é adiar qualquer definição nacional, aguardando a evolução do quadro político e eleitoral antes de assumir compromissos formais. Um parlamentar citado pela reportagem avaliou que o encontro com Edinho Silva pode representar um gesto de “armistício” com o PT, após o rompimento formal de PP e União Brasil com o governo no ano passado e a escalada de críticas ao Planalto naquele período.

Desde então, conforme relatos, tanto Ciro quanto Rueda teriam adotado postura mais cautelosa em relação ao governo federal, priorizando canais de diálogo e negociações reservadas.

Encontros anteriores e articulações paralelas

O diálogo com Edinho Silva também foi associado a outra movimentação recente envolvendo Ciro Nogueira. Segundo o O Globo, o senador teria participado, no fim do ano passado, de uma reunião reservada com o presidente Lula e com o presidente da Câmara, Hugo Motta, encontro anteriormente noticiado pela Folha de S.Paulo. A realização dessa conversa é negada publicamente por Ciro, mas aliados do presidente do PP confirmaram que o encontro ocorreu.

União Brasil e o Ceará como laboratório político

No União Brasil, a presença de Antonio Rueda na reunião com Edinho Silva é vista como parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento das negociações regionais. Um dos exemplos citados é o Ceará, onde a federação discute alternativas para a eleição ao governo estadual.

Segundo o O Globo, um jantar recente em Brasília reuniu o ex-presidenciável Ciro Gomes, Ciro Nogueira, Antonio Rueda e lideranças cearenses para debater a possibilidade de apoio da federação a uma candidatura de Gomes ao governo do estado. Nenhuma decisão, porém, foi tomada.

O impasse se deve, em parte, à movimentação do governador Elmano de Freitas (PT), que sinalizou a possibilidade de oferecer espaço ao União Brasil na chapa majoritária, numa tentativa de atrair o apoio da federação. Diante desse cenário, o grupo optou por aguardar os próximos movimentos antes de fechar posição.

Estratégia do PT para evitar isolamento

Do lado petista, dirigentes avaliam que a rodada de diálogos integra uma estratégia mais ampla para evitar isolamento em colégios eleitorais estratégicos e conter a adesão antecipada de partidos de centro ao campo bolsonarista. A orientação interna do PT é manter canais abertos mesmo com lideranças que estiveram em lados opostos nos últimos anos, priorizando a construção de maiorias estaduais e alianças capazes de garantir competitividade em 2026.

Segundo interlocutores do partido, encontros como o realizado em janeiro tendem a se tornar mais frequentes à medida que o calendário eleitoral avance, refletindo a centralidade das negociações regionais no xadrez político que começa a se desenhar para a próxima eleição presidencial.

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Comentários

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Tiago Silva

10/02/2026 - 10h18

PT adora ser a boia de salvação de golpistas…

E o PP-União Brasil (Antigo Arena) é o “centro” da Direita Golpista!

Kkkk


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