O governo da China informou nesta terça-feira (10) que prestará apoio a Cuba diante da crise energética provocada pela escassez de combustível, incluindo querosene de aviação, que tem afetado o funcionamento do setor aéreo e a atividade turística na ilha.
Segundo comunicado oficial divulgado por Pequim, o país asiático reafirmou oposição a “qualquer forma de interferência externa” e manifestou apoio à soberania cubana. As autoridades chinesas atribuíram as dificuldades enfrentadas por Havana a sanções e restrições impostas por outros países.
A crise se intensificou após os Estados Unidos suspenderem o envio de petróleo venezuelano a Cuba, medida que reduziu o abastecimento energético da ilha. Além disso, o presidente americano Donald Trump declarou que poderá aplicar sanções a países que forneçam combustível ao governo cubano, ampliando a pressão sobre o país caribenho.
A falta de querosene levou companhias aéreas a cancelarem voos nas últimas semanas. A redução das operações aéreas impacta diretamente o turismo, principal fonte de receitas externas de Cuba e setor estratégico para a economia local.
Com a diminuição do fluxo de visitantes estrangeiros, a escassez de combustível passa a ter efeitos econômicos mais amplos, agravando o cenário já marcado por dificuldades fiscais e limitações de importação.
Pequim não detalhou o volume ou a forma do auxílio anunciado, mas indicou que a cooperação busca mitigar os efeitos imediatos da crise e contribuir para a estabilidade do fornecimento energético em setores considerados essenciais.