Boas notícias para o presidente Lula.
À medida que se aproxima o dia 4 de outubro de 2026 e Lula permanece na liderança, as margens de mudança para a oposição vão se estreitando.
Com o eleitorado lulista amplamente consolidado e presença também no centro, o tempo tende a pressionar mais quem precisa virar o jogo do que quem já está na frente.
A nova pesquisa Quaest de fevereiro confirma esse cenário e mostra o presidente competitivo nos principais recortes eleitorais. Trata-se de um levantamento registrado no Tribunal Superior Eleitoral, contratado pelo Banco Genial ao custo de R$ 465.820.
Ela chega também em boa hora para Lula, porque o presidente está, nesse momento, fazendo pressão política sobre setores do centro, para atraí-los para sua coalizão já no primeiro turno. Há rumores de que Lula cogitou até mesmo convidar o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para a vaga de vice. Geraldo Alckmin, neste caso, poderia ser candidato ao senado por São Paulo, e Haddad disputaria o governo do mesmo estado.
A Quaest vem se consolidando como um dos principais institutos do país e tem produzido séries consistentes de acompanhamento da opinião pública. O fato de a pesquisa ser amplamente auditável e registrada reforça sua credibilidade.
Os números indicam estabilidade na aprovação e manutenção da liderança eleitoral de Lula. Ao mesmo tempo, revelam onde estão os pontos de atenção para o governo na reta que antecede a campanha oficial.
Na avaliação binária, Lula tem 45% de aprovação e 49% de desaprovação. O ponto relevante é a estabilidade dentro da margem de erro, em patamar claramente competitivo.
O mais relevante é a trajetória. A rejeição já chegou a 57% em maio de 2025, recuou ao longo do segundo semestre e agora permanece estabilizada abaixo daquele pico, enquanto a aprovação se mantém consistente.
Quando a pesquisa segmenta o eleitorado por posicionamento político, a força estrutural do presidente fica ainda mais clara. Entre os que se identificam com a esquerda — tanto lulistas quanto não lulistas —, a aprovação é elevada e demonstra coesão da base.
No centro — classificado pela Quaest como independentes —, a aprovação está em 37%. Embora já tenha sido mais alta, trata-se de um patamar relevante em um segmento que historicamente decide eleições presidenciais.
No recorte regional, Lula mantém ampla vantagem no Nordeste, com 61% de aprovação, mesmo após leve oscilação. No Sudeste, houve melhora, com a aprovação subindo para 42%, dado relevante pelo peso eleitoral da região.
No Sul, a aprovação permanece em 32%, enquanto no Centro-Oeste e Norte o índice é de 41%. O mapa regional mostra liderança preservada nas áreas decisivas e equilíbrio competitivo nas demais.
No campo eleitoral, Lula lidera todos os cenários de primeiro turno testados. No principal cenário, aparece com 35%, contra 29% de Flávio Bolsonaro, com os demais nomes fragmentando o campo oposicionista.
No Nordeste, Lula lidera por 45% a 24%. No Sudeste, a vantagem é de 32% a 30%, mostrando disputa apertada, mas com o presidente à frente.
Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente vence por 43% a 38%. A diferença de cinco pontos indica vantagem consistente em um ambiente competitivo.
Na percepção de vitória, Lula também larga na frente. 55% acreditam que ele vencerá a eleição, contra 35% que apostam em Flávio Bolsonaro, um indicador que costuma influenciar o ambiente político e as alianças.
No campo econômico, 43% avaliam que a economia vai melhorar, enquanto 29% acreditam que vai piorar. A percepção sobre os preços dos alimentos ainda é sensível, mas houve melhora significativa em relação a 2025.
Sobre os preços dos alimentos, 56% afirmam que aumentaram, número ainda elevado, mas muito inferior aos 88% registrados em março do ano passado. O humor econômico mostra sinais de recuperação gradual.
A violência surge como principal preocupação nacional, especialmente no Nordeste. É um tema que exige atenção estratégica, mas que não altera o eixo central do levantamento: Lula mantém liderança, base consolidada e presença relevante no centro político.
O quadro geral revelado pela Quaest é de vantagem estável para o presidente. Com o calendário avançando e a dianteira preservada, a tendência segue favorável a quem já ocupa a primeira posição nas pesquisas.
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