A Justiça Eleitoral de São Paulo homologou um acordo que suspende a ação penal eleitoral contra o influenciador e empresário Pablo Marçal e impôs uma série de medidas restritivas ao investigado, incluindo a proibição de frequentar bares, boates e casas de prostituição por dois anos. A decisão também determina que ele não deixe a comarca onde reside sem autorização judicial e que compareça periodicamente à Justiça para informar e justificar suas atividades.
Segundo informações divulgadas por veículos como UOL e outros meios de imprensa nacionais, as condições fazem parte de um acordo de não persecução penal que suspende o processo relacionado à divulgação de conteúdos considerados ofensivos contra o então candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos durante o período eleitoral. A medida começa a valer em março e prevê acompanhamento judicial regular, com a possibilidade de retomada do processo caso as regras sejam descumpridas.
Além das restrições de circulação e comportamento, a decisão judicial estabelece que Marçal deverá manter endereço atualizado e comparecer trimestralmente em juízo. O objetivo, conforme a decisão, é assegurar o cumprimento das condições pactuadas e evitar novas infrações eleitorais. O caso se insere em um histórico recente de investigações e condenações na Justiça Eleitoral envolvendo o influenciador por abuso de poder econômico, uso indevido de meios de comunicação e outras irregularidades ligadas à disputa municipal de 2024.
A defesa de Marçal aceitou as condições do acordo como forma de suspender a ação penal, enquanto a Justiça Eleitoral considerou as medidas adequadas para preservar o andamento do processo e garantir a responsabilização em caso de reincidência. A imposição das restrições também repercutiu politicamente e nas redes sociais, onde o influenciador mantém forte presença e capital eleitoral.
O episódio ocorre em meio ao debate sobre a responsabilização de candidatos e influenciadores por desinformação e ataques pessoais durante campanhas, tema que tem sido alvo de decisões mais rigorosas da Justiça Eleitoral nos últimos ciclos eleitorais.