O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado Federal, sinalizou a aliados que não deve se filiar ao MDB e que seu destino político mais provável é o União Brasil. Pela nova legenda, o parlamentar pretende disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. As informações foram divulgadas pelo G1.
A decisão de não ingressar no MDB estaria relacionada à presença do ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo como pré-candidato da sigla ao governo mineiro. A existência de uma candidatura já colocada dentro do partido teria inviabilizado o espaço político para Pacheco disputar o cargo pela legenda.
Articulação para filiação ao União Brasil
Nos bastidores, a possível filiação de Rodrigo Pacheco ao União Brasil vem sendo articulada com o apoio do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Considerado aliado próximo do senador mineiro, Alcolumbre atua para fortalecer a viabilidade da candidatura de Pacheco ao governo estadual dentro do partido.
A movimentação ocorre em meio à possibilidade de saída de Pacheco do PSD. Entre os fatores que influenciam a avaliação estão as incertezas relacionadas à federação partidária entre o União Brasil e o Progressistas (PP), que pode alterar o equilíbrio político em Minas Gerais.
Embora o acordo entre União Brasil e Progressistas tenha sido anunciado em abril de 2025, o pedido de registro da federação foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral apenas em dezembro do mesmo ano. Para que a união partidária tenha validade nas eleições de 2026, o tribunal precisa aprovar o registro até 4 de abril.
Apoio de Lula à candidatura
Rodrigo Pacheco é considerado por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o nome preferido do governo para disputar o comando de Minas Gerais em 2026.
A aproximação política entre os dois se intensificou durante o período em que Pacheco presidiu o Senado, entre 2023 e 2025. Apesar do apoio do Palácio do Planalto, o senador demonstrou resistência inicial à ideia de concorrer ao governo estadual.
Em determinado momento, chegou a afirmar que poderia deixar a vida pública após a escolha do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal.
Mudança de posição após reunião no Planalto
A postura do senador mudou após um encontro com Lula realizado em fevereiro no Palácio do Planalto. Segundo aliados, Pacheco saiu da reunião convencido a avaliar de forma mais concreta a candidatura ao governo mineiro.
Desde então, o parlamentar tem intensificado articulações políticas para viabilizar sua entrada na disputa estadual. As conversas incluem reuniões com lideranças políticas em Minas Gerais e em Brasília, além de negociações partidárias que podem definir sua eventual filiação ao União Brasil e a formação de alianças para a eleição de 2026.