Lula e Flávio Bolsonaro concentraram articulações nos três maiores estados do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Juntos, esses estados somam cerca de 63,8 milhões de eleitores, aproximadamente 41% do eleitorado brasileiro.
A estratégia de ambos os campos é montar palanques estaduais fortes capazes de sustentar a disputa presidencial de 2026. Esses três estados funcionam historicamente como centros decisivos das campanhas nacionais.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país com cerca de 34 milhões de eleitores, o PT confirmou Fernando Haddad como candidato ao governo estadual. Ele enfrentará o atual governador Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição.
Pesquisa Datafolha realizada entre 3 e 5 de março de 2026 mostra Tarcísio liderando todos os cenários do primeiro turno. No confronto direto, ele aparece com 44% das intenções de voto contra 31% de Haddad.
No segundo turno, Tarcísio venceria por 52% a 37%. Outros nomes da esquerda, como Guilherme Boulos e Márcio França, também circulam, mas Haddad é a principal aposta do campo governista.
Para o Senado em São Paulo, o lado governista trabalha com nomes fortes como Geraldo Alckmin e Simone Tebet. Já a direita aposta em Guilherme Derrite e possivelmente Eduardo Bolsonaro.
Em Minas Gerais, com cerca de 16 milhões de eleitores, o Planalto trabalha para convencer o senador Rodrigo Pacheco a disputar o governo estadual. As negociações avançam, mas o cenário ainda é incerto.
Pesquisa do Real Time Big Data divulgada em 13 de março de 2026 mostra Cleitinho Azevedo na liderança isolada. Ele aparece com 34% das intenções de voto.
Rodrigo Pacheco registra 19%, seguido por Alexandre Kalil com 11%. O vice-governador Mateus Simões aparece com 9%.
A sucessão de Romeu Zema abriu uma divisão interna no campo conservador mineiro. A disputa se concentra entre Cleitinho e Mateus Simões.
No Rio de Janeiro, Lula aposta na candidatura de Eduardo Paes ao governo estadual. O prefeito deve renunciar ao cargo para disputar o Palácio Guanabara.
Paes tem como vice Jane Reis, em uma aliança aprovada pelo Planalto. A composição busca consolidar um palanque forte no estado.
Pesquisa Real Time Big Data de 11 de março de 2026 indica que Eduardo Paes lidera com folga. Ele aparece com até 46% das intenções de voto.
Douglas Ruas surge em segundo lugar com 13%. Apesar de ser um reduto importante do bolsonarismo, o Rio mostra Paes como favorito no momento.
Para o Senado no estado, nomes como Cláudio Castro e Marcelo Crivella disputam espaço pelo lado da direita. Benedita da Silva surge como opção do campo governista.
Do lado da oposição, o Partido Liberal tenta ampliar sua estrutura política. A estratégia aproveita a janela partidária aberta até 4 de abril.
Dirigentes do partido estimam que o PL pode chegar a cerca de 107 deputados federais após a janela. Isso representaria aproximadamente 21% das 513 cadeiras da Câmara.
Parte desse crescimento ocorre com a atração de parlamentares do União Brasil e de outras siglas do centrão. Muitos são atraídos pela estrutura financeira e pelo maior acesso ao fundo eleitoral.