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Filho de Fux esteve no Camarote VIP da Sapucaí bancado por Vorcaro

Novas revelações envolvendo o caso do Banco Master colocaram novamente o nome do empresário Daniel Vorcaro no centro das atenções. Mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro indicam que o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, esteve entre os convidados de um camarote VIP mantido por Vorcaro durante o […]

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REPRODUÇÃO

Novas revelações envolvendo o caso do Banco Master colocaram novamente o nome do empresário Daniel Vorcaro no centro das atenções. Mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro indicam que o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, esteve entre os convidados de um camarote VIP mantido por Vorcaro durante o Carnaval de 2025, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.

As informações foram divulgadas pela colunista Mônica Bergamo, na Folha, a partir de diálogos recuperados no aparelho do empresário, atualmente preso, e acrescentam novos elementos ao conjunto de investigações que analisam as relações do ex-banqueiro com autoridades e figuras públicas.


Mensagens confirmam presença em área exclusiva

De acordo com os registros analisados, Vorcaro orientava sua equipe sobre a recepção de convidados no espaço reservado. Em uma das mensagens, ele teria solicitado: “Fux, por [no espaço] VIP”, indicando a inclusão do filho do ministro em uma área exclusiva do camarote.

O local citado é o camarote Alma Rio, estrutura montada na Sapucaí que reunia convidados de alto perfil durante os desfiles. Segundo as informações, Rodrigo Fux esteve presente no Desfile das Campeãs, realizado em março de 2025, como convidado direto do empresário.

Ainda nas conversas, uma assessora consultou Vorcaro sobre a possibilidade de incluir outras personalidades no mesmo espaço, ao que ele respondeu: “Pode demais.”


Estrutura de luxo reunia convidados selecionados

O camarote onde ocorreu o episódio era fruto de uma parceria entre Vorcaro e o empresário Álvaro Garnero. O espaço contava com diferentes níveis de acesso, incluindo uma área ainda mais restrita destinada a convidados pessoais do banqueiro.

Segundo os relatos, esse ambiente exclusivo ficava em um andar superior ao da área VIP convencional, oferecendo maior privacidade e acesso limitado. Após a prisão de Vorcaro e a liquidação do Banco Master, o modelo de funcionamento do camarote foi alterado, passando a ter ingressos comercializados ao público.


Filho de ministro nega relação com empresário

Diante da repercussão, Rodrigo Fux se manifestou publicamente para esclarecer sua presença no local. Ele afirmou que não possui vínculo profissional ou comercial com Daniel Vorcaro.

Segundo o advogado, “Nunca tivemos relação comercial, nunca advoguei para ele”, acrescentando que eventuais tentativas de aproximação não avançaram.

A declaração busca afastar interpretações sobre possíveis conexões entre o empresário investigado e integrantes do Judiciário.


Caso amplia debate sobre relações institucionais

A revelação da presença do filho de um ministro do STF em um espaço privado financiado por um empresário investigado amplia o debate sobre a proximidade entre agentes do sistema financeiro e figuras ligadas a instituições públicas.

O caso ganha ainda mais relevância no contexto das investigações envolvendo Vorcaro, que já haviam levantado questionamentos sobre relações com outros membros do Judiciário e contratos com escritórios de advocacia ligados a familiares de autoridades.


Investigações seguem e cenário permanece sensível

Daniel Vorcaro permanece preso por decisão do STF, em meio ao avanço das investigações sobre o colapso do Banco Master e suspeitas de irregularidades financeiras.

As autoridades continuam analisando documentos, mensagens e movimentações financeiras para identificar possíveis conexões entre o empresário e agentes públicos ou privados.

O episódio do camarote na Sapucaí se soma a outros elementos já apurados e reforça a complexidade do caso, que segue no centro do debate político e institucional em Brasília.

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Comentários

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Paulo

17/03/2026 - 18h59

Pelo visto o estelionatário tinha o Supremo na gaveta…Ou boa parte dele…


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