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Fraude do INSS: Deputada cearense é alvo da PF e vai usar tornozeleira eletrônica

A Polícia Federal intensificou as investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ao deflagrar uma nova fase da Operação Sem Desconto, que tem entre os alvos a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE). A ação, realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), revela a dimensão de um esquema que pode […]

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AGÊNCIA CâMARA

A Polícia Federal intensificou as investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ao deflagrar uma nova fase da Operação Sem Desconto, que tem entre os alvos a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE).

A ação, realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), revela a dimensão de um esquema que pode ter afetado milhões de beneficiários em todo o país.

Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e incluem medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica, restrições de contato e proibição de atuação em entidades investigadas.


Deputada é alvo direto e passa a usar tornozeleira eletrônica

Segundo a investigação, Maria Gorete Pereira é uma das figuras centrais da nova etapa da operação. A parlamentar foi submetida a medidas restritivas e passou a ser monitorada eletronicamente, além de ter limitações impostas pelo STF.

A Polícia Federal também cumpriu 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão, com ações concentradas no Ceará e no Distrito Federal.

De acordo com os investigadores, a operação busca aprofundar apurações sobre crimes como organização criminosa, estelionato previdenciário, inserção de dados falsos e ocultação de patrimônio.


Esquema envolvia descontos indevidos em aposentadorias

O foco da investigação é um sistema de descontos associativos não autorizados aplicados diretamente em aposentadorias e pensões do INSS.

Esses valores eram debitados mensalmente sem o consentimento dos beneficiários, muitas vezes vinculando aposentados a associações ou entidades que eles sequer conheciam. O modelo fraudulento permitia a retirada contínua de recursos, acumulando prejuízos ao longo do tempo.

Estimativas apontam que o esquema pode ter causado prejuízos superiores a R$ 6 bilhões, atingindo cerca de 4,1 milhões de beneficiários em todo o país.


PF aponta atuação estruturada e possível articulação política

De acordo com documentos da investigação, a deputada é apontada como “integrante relevante” e articuladora política de uma organização criminosa que atuava dentro do esquema.

As apurações indicam que entidades associativas eram utilizadas para viabilizar os descontos fraudulentos, com possíveis vínculos com empresas de fachada e operadores financeiros.

Em decisão judicial, o ministro André Mendonça alertou para o risco de continuidade das atividades ilícitas, afirmando que manter investigados em liberdade poderia “comprometer a efetividade da investigação e a confiança social na Justiça penal”.


Prisões e avanço das investigações

Além das medidas contra a parlamentar, a operação também resultou na prisão de investigados ligados ao esquema, incluindo dirigentes de associações e empresários suspeitos de participação direta nas fraudes.

As autoridades destacam que o grupo teria atuado de forma organizada, com divisão de funções e utilização de estruturas para ocultar recursos desviados. A investigação busca identificar todos os envolvidos e rastrear o fluxo financeiro das operações.


Escândalo do INSS ganha novos desdobramentos

A Operação Sem Desconto é considerada uma das maiores investigações de fraude previdenciária já realizadas no Brasil. Desde sua deflagração, em 2025, já foram cumpridos centenas de mandados e apreendidos bens de alto valor ligados aos investigados.

O caso também provocou impactos políticos e administrativos, incluindo afastamento de servidores e debates no Congresso sobre a necessidade de reforçar mecanismos de controle no INSS.


Caso segue em andamento e pode ter novos desdobramentos

As investigações continuam em curso e novas fases da operação não estão descartadas. A Polícia Federal e a CGU seguem analisando documentos, contratos e movimentações financeiras para ampliar o alcance das apurações.

O avanço do caso mantém o escândalo do INSS no centro do debate público, especialmente diante do impacto direto sobre aposentados e pensionistas. Enquanto isso, o Judiciário acompanha os desdobramentos e avalia as medidas cabíveis contra os envolvidos.

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