Ex-assessora de Flávio é denunciada por lavagem de dinheiro e caso rachadinha volta a assombrar

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Uma ex-assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi denunciada pelo Ministério Público sob acusação de participação em um esquema de lavagem de dinheiro, ampliando os desdobramentos das investigações relacionadas ao caso das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A denúncia reforça a linha de apuração que investiga a existência de uma estrutura organizada para desvio de recursos públicos por meio de repasses de salários de assessores.


Ministério Público aponta atuação no esquema

Segundo as investigações, a ex-assessora teria participado de operações financeiras consideradas irregulares, com o objetivo de ocultar a origem de valores obtidos no esquema.

De acordo com promotores, o modelo investigado envolvia a devolução de parte dos salários por servidores lotados no gabinete, prática que posteriormente era seguida por movimentações financeiras destinadas a dificultar o rastreamento dos recursos.

As apurações indicam que esse tipo de operação foi repetido por diferentes integrantes do grupo, caracterizando uma possível atuação coordenada.


Depoimentos reforçam suspeitas

Em casos relacionados ao mesmo esquema, ex-assessores já admitiram práticas semelhantes. Uma das investigadas afirmou que era obrigada a devolver grande parte da remuneração recebida, confirmando a dinâmica do modelo investigado.

Segundo relato, havia exigência de repasse sistemático de valores, inclusive de benefícios, o que reforça a suspeita de um mecanismo estruturado de arrecadação dentro do gabinete.

Esses depoimentos têm sido considerados peças importantes para sustentar as denúncias apresentadas pelo Ministério Público.


Esquema teria envolvido múltiplos assessores

As investigações apontam que o suposto esquema não se limitava a um único servidor, mas envolvia diversos assessores ao longo dos anos.

Relatórios indicam a existência de dezenas de depósitos realizados por funcionários, com valores direcionados a operadores financeiros ligados ao caso.

Essa estrutura, segundo os investigadores, teria permitido a movimentação de grandes quantias de dinheiro ao longo do tempo.


Lavagem de dinheiro está entre os crimes investigados

Além do desvio de salários, o Ministério Público sustenta que houve tentativas de ocultar a origem dos recursos, caracterizando possível prática de lavagem de dinheiro.

Entre as estratégias apontadas estão movimentações bancárias fragmentadas, uso de contas de terceiros e aquisição de bens como forma de dar aparência legal aos valores obtidos.

Essas operações são consideradas centrais para a sustentação das denúncias apresentadas.


Caso segue em andamento na Justiça

A denúncia contra a ex-assessora marca mais um avanço nas investigações, que continuam em andamento e podem atingir outros envolvidos.

O processo ainda deverá passar por análise da Justiça, que decidirá sobre o recebimento da denúncia e eventual abertura de ação penal.

Enquanto isso, o caso segue sendo acompanhado de perto por autoridades e mantém o tema no centro do debate político, diante da possibilidade de novos desdobramentos envolvendo o antigo gabinete de Flávio Bolsonaro.

Com informações da Folha

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