A Justiça do Rio de Janeiro rejeitou a ação movida pelo vereador Dr. Rogério Amorim (PL) contra o vereador Leonel de Esquerda (PT). O bolsonarista recorreu à instância judicial após uma fala do petista em plenário, em novembro do ano passado, quando Leonel o questionou ao citar uma reportagem do jornal O Globo, de agosto de 2022. A matéria publicada apontou o repasse de R$ 5 milhões da Cedae ao Ceperj por meio da Secretaria de Defesa do Consumidor, então comandada por Amorim.
No processo, o líder do PL requereu que o parlamentar do PT fosse impedido de voltar a abordar o tema, além de exigir retratação pública e indenização por danos morais. A juíza responsável pelo caso negou os pedidos. A defesa de Leonel foi conduzida pelo advogado Carlos Nicodemos, integrante do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH).
A ação foi protocolada após o episódio já ter sido analisado pelo Conselho de Ética da Câmara Municipal, que, em reunião realizada em dezembro de 2025, decidiu encerrar o caso sem dar prosseguimento à denúncia.
Para Leonel, a ofensiva judicial representa mais uma tentativa de perseguição política por parte da extrema-direita. Ele relembra a agressão sofrida em setembro de 2024, durante campanha, quando foi atingido com um chute pelo deputado estadual Rodrigo Amorim (União) e chegou a ficar desacordado. Na ocasião, o então candidato a vereador sofreu fraturas no rosto e precisou ser internado por dois dias.
“O que incomoda é a existência de um mandato que faz oposição consistente ao bolsonarismo e cobra explicações sobre o uso de recursos públicos. Tentaram me impedir de disputar uma eleição e agora buscam limitar minha atuação parlamentar, mas ninguém irá calar a voz do meu eleitor”, afirmou.