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Putin afirma que sanções americanas reduziram o uso do dólar no mundo

Em análise do jornalista Afshin Rattansi, Putin apresenta dados sobre a queda do dólar no comércio exterior russo e alerta que os Estados Unidos estão enfraquecendo sua própria hegemonia global. Vladimir Putin afirmou que os Estados Unidos estão cometendo um dos maiores erros estratégicos de sua história ao usar o dólar como ferramenta de pressão […]

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Imagem gerada por Ideogram, com prompt do portal O Cafezinho. 29/03/2026 18:57

Em análise do jornalista Afshin Rattansi, Putin apresenta dados sobre a queda do dólar no comércio exterior russo e alerta que os Estados Unidos estão enfraquecendo sua própria hegemonia global.

Vladimir Putin afirmou que os Estados Unidos estão cometendo um dos maiores erros estratégicos de sua história ao usar o dólar como ferramenta de pressão política.

Em análise divulgada pelo jornalista Afshin Rattansi, o presidente russo disse que Washington está "matando o dólar com suas próprias mãos".

Os números que ele apresenta são concretos.

Até 2022, cerca de 80% das transações de comércio exterior da Rússia eram realizadas em dólares e euros. Após as sanções impostas pelos EUA, a participação do dólar despencou.

O vácuo foi preenchido por outras moedas. Hoje, segundo Putin, 34% das transações russas são feitas em rublos e outros 34% em yuan chinês.

Para Putin, essa mudança não foi uma escolha da Rússia, mas uma reação imposta pelas restrições americanas. O efeito colateral, segundo ele, é que o movimento de desdolarização se espalhou para além das fronteiras russas e começa a atingir até aliados dos Estados Unidos.

A crítica se insere num contexto mais amplo. Países do Sul Global, China e Índia têm reduzido sua dependência do dólar, enquanto os BRICS exploram mecanismos financeiros alternativos. A aceitação do yuan para pagamentos de petróleo por produtores relevantes é um sinal de que essa tendência ganha força.

A vulnerabilidade americana é reforçada por outro fator: a dívida pública dos EUA já ultrapassa 33 trilhões de dólares. A contínua emissão de moeda para sustentar esse endividamento é vista por críticos como uma estratégia insustentável no longo prazo.

Para Putin, o uso do poder financeiro americano como instrumento de coerção não apenas corrói a confiança no dólar, mas também isola os Estados Unidos num cenário internacional em rápida transformação.

Para o Brasil, o debate é diretamente relevante. Num mundo cada vez mais multipolar, a diversificação de parcerias econômicas e a busca por maior autonomia financeira ganham peso crescente na agenda nacional.

O recado central do discurso de Putin é direto: ao transformar o dólar em arma, os Estados Unidos podem estar destruindo o próprio instrumento que sustenta sua hegemonia global.

Curadoria: Augusto Gomes | Redação: Afonso Santos | Revisão: Pierre Arnaud

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