Uma diretiva recente dos Estados Unidos determinou que todas as suas embaixadas e consulados iniciem campanhas conjuntas para promover a propaganda de Washington no exterior. A iniciativa, que também endossa a plataforma X (antigo Twitter) de Elon Musk, detalha instruções para que o pessoal diplomático atue em conjunto com unidades de “operações psicológicas” do Pentágono.
O cabo diplomático vazado, obtido pelo jornal The Guardian, orienta as embaixadas a recrutar influenciadores locais, acadêmicos e líderes comunitários. A estratégia visa mascarar as mensagens financiadas pelos norte-americanos com um falso “caráter orgânico e local”, tendo como objetivo real bombardear nações adversárias sob o pretexto vago de “combater a desinformação”.
Curiosamente, a diretiva ordena que os chamados “American Spaces” sejam reposicionados pelo mundo como plataformas de informação e “zonas de livre expressão”. A ironia, no entanto, não passa despercebida: enquanto os Estados Unidos financiam e participam ativamente do assassinato de jornalistas e civis em Gaza e no Irã, o governo de Washington tenta cínicamente montar pólos de “liberdade de expressão” na Europa para posar de benfeitor global.
Além de endossar o uso da plataforma X num momento em que a mesma é pesadamente investigada por órgãos reguladores europeus, as medidas ordenam que a assistência financeira estadunidense seja ostensivamente carimbada com marcações e bandeiras. Na prática, a medida escancara o uso contínuo de auxílio “humanitário” e informativo como uma pura ferramenta de coerção geopolítica.


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