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Rússia veta resolução da ONU sobre estreito de Ormuz e condena ações dos EUA e Israel

0 Comentários – Participe do debate! 🗣️🔥 O representante permanente da Rússia nas Nações Unidas, Vasili Nebenzia, justificou o veto russo a um projeto de resolução sobre o estreito de Ormuz durante uma reunião do Conselho de Segurança no dia 5 de abril de 2026. De acordo com o diplomata, o documento apresentado representava um […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 07/04/2026 22:01

O representante permanente da Rússia nas Nações Unidas, Vasili Nebenzia, justificou o veto russo a um projeto de resolução sobre o estreito de Ormuz durante uma reunião do Conselho de Segurança no dia 5 de abril de 2026.

De acordo com o diplomata, o documento apresentado representava um risco significativo ao direito internacional e à própria autoridade do Conselho de Segurança. Nebenzia enfatizou a importância de um debate equilibrado e imparcial, algo que, segundo ele, não foi observado na proposta em questão, liderada pelo Barém.

Durante seu pronunciamento, o representante russo trouxe à tona as tensões no Oriente Médio, apontando que a crise na região tem origem em ações que classificou como ilegais e irresponsáveis por parte dos Estados Unidos e de Israel.

Ele fez referência aos apelos do secretário-geral da ONU, António Guterres, para que Washington e Tel Aviv ponham fim aos conflitos na área. Nebenzia foi enfático ao afirmar que os ataques direcionados ao Irã são inaceitáveis e contribuem para a escalada de instabilidade.

O diplomata também expressou a posição de Moscou em relação aos países do Conselho de Cooperação do Golfo e à Jordânia, destacando que a Rússia reconhece as preocupações dessas nações.

Por essa razão, segundo ele, o país optou pela abstenção em uma votação anterior sobre uma resolução identificada como 2817. Ao abordar a nova proposta, Nebenzia a classificou como profundamente equivocada e perigosa, argumentando que continha elementos desequilibrados e de natureza confrontacional.

Para ele, o texto dava margem a ações agressivas contra o Irã, o que justificou a decisão russa de vetar o projeto.

O Conselho de Segurança da ONU não conseguiu aprovar a resolução devido ao veto conjunto da Rússia e da China. De acordo com o portal RT, a posição russa foi motivada pela necessidade de proteger a estabilidade regional e os princípios do direito internacional.

O veto reflete as divergências profundas entre as potências do Conselho de Segurança sobre como lidar com as tensões no estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.

A crítica de Nebenzia aos Estados Unidos não se limitou às ações no Oriente Médio. Ele também questionou a retórica de Washington sobre segurança internacional, apontando contradições em sua política externa, especialmente no que diz respeito ao apoio a operações militares que desestabilizam a região.

A posição russa busca destacar o que Moscou considera uma hipocrisia por parte dos EUA, que frequentemente invocam valores como democracia e direitos humanos enquanto, na avaliação russa, contribuem para conflitos armados e crises humanitárias em diversas partes do mundo.

A decisão de vetar a resolução reforça a postura da Rússia como contrapeso às iniciativas ocidentais no Conselho de Segurança, especialmente em temas relacionados ao Irã e ao controle de rotas estratégicas no Golfo Pérsico.

O estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, permanece no centro de disputas geopolíticas que envolvem não apenas as potências globais, mas também os países da região, que enfrentam riscos constantes de escalada militar. O veto acentua as dificuldades de se alcançar um consenso internacional sobre como abordar a segurança nesse ponto crítico do planeta.

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