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Cientistas revelam linhagem humana perdida que sobreviveu à era do gelo

0 Comentários🗣️🔥 Um novo capítulo da história humana foi desvendado através de descobertas arqueológicas no sítio de Donghulin, em Pequim, sugerindo a existência de uma linhagem humana até então desconhecida que habitou o nordeste da Ásia. Pesquisadores, ao analisarem DNA antigo de indivíduos que viveram no final da última era glacial, identificaram esta ramificação da […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 09/04/2026 21:05

Um novo capítulo da história humana foi desvendado através de descobertas arqueológicas no sítio de Donghulin, em Pequim, sugerindo a existência de uma linhagem humana até então desconhecida que habitou o nordeste da Ásia. Pesquisadores, ao analisarem DNA antigo de indivíduos que viveram no final da última era glacial, identificaram esta ramificação da humanidade, conforme publicado na revista Current Biology.

Entre os indivíduos estudados, destaca-se uma mulher que viveu há cerca de 11.000 anos, pertencente a essa linhagem que se separou de outras populações aproximadamente 19.000 anos atrás. Essa sociedade não era formada por recém-chegados adaptando-se ao clima em mudança, mas por comunidades já estabelecidas que conseguiram sobreviver às duras condições ambientais da Terra.

Outro indivíduo, um homem que viveu cerca de 9.500 anos atrás, possuía um perfil genético mais próximo das populações agrícolas neolíticas do norte da China. Naquele momento, a migração e o intercâmbio cultural já estavam em pleno andamento.

Esses achados sugerem que o nordeste da Ásia não passou por uma substituição populacional repentina, como ocorreu em partes da Europa. Em vez disso, houve uma transição prolongada na qual linhagens mais antigas coexistiram com grupos emergentes, adotando novas ferramentas, dietas e práticas agrícolas.

O sítio arqueológico apresenta uma mistura de características, como cerâmica, habitações duráveis e sinais iniciais de cultivo de milheto, indicando que essas linhagens perdidas não eram exclusivamente caçadores-coletores. Isso complica um pouco a linha do tempo, mas também esclarece, ao apresentar uma variedade de humanos que faziam descobertas importantes em ritmos diferentes.

Conforme reportado pela VICE, os pesquisadores ressaltam que o progresso humano raramente segue uma trajetória linear, e que diferentes grupos podiam alcançar marcos culturais e tecnológicos em ritmos distintos.

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