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Equador prepara encontro nacional de solidariedade com Cuba em Imbabura contra bloqueio dos Estados Unidos

0 Comentários🗣️🔥 No dia 12 de abril o Equador prepara encontro nacional de solidariedade com Cuba na província de Imbabura que reunirá cerca de 300 delegados vindos de diversas regiões e organizações sociais do país. O evento organizado pela Coordinadora Ecuatoriana de Amistad y Solidaridad con Cuba ocorrerá sob o lema «Cuba no está sola» […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 12/04/2026 12:21

No dia 12 de abril o Equador prepara encontro nacional de solidariedade com Cuba na província de Imbabura que reunirá cerca de 300 delegados vindos de diversas regiões e organizações sociais do país.

O evento organizado pela Coordinadora Ecuatoriana de Amistad y Solidaridad con Cuba ocorrerá sob o lema «Cuba no está sola» e debaterá os desafios do movimento solidário diante do recrudescimento do bloqueio imposto pelos Estados Unidos, assim como as ameaças contra a nação caribenha. A assembleia servirá ainda como homenagem a Fidel Castro em alusão ao centenário de seu nascimento.

Conforme detalhou o portal Prensa Latina, o encontro expressará oposição frontal à decisão do presidente Daniel Noboa, tomada em março de 2026, de expulsar os diplomatas cubanos acreditados em Quito.

A medida é atribuída ao alinhamento do governo equatoriano com a política externa de Donald Trump. Os organizadores transformam o espaço em momento de reflexão profunda sobre o panorama geopolítico atual, marcado por sanções econômicas, comerciais e financeiras que se intensificam com um cerco energético adicional que ameaça diretamente a subsistência do povo cubano e a continuidade de sua Revolução.

Os debates incluirão o cerco político e diplomático que a ilha enfrenta, com destaque para a acusação feita pelo presidente Noboa de que diplomatas cubanos teriam participado de atividades políticas e violentas em território equatoriano.

Essa narrativa levou à declaração de persona non grata do embaixador Basilio Antonio Gutiérrez García e de todos os membros da missão cubana, com prazo de 48 horas para deixarem o país. Poucos dias após a medida, formalizada no início de março de 2026, imagens registraram a queima de documentos no telhado da embaixada cubana em Quito, episódio que Noboa associou à destruição de evidências.

Lenín Reyes, presidente da Coordinadora Ecuatoriana de Amistad y Solidaridad con Cuba, afirmou que o povo cubano resiste não apenas ao bloqueio econômico, financeiro e comercial de longa data, mas especialmente a um cerco energético que visa liquidar os avanços da Revolução.

Ele criticou duramente a decisão de Noboa por afastar o Equador das tradições de solidariedade que historicamente marcaram a diplomacia do país sul-americano. A programação do evento ainda prevê a inauguração da exposição artística «Contra el cerco arte en resistencia», com obras de 50 artistas latino-americanos que totalizam cem peças expostas na Casa de la Cultura Ecuatoriana.

A mostra permanecerá aberta até o dia 28 de abril de 2026 e todo recurso obtido com a venda das peças será revertido na compra de medicamentos destinados ao povo cubano.

Esse conjunto de iniciativas demonstra que amplos setores da sociedade equatoriana reafirmam a solidariedade com Cuba como princípio inegociável de soberania nacional e de resistência ao intervencionismo externo. Enquanto o governo de Daniel Noboa se alinha às pautas pressionadas pelos Estados Unidos, o movimento social intensifica a denúncia do bloqueio que há décadas impõe sofrimento desnecessário à população cubana e do que descreve como cerco diplomático e energético orquestrado para isolar a ilha.

A crise diplomática aberta entre Quito e Havana revela tensões profundas no continente. De um lado, o alinhamento com Washington que transforma o Equador em eco de narrativas sobre ingerência estrangeira. De outro, a mobilização popular, cultural e política que vê na defesa de Cuba uma questão de coerência histórica e de independência real.

O encontro em Imbabura e a exposição artística surgem exatamente como respostas concretas a esse contexto, transformando a indignação em ação organizada. Os ativistas sustentam que a verdadeira soberania se manifesta no direito de cada nação de manter relações baseadas em princípios e não em submissão a agendas externas.

Para as organizações envolvidas, o momento exige que a sociedade equatoriana reafirme seu compromisso histórico com causas que transcendem fronteiras, como a defesa da Revolução Cubana. O evento não se limita a discursos, pois articula reflexão geopolítica com iniciativas culturais concretas que geram apoio material ao povo cubano.

Dessa forma, o debate sobre política externa ocupa posição central no país, demonstrando que setores significativos rejeitam o afastamento das tradições solidárias e criticam o que consideram rendição aos interesses dos Estados Unidos na região.

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