A governadora do Distrito Federal Celina Leão (PP) anunciou que enviará à Câmara Legislativa um projeto de lei para regulamentar a internação compulsória humanizada. A proposta oferece respaldo jurídico e estrutural às equipes de saúde e segurança pública que atuam junto a pessoas em situação de rua com dependência química grave ou crises de saúde mental.
Celina Leão defendeu que a internação ocorra com acompanhamento médico contínuo, protocolos claros e respeito à dignidade humana. A medida vale especialmente quando existe risco imediato à vida do indivíduo.
A gestora destacou o avanço do consumo de drogas em áreas centrais de Brasília, como a Asa Norte. Esse crescimento tem elevado a sensação de insegurança entre moradores, comerciantes e frequentadores da região.
Celina Leão afirmou que o Estado precisa agir de forma decisiva. “Não podemos permitir que pessoas continuem morrendo nas ruas por causa do vício”, declarou a governadora.
Ela observou que famílias com recursos financeiros internam parentes em clínicas particulares, enquanto as mais pobres permanecem desamparadas. Celina Leão questionou por que o Estado cuida de animais, mas falha em proteger seres humanos em sofrimento extremo.
Conforme detalhou o portal Metrópoles, a proposta prevê gabinetes de rua com psiquiatras e psicólogos. Esses profissionais avaliarão cada caso individualmente antes de qualquer decisão de internação compulsória.
A ideia substitui abordagens improvisadas que apenas removem temporariamente as pessoas das vias públicas. O tratamento deve ser contínuo, com foco na recuperação e na reinserção social dos indivíduos.
O governo do DF conecta a medida ao combate à violência urbana na capital. A Operação Permanência atua diariamente na Asa Norte e já reduziu em mais de 50% os casos de violência relatados na região.
Celina Leão citou episódios trágicos para ilustrar o impacto social da crise nas ruas. A governadora enfatizou que essas pessoas estão em situação de extrema vulnerabilidade e que o Estado tem obrigação de intervir com humanidade e responsabilidade.
O projeto de lei deve chegar à Câmara Legislativa do DF nas próximas semanas. A iniciativa oferece segurança jurídica aos profissionais envolvidos e estrutura políticas mais robustas de saúde mental e assistência social.
Celina Leão defende que a ação vá além de medidas emergenciais pontuais. O modelo proposto prioriza a recuperação integral e a reintegração das pessoas afetadas pela dependência química e por transtornos mentais graves.
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Fernando O.
19/04/2026
Se for realmente humanizada e acompanhada por equipes de saúde, pode ser um avanço para quem vive o drama da dependência. Mas é bom ficar de olho: projetos assim costumam escorregar para o autoritarismo quando o pessoal mais radical começa a gritar “limpeza social”.
Pedro
19/04/2026
Na rua a gente vê muita gente perdida nas drogas, é triste demais. Mas internar à força é complicado, tem que ter estrutura e acompanhamento de verdade, senão vira depósito de gente. Enquanto isso, a gasolina sobe e o IPVA chega, e a gente segue rodando tentando entender onde o governo põe o dinheiro.
Tadeu
19/04/2026
Mais um projeto que parece bonito no papel, mas quero ver de onde vai sair o dinheiro pra bancar essas internações. Saúde pública já vive no aperto, e quem paga a conta somos nós. Se for só pra discurso, não muda nada na prática.
Celio Fazendeiro
19/04/2026
Finalmente alguém com coragem pra enfrentar esse problema de frente. Chega de deixar viciado solto destruindo família e cidade. Se é pra internar, que internem mesmo — e parem com esse papo de “humanizada”, porque o que precisa é disciplina e resultado.
Rubens O Pescador
19/04/2026
Ô Celio, coragem mesmo é encarar a miséria que empurra o povo pro vício. Internar à força sem cuidar da causa é varrer sujeira pra debaixo do tapete — no tempo do Lula o povo tinha comida, emprego e menos desespero nas ruas.
Maura Santos
19/04/2026
Internação compulsória humanizada” é tipo “apagão iluminado”, né? Parece bonito no discurso, mas na prática costuma virar mais repressão e menos cuidado. Se querem ajudar de verdade, invistam em CAPS, moradia e cultura — não em trancar gente pobre pra fingir que resolveram o problema.
Beto Engenheiro
19/04/2026
Se for pra fazer, que façam direito: com estrutura, leito, médico e acompanhamento. Projeto bonito no papel não resolve nada se não tiver obra e investimento real. Quero ver hospital novo e equipe treinada, não só discurso.
Lurdinha Deus Acima de Todos
19/04/2026
Ai meu Deus, tomara que isso ajude mesmo essas pessoas, né 🙏 porque a gente vê tanta alma perdida nas ruas 😢🇧🇷 Mas tem que cuidar com amor, viu, não é só trancar e pronto! Que Deus abençoe essa iniciativa 🙌
Clarice Historiadora
19/04/2026
Concordo, Lurdinha — amor é essencial, mas sem políticas públicas sérias e investimento em saúde mental, essa “humanização” vira só uma palavra bonita pra esconder o velho autoritarismo travestido de cuidado.
Silvia D.
19/04/2026
Como médica, sei que dependência química é uma questão de saúde pública, não apenas de segurança. É fundamental garantir que qualquer internação compulsória seja realmente humanizada, com acompanhamento médico, psicológico e social. Sem estrutura adequada e respeito aos direitos humanos, o risco é transformar cuidado em punição.
Zé Trovãozinho
19/04/2026
Mais um projeto com cara de solução milagrosa que vai acabar virando instrumento de controle. Chamam de “humanizada”, mas quem garante que não vai ser só mais repressão disfarçada? Já vimos esse filme em outros lugares e o resultado foi desastre social, não reabilitação.
Zizi
19/04/2026
Zé Trovãozinho, meu filho, você está certíssimo em desconfiar das promessas embaladas em palavras bonitas. Quando o Estado fala em “cuidar” sem garantir estrutura, equipe e respeito, o que vem é controle, não acolhimento — e o povo pobre paga a conta.