A inflação da carne bovina industrializada praticamente parou em março, subindo apenas 0,08%, segundo o IBGE. A leve alta ocorre num momento em que as exportações do produto seguem firmes, conforme mostrou o Farmnews, com recorde de embarques e de preço médio de venda no primeiro trimestre de 2026.
O dado de março confirma desaceleração frente a fevereiro, quando o item havia subido 0,75%. Essa perda de ritmo acompanha a trégua observada no IPCA geral, que teve alta de 0,88%, e indica que a pressão de custos no setor de proteínas vem diminuindo.
Em comparação com março do ano anterior, a inflação mensal do grupo “carnes e peixes industrializados” mostra variação mais contida: +0,08% agora contra +0,55% em 2025. A diferença ilustra o alívio gradual nos preços ao consumidor.
No acumulado de doze meses, o IBGE aponta aumento de 1,14% para a carne bovina. É um índice modesto quando comparado à inflação geral de alimentos, o que reforça o peso das safras maiores e da recomposição do rebanho sobre os preços no varejo.
O acumulado anual até março está menor do que o de fevereiro, que era de 1,61%. A tendência de queda mostra que o patamar recente de estabilidade no custo interno começa a se consolidar, mesmo com estímulo forte das exportações.
Já em relação ao mesmo mês de 2025, quando a taxa em doze meses era de 4,39%, a diferença é expressiva. O recuo sinaliza um novo ciclo de preços menos volátil e maior previsibilidade para a carne brasileira, tanto no consumo doméstico quanto no mercado internacional.
Enquanto o VBP da pecuária mantém leve alta de 2%, segundo a Folha, as exportações recordes do setor ampliam a receita das indústrias e ajudam a sustentar o câmbio. Para o consumidor, a freada nos preços internos ainda é discreta, mas o cenário sugere estabilidade — um respiro raro nas prateleiras dos supermercados em 2026.
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