O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, expressou preocupação com a interceptação de um navio cargueiro iraniano por forças dos Estados Unidos no mar Arábico. Ele pediu que todas as partes ajam com responsabilidade para evitar escalada das tensões no estreito de Ormuz.
Guo Jiakun afirmou que a situação regional é “sensível e complexa”. O diplomata reforçou a necessidade de preservar a segurança da navegação em rota vital para o comércio global de petróleo.
O Comando Central dos Estados Unidos relatou que o navio M/V Touska navegava a 17 nós rumo ao porto iraniano de Bandar Abbas. As forças norte-americanas alegaram que a embarcação ignorou múltiplos avisos por seis horas antes de ser alvejada.
O destróier USS Spruance disparou projéteis contra o navio iraniano durante a operação. O incidente ocorreu após a suposta desobediência da tripulação aos alertas emitidos pelas autoridades dos EUA.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã, Esmaeil Baghaei, classificou a ação como ato de agressão por parte de Washington. O diplomata acusou os Estados Unidos de sabotarem o processo diplomático em curso na região.
O quartel-general Khatam al Anbiya das Forças Armadas iranianas condenou o episódio como pirataria em águas internacionais. A entidade prometeu medidas de retaliação proporcionais e reafirmou o direito de proteger sua jurisdição marítima.
A China, principal importadora de petróleo iraniano, monitora de perto os desdobramentos no Golfo Pérsico. Pequim defende o multilateralismo e o respeito ao direito internacional como bases para a estabilidade energética global.
O caso do M/V Touska ocorre em meio a persistentes tensões entre Washington e Teerã. Qualquer perturbação adicional no estreito de Ormuz ameaça o fornecimento mundial de energia e a segurança da navegação.
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