O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o país não reabrirá o estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos mantiverem bloqueio naval e outras medidas que violam o cessar-fogo.
Ghalibaf ressaltou que uma trégua só tem sentido quando não é desrespeitada por ações coercitivas como o bloqueio marítimo. As declarações foram publicadas em sua conta oficial na rede X e repercutidas pelo Sputnik International.
O estreito de Ormuz representa uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio global de energia. Cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo passa por essa passagem todos os dias.
A decisão iraniana de manter a via fechada ocorre em meio a tensões renovadas no Golfo Pérsico. Teerã sustenta que as ações norte-americanas configuram violação direta do acordo de trégua.
Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar na região sob o argumento de proteger rotas comerciais. Para a República Islâmica, essa movimentação representa forma de pressão econômica incompatível com o cessar-fogo e com o direito internacional.
O estreito se tornou ponto central de disputa entre o Irã e os Estados Unidos desde a Revolução Islâmica de 1979. Qualquer restrição no tráfego pode afetar imediatamente os preços internacionais do petróleo e a segurança energética mundial.
Ghalibaf enfatizou que a abertura do estreito é impossível diante do que o Irã considera bloqueio ilegal. O parlamentar defendeu que a soberania sobre as águas territoriais deve ser respeitada integralmente por todas as partes.
Analistas do Oriente Médio observam que a declaração reflete a postura firme de Teerã diante de sanções e pressões externas unilaterais. A República Islâmica demonstra que não cederá a medidas impostas à margem do direito internacional.
O impasse expõe divergências profundas sobre segurança e rotas energéticas no Golfo Pérsico. Especialistas alertam que uma escalada nessa área poderia gerar crise no abastecimento global de combustíveis.
O governo iraniano mantém que o cessar-fogo precisa ser recíproco para ter validade efetiva. A crise revela o nível de confronto entre Teerã e Washington sobre controle marítimo estratégico na região.
Leia também: Irã reforça arsenal durante trégua e fecha estreito de Ormuz contra ações navais dos EUA
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