A morte de dois agentes da CIA no México gerou uma grave crise diplomática entre os dois países.
A presidenta Claudia Sheinbaum afirmou que seu governo não foi informado pela Casa Branca sobre a presença dos oficiais nem sobre as operações que conduziam. Sheinbaum enfatizou que agentes estrangeiros não podem atuar em solo mexicano sem autorização federal.
O incidente ocorreu no estado de Chihuahua durante uma ação contra o narcotráfico. Um acidente de trânsito vitimou os agentes e acabou expondo a operação secreta.
O jornal Washington Post revelou que as vítimas eram agentes da CIA em missão clandestina. O New York Times relatou que os americanos usaram tecnologia e drones para localizar um laboratório clandestino de drogas, orientando ativamente as forças mexicanas durante a ação.
O procurador de Chihuahua, César Jáuregui, afirmou inicialmente que dois instrutores da embaixada dos EUA participavam de um treinamento. Ele disse que os americanos retornavam de uma operação de destruição de laboratórios junto com policiais mexicanos.
Após cobrança pública da presidenta, o procurador modificou seu relato. Na versão revisada, Jáuregui negou que estrangeiros tivessem participado do operativo, sustentando que os norte-americanos apenas ministravam um curso de drones quando pediram carona por acaso.
Senadores do Morena exigiram a convocação da governadora de Chihuahua, Maru Campos, e do próprio procurador para prestar esclarecimentos ao Congresso. A governadora pertence ao oposicionista Partido Ação Nacional, o que complicou a apuração sobre quem autorizou a entrada dos agentes americanos no estado.
O único ponto confirmado oficialmente é que o governo federal mexicano desconhecia a missão por completo. O caso expõe as tensões persistentes na relação bilateral e levanta questionamentos sérios sobre o respeito à soberania mexicana por parte de Washington.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
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