Comentários sobre: Petrobras divulga recorde de 3,23 milhões de barris diários no primeiro trimestre https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Sat, 02 May 2026 23:31:33 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Por: Luisa Teens https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831134 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831134 3,23 milhões de barris e a gente ainda respira poluição em cada esquina. Fora Bolsonaro e fora essa lógica de destruição! #GretaLáVai #PlanetaAntesDoLucro

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Por: Sargento Bruno https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831110 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831110 3,23 milhões de barris e o Brasil continua refém do preço internacional. Enquanto a esquerda comemora número de produção, o cidadão de bem paga gasolina a preço de ouro. Cadê a disciplina de usar esse recorde pra fortalecer nossa soberania energética e baixar o custo de vida? Ou vão continuar exportando riqueza e importando miséria?

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Por: Carlos Henrique Silva https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831101 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831101 João Augusto, você foi cirúrgico ao lembrar que, desde o desinvestimento pós-2014 e a adoção do PPI, a Petrobras deixou de ser uma empresa de desenvolvimento para se tornar uma espécie de joint venture voltada ao acionista. É exatamente esse o ponto cego da discussão. O recorde de produção de 3,23 milhões de barris diários é, sem dúvida, um feito técnico e operacional relevante, mas precisamos perguntar: a serviço de quem essa produção está? Se olharmos a estrutura de governança da empresa desde a Lei das Estatais e a política de preços atrelada ao mercado internacional, fica claro que o excedente gerado por essa produção recorde não se traduz em bem-estar social ou em redução do custo de vida para a classe trabalhadora. É o que Gramsci chamaria de hegemonia do capital financeiro dentro do aparelho de Estado: a empresa pública opera com lógica privada, e o discurso do “recorde” serve para naturalizar essa contradição.

A Miriam e o Pedro têm toda razão ao apontar que o preço na bomba não reflete essa produtividade. Mas acho que precisamos ir além da constatação. O problema não é apenas a política de preços, é a própria concepção de que uma empresa estatal deve maximizar lucro para distribuir dividendos a acionistas, muitos deles estrangeiros e fundos de pensão. Enquanto a Petrobras operar com a lógica do capitalismo de cassino financeiro, cada barril extraído será apenas mais uma oportunidade de transferir renda da sociedade brasileira para o mercado de capitais. O lucro recorde vira dividendo, o dividendo vira remessa ao exterior, e o povo continua pagando gasolina a preço de paridade de importação num país que produz petróleo. Isso não é acidente, é projeto.

Outro aspecto que a Fernanda Oliveira mencionou e que merece aprofundamento é a questão tributária. Sim, a carga de impostos sobre combustíveis no Brasil é alta, mas isso é uma escolha política. Poderíamos perfeitamente ter uma estrutura tributária progressiva que taxasse grandes fortunas e lucros financeiros, em vez de sobrecarregar o consumo popular. O que acontece é que o Estado brasileiro, capturado pela lógica neoliberal, prefere arrecadar no consumo — que é regressivo — a enfrentar o poder econômico. Enquanto isso, a Petrobras bate recordes de produção e o governo faz malabarismos retóricos para justificar que não pode intervir nos preços, como se a empresa fosse uma entidade abstrata descolada da realidade nacional.

Por fim, acho que esse debate revela uma crise de hegemonia mais profunda. A esquerda brasileira, quando está no governo, muitas vezes aceita o discurso da “responsabilidade fiscal” e da “credibilidade de mercado” como se fossem dogmas naturais, e não construções políticas. O resultado é que até mesmo um feito como esse recorde de produção acaba sendo apropriado pelo discurso da eficiência gerencial, enquanto a população continua sofrendo com o custo de vida. Precisamos resgatar a ideia de que a Petrobras pode e deve ser um instrumento de soberania energética e de desenvolvimento, com preços controlados, investimento em refinarias nacionais e integração vertical. Enquanto não enfrentarmos essa disputa ideológica de frente, os recordes continuarão sendo apenas números que não aquecem a vida de ninguém.

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Por: João Augusto https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831083 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831083 A discussão sobre preço na bomba ignora um dado estrutural: desde o desinvestimento pós-2014 e a política de paridade de importação, a Petrobras deixou de ser instrumento de desenvolvimento para operar como uma _joint venture_ de acionistas. Recorde de produção sem controle estatal sobre a cadeia de refino e distribuição é apenas um número que engorda dividendos, não a renda do trabalhador.

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Por: Cíntia Alves https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831075 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831075 Pedro, é exatamente isso. Recorde de produção vira cortina de fumaça pra desviar do fato de que a gasolina continua um rim e o povo no app se lascando. Enquanto a política de preços seguir atrelada ao mercado internacional e ninguém mexer nisso de verdade, esses números são só estatística pra encher relatório.

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Por: Pedro https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831062 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831062 Pois é, Miriam, você resumiu bem. Pra nós que vivemos de aplicativo, esse recorde de produção não muda nada na hora de encher o tanque. A gasolina continua na estratosfera e o IPVA só aumenta, enquanto a Petrobras bate meta e o governo faz discurso. No fim do mês, quem rala na rua é que paga a conta de verdade.

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Por: Miriam https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831051 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831051 Recorde de produção é bom no papel, mas a conta que chega pra gente no posto continua a mesma. Enquanto a empresa bater meta e o governo não mexer na política de preços, a discussão ideológica de um lado e do outro só serve pra distrair o fato de que o consumidor paga a conta de sempre.

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Por: Fernanda Oliveira https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831025 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831025 Sofia, você tocou no ponto que ninguém quer encarar: produção recorde e preço na bomba não andam juntos há muito tempo. A Petrobras bate meta operacional, mas a política de preços dela é amarrada a um mercado internacional volátil e a uma carga tributária que nenhum governo mexe. Comemorar número de barril sem discutir pra onde vai o lucro e por que a gasolina não cai é fazer festa com dinheiro alheio.

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Por: Sofia García https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831015 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831015 🔥]]> gente, 3,23 milhões de barris e o povo ainda discutindo se é cortina de fumaça ou não kkkkk a real é que a Petrobras tá produzindo igual maluca e o preço na bomba continua um absurdo, mas aí quando a esquerda fala em reajuste todo mundo surta. cadê a parte de que a gasolina podia ser mais barata se a gente parasse de exportar tudo? 🛢️🔥

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Por: João Batista Alves https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831003 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-831003 Esse tal de Rodrigo aí acha que entende de gestão, mas esquece que a verdadeira riqueza de um país não se mede só em barris de petróleo, e sim na moral e nos valores que sustentam uma nação. A Petrobras pode bater recorde, mas enquanto o Brasil continuar virando as costas pra Deus e pra família, o preço que a gente paga é muito maior do que o do diesel.

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Por: Marcos Andrade Niterói https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830982 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830982 Em resposta a Rodrigo RedPill.

Rodrigo, você acha que gestão técnica e Bitcoin vão construir um túnel Charitas-Cafubá ou defender a soberania energética do país? Enquanto você faz trading, a Petrobras financia obras que tiram Niterói do caos urbano — isso sim é resultado de política pública de verdade.

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Por: Rodrigo RedPill https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830981 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830981 Clotilde, você é o retrato perfeito do brasileiro que nunca leu um balanço patrimonial na vida. Recorde de produção é resultado de gestão técnica e investimento, não de choro ideológico. Enquanto isso, você provavelmente gasta mais com café e Netflix do que com educação financeira. Foco, disciplina e Bitcoin, minha senhora.

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Por: Clotilde Pátria https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830966 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830966 Ai, gente, mais um recorde da Petrobras e o povo achando que é motivo de festa. 3,23 milhões de barris e o preço do diesel na minha cidade só sobe. Enquanto essa turma da esquerda comemora número de estatal, a gente continua pagando o pato. Isso é cortina de fumaça pra esconder que o comunismo tá chegando, vão ver se não vão querer estatular tudo amanhã. Só Deus na causa do Brasil!

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Por: João Carvalho https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830950 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830950 Em resposta a Ricardo Menezes.

Ricardo, a ideia de que “menos Estado” resolve o problema ignora que o preço dos combustíveis é determinado pelo mercado internacional e pela cotação do dólar, não por impostos ou intervenção estatal. A verdadeira questão é política: enquanto a Petrobras mantiver a paridade de importação, o consumidor brasileiro continuará pagando o preço do barril em Nova York, independentemente de quem está no governo ou do volume de produção.

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Por: Ricardo Menezes https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830948 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830948 Recorde de produção é ótimo, mas enquanto o governo continuar sugando a Petrobras com impostos e interferência política, o bolso do contribuinte não sente diferença nenhuma. A esquerda adora comemorar número de estatal, mas na hora de baixar o preço na bomba é sempre culpa do mercado internacional. Menos estado, mais livre mercado.

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Por: Pedro Almeida https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830914 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830914 Em resposta a Maria Antonia.

Maria Antonia, você reduz a questão a uma equação fiscal, mas ignora que a independência total da Petrobras do interesse público é uma escolha política, não um dado da natureza. O problema não é apenas o Estado meter a mão no caixa, mas o fato de que, desde a Emenda Constitucional 9/1995, o monopólio estatal foi flexibilizado e a empresa foi progressivamente orientada a maximizar lucro para acionistas, não a servir como instrumento de desenvolvimento. Recorde de produção com preço atrelado ao mercado internacional não é gestão profissional, é adesão a uma doutrina neoliberal que transforma petróleo, um bem estratégico, em mera commodity.

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Por: Maria Antonia https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830910 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830910 Recorde de produção é excelente notícia pra quem entende de gestão e mercado. A Marta Souza já resumiu bem: o problema nunca foi a Petrobras produzir, é o Estado meter a mão no caixa e encher de imposto o combustível. Enquanto não tiver reforma tributária e independência real da empresa, vão continuar confundindo recorde com bondade.

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Por: Mariana Santos https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830896 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830896 Recorde de produção que não se traduz em preço justo na bomba é propaganda enganosa. Enquanto a diretoria comemora 3,23 milhões de barris, a política de preços segue atrelada ao mercado internacional e ao dólar, sem nenhum mecanismo de proteção ao consumidor brasileiro. Isso não é gestão profissional, é captura do interesse público pelo lucro privado.

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Por: Renata Oliveira https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830878 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830878 Gente, vamos com calma. Recorde de produção é ótimo para os cofres da empresa e para o país, mas a Ana Paula e a Luciana têm razão em sentir no bolso essa distância entre o recorde e o preço na bomba. A questão não é ser contra a gestão profissional, mas cobrar transparência: se a Petrobras bate metas assim, por que o consumidor não sente alívio? Falta diálogo sincero entre a empresa, o governo e a gente que paga a conta.

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Por: Ana Karine Xavante https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830848 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/petrobras-divulga-recorde-de-323-milhoes-de-barris-diarios-no-primeiro-trimestre/#comment-830848 Gente, olha, eu entendo a frustração de quem tá reclamando do preço na bomba – o Luizinho 16 e a Luciana têm toda razão em sentir no bolso essa contradição. Mas a Marta Souza e o Beto Engenheiro também tocam em pontos que a gente não pode ignorar: gestão profissional e logística são questões reais. Só que pra mim, o debate não pode parar por aí. Esse número de 3,23 milhões de barris não é só um feito técnico ou financeiro; ele carrega um peso colonial que a maioria dos comentários aqui ignora. Cada barril extraído no pré-sal, especialmente na Margem Equatorial e na Amazônia Azul, significa mais pressão sobre territórios indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais que já sofrem com a violência do extrativismo. O recorde da Petrobras não é uma vitória isolada – ele é a continuidade de um modelo que trata a natureza como depósito inesgotável e os povos originários como obstáculo.

A Ana Paula Conserva fala em “destruir a família e a moral cristã”, mas a verdadeira destruição moral é ver uma estatal que deveria servir ao povo brasileiro financiando a exploração de petróleo em áreas de alta sensibilidade socioambiental, enquanto o discurso oficial de transição energética fica só no papel. O governo Lula, que eu critiquei e apoio com ressalvas, precisa parar de tratar a Petrobras como vaca leiteira do desenvolvimento e começar a ouvir quem vive na linha de frente dessa exploração. Eu, como indígena e ativista, vejo esse recorde como um alerta: a cada novo poço, a cada novo recorde, a conta chega pra nós – na forma de desmatamento, contaminação de rios e deslocamento forçado. O que adianta bater meta de produção se o preço social e ambiental é pago pelos mesmos de sempre?

E sobre a gasolina cara: sim, é revoltante. Mas a raiz do problema não é só imposto ou gestão, como a Marta simplifica. É a lógica do capitalismo de carbono, que precifica o combustível com base no mercado internacional, nos lucros dos acionistas e nas amarras do neoliberalismo – enquanto o povo brasileiro, que é dono do petróleo pela Constituição, continua refém de um preço que não reflete nossa soberania energética. A Petrobras deveria estar sendo usada como ferramenta de justiça climática e social, não como máquina de extração recordista. Enquanto a esquerda e a direita brigam sobre gestão e impostos, a terra grita, os rios secam e os povos originários seguem resistindo. Esse debate precisa incluir a voz de quem não se beneficia desse “progresso” – e aí, sim, a gente pode começar a falar de um futuro que não seja apenas mais do mesmo.

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