Menu

Lula inaugura campus do ITA no Ceará com investimento de R$ 445 milhões para formação de engenheiros estratégicos

39 Comentários🗣️🔥 Prédio do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará. (Foto: metropoles.com) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou a pedra fundamental do novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará, projeto que receberá investimento total de R$ 445,48 milhões. A iniciativa marca a primeira expansão do ITA fora de São […]

39 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Prédio do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará. (Foto: metropoles.com)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou a pedra fundamental do novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará, projeto que receberá investimento total de R$ 445,48 milhões. A iniciativa marca a primeira expansão do ITA fora de São Paulo e reforça a política de descentralização da educação de excelência no país.

A construção do campus, prevista para ser concluída em agosto de 2028, será executada em três fases. A primeira priorizará as instalações de ensino e moradia estudantil, enquanto as etapas seguintes ampliarão laboratórios, biblioteca e espaços de convivência.

O Ceará foi escolhido como sede devido aos seus avanços na educação básica, sendo o único estado a superar a meta nacional no Indicador Criança Alfabetizada do Ministério da Educação. O estado conta com 773 escolas em tempo integral e distribuiu mais de 290 mil tablets para estudantes do ensino médio, investimento que ultrapassou R$ 81 milhões.

O projeto conta com um Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério da Educação, o Governo do Ceará e a Base Aérea de Fortaleza. A infraestrutura incluirá salas de aula modernas, laboratórios especializados, alojamentos estudantis e instalações esportivas.

Além dos cursos tradicionais do ITA, o novo campus oferecerá graduações em Engenharia de Energia e Engenharia de Sistemas, com vagas para até 25 alunos por turma. A partir de 2027, cerca de 50 jovens cearenses iniciarão sua formação superior na unidade, contribuindo para o desenvolvimento de áreas estratégicas para o Brasil.

O programa PreparaITA Ceará já prepara estudantes locais com materiais especializados e simulados para o processo seletivo do ITA, reforçando a inclusão e a formação de talentos regionais.

Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.


Leia também: Lula entrega Carteiras Nacionais Docente e inicia nova etapa de obras do ITA no Ceará


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Pedro

03/05/2026

R$ 445 milhões é muito dinheiro sim, e a gente que roda todo dia pra pagar conta sabe que obra pública no Brasil sempre tem risco de desvio. Mas também não dá pra crucificar antes de começar. Se o ITA manter o nível que tem, pode ser um baita impulso pra formar engenheiro aqui no Nordeste. Vamos ver se a gasolina vai baixar com isso, porque no fim quem paga o pato é o motorista.

Cíntia Alves

03/05/2026

Capitão Tavares já chegou queimando a largada, como sempre. 445 milhões é um baita investimento, e sim, a gente tem que ficar de olho na execução, mas jogar a suspeita de propina antes da primeira pá de cal é puro clubismo. Se o ITA manter o padrão de qualidade que tem, pode ser um baita impulso pro Nordeste. Vamos cobrar transparência, mas sem torcer contra de antemão.

Capitão Tavares 🇧🇷

03/05/2026

445 milhões de reais numa obra que ainda nem saiu do chão, e o Brasil inteiro sabendo que esse dinheiro vai virar propina e superfaturamento. Enquanto isso, o cidadão de bem paga imposto pra sustentar esse circo. O ITA sempre foi referência, mas sob esse governo virou cabide de emprego e marketing político. Se quisessem mesmo formar engenheiros, liberavam o mercado e acabavam com a intervenção estatal. O país está perdido e as Forças Armadas precisam intervir antes que afundem de vez.

Rodrigo Meireles

03/05/2026

Eduardo, concordo que métricas importam, mas comparar o custo de um campus novo do zero com o de SP, que já está consolidado há décadas, não é uma conta justa. O ITA tem reputação de entregar resultado, e formar engenheiros perto da base industrial e de defesa do Nordeste pode gerar um retorno econômico maior do que simplesmente expandir bolsas em São José. O segredo é fiscalizar a execução, mas não dá para descartar o projeto só pelo valor nominal.

Lucas Moreira

03/05/2026

445 milhões é dinheiro pra caramba. Eduardo C. tem razão: o ITA de São Paulo já entrega engenheiros de ponta com custo muito menor. Se esse campus virar mais um cabide de emprego e obra superfaturada, o contribuinte que vai pagar a conta de novo. Liberdade econômica e meritocracia formam engenheiros de verdade, não discurso de inauguração.

Eduardo C.

03/05/2026

445 milhões de reais. Bonito no papel. Mas vamos ver quantos engenheiros formados esse campus vai entregar por real investido e em quanto tempo. Se for para virar mais um elefante branco, melhor ter aplicado esse dinheiro em bolsas de estudo no ITA de São Paulo, que já tem métricas de eficiência comprovadas.

Mariana Costa

03/05/2026

R$ 445 milhões é muito dinheiro, e acho saudável a desconfiança da Sandra sobre a execução. Mas, sinceramente, o ITA tem histórico de excelência que poucas instituições públicas têm. Se for bem gerido, esse campus pode ser um divisor de águas pro Nordeste, que precisa de centros de tecnologia pra reter talento. O problema não é gastar, é gastar mal — e aí cabe à imprensa e à sociedade fiscalizar.

Tiago Mendes

03/05/2026

Sandra, concordo que precisamos fiscalizar, mas esse investimento me lembra que o Reino de Deus também é sobre justiça social e oportunidade para quem sempre foi excluído. O Ceará merece desenvolvimento, e formar engenheiros estratégicos pode sim reduzir desigualdades históricas. Que venham mais políticas públicas que priorizem o bem comum e não apenas o lucro de alguns.

Sandra Martins

03/05/2026

É um investimento alto, sim, e a gente precisa ficar de olho se esse dinheiro todo vai realmente formar engenheiros ou só virar concreto e gabinete. Mas, como cristã, acho que devemos torcer para que dê certo, porque educação de qualidade tira o país da miséria. Só não podemos fechar os olhos para a política por trás disso, que muitas vezes usa a fé e a esperança do povo como moeda de troca.

Marta Souza

03/05/2026

Carlos Rocha, você está coberto de razão. Quase meio bilhão de reais que saíram do suor de quem empreende e gera emprego nesse país, enquanto o governo insiste em ser o grande protagonista de tudo. Se esse dinheiro tivesse ficado no setor privado, teríamos mais inovação real e menos cabide de emprego público.

    Fernanda Oliveira

    03/05/2026

    Marta, “suor de quem empreende” é um discurso bonito, mas esquece que a maioria dos empresários brasileiros construiu fortuna em cima de subsídios estatais e exploração de mão de obra barata. Inovação real não vem de bilionário que terceiriza tudo, vem de investimento público em educação de ponta — e esse campus no Ceará é sobre democratizar o acesso a isso, não sobre cabide de emprego.

Carlos Rocha

03/05/2026

R$ 445 milhões que saem do bolso de quem produz. Enquanto isso, empresário privado paga imposto até pra respirar e o governo acha que formar engenheiro pra estatal é desenvolvimento. Pena que esses profissionais vão aprender na prática que o setor produtivo que realmente gera riqueza continua sendo sufocado pela máquina pública.

    Lucas Pinto

    03/05/2026

    Carlos, seu discurso reproduz com perfeição a cartilha do empresariado que enxerga o Estado apenas como um custo a ser extirpado, nunca como um campo de disputa política e investimento estratégico. Você fala em “sufocar a máquina pública” como se ela fosse um parasita, mas esquece que o próprio setor produtivo que você defende só existe porque o Estado, com seus impostos e investimentos, formou a mão de obra, construiu a infraestrutura e, nos momentos de crise, salvou o capital privado da falência. O problema não é o tamanho do Estado, mas a quem ele serve. Enquanto o empresariado brasileiro trata o imposto como um roubo, ele exige que o Estado garanta estradas, portos, energia e, claro, engenheiros bem treinados para operar suas fábricas. A contradição é evidente: querem a mão do Estado para viabilizar o lucro, mas negam o braço do Estado para distribuir esse lucro ou para formar quadros que não estejam imediatamente subordinados à lógica do mercado.

    Sua obsessão com “gerar riqueza” no setor privado escamoteia o fato de que a riqueza, no capitalismo, é sempre apropriada privadamente, mas produzida socialmente. Formar engenheiros para estatais, como você critica, não é “sufocar” nada; é garantir que setores estratégicos — energia, defesa, tecnologia, infraestrutura — não fiquem reféns da lógica de curto prazo dos acionistas. O ITA, historicamente, formou quadros que foram para a Embraer, para a Petrobras, para o setor aeroespacial. Essas empresas, mesmo quando privatizadas, dependem de um ecossistema que o Estado construiu. Seu argumento de que o “setor produtivo que realmente gera riqueza” está sendo sufocado é uma falácia ideológica: o que o empresariado chama de “sufoco” é, na verdade, a exigência de que ele pague sua cota para a reprodução social da força de trabalho.

    No fundo, o que você defende não é um Estado menor, mas um Estado que sirva exclusivamente aos interesses do capital privado, sem contrapartidas sociais. A crítica ao gasto público em educação é sempre seletiva: nunca vejo empresários reclamando dos subsídios fiscais bilionários que recebem, dos juros estratosféricos que o Banco Central paga aos bancos, ou das isenções para agronegócio exportador. R$ 445 milhões em um campus do ITA é um investimento que, se bem direcionado com cotas e permanência estudantil, pode quebrar o monopólio de classe que o próprio ITA sempre representou. Mas você prefere ver aí um “gasto” que sai do bolso de quem produz — como se o trabalhador que paga imposto indireto no preço do arroz não estivesse também produzindo e sendo duplamente explorado: pelo patrão e pelo Estado que financia a infraestrutura do patrão.

Mateus Silva

03/05/2026

A Mariana Ambiental e o Ricardo tocaram no ponto nevrálgico: R$ 445 milhões em concreto sem um plano de cotas e permanência é obra pela metade. O ITA sempre foi um filtro de classe travestido de meritocracia; expandir fisicamente sem furar essa bolha é apenas realocar o privilégio.

Mariana Ambiental

03/05/2026

R$ 445 milhões em tijolos sem um plano ousado de cotas e permanência estudantil é meia obra. O ITA forma excelentes profissionais, mas continua sendo um clube fechado pra quem fez cursinho caro. Enquanto a seleção ignorar a realidade da escola pública brasileira, esse novo prédio vai só maquiar a exclusão.

Carlos Mendes

03/05/2026

R$ 445 milhões para formar engenheiros que vão engordar a folha de pagamento do Estado ou virar mão de obra barata para estatal? Enquanto isso, o Brasil quebra recorde de carga tributária e o setor produtivo privado definha sem reformas. Investimento em educação é bom, mas com esse governo é sempre cabide de emprego e marketing político.

    Jeferson da Silva

    03/05/2026

    Carlos, você reclama de carga tributária e reformas, mas esquece que engenheiro bem formado é o que segura a produtividade da indústria que você diz defender. Na fábrica, a gente vê na pele que sem investimento em educação pública de qualidade, o patrão continua importando tecnologia e pagando salário de fome. Esse papo de cabide de emprego é discurso de quem nunca precisou de um banco de escola pública pra mudar de vida.

Ricardo Almeida

03/05/2026

445 milhões em infraestrutura é dinheiro que pode fazer diferença, mas a Samara e a Mariana Alves acertaram em cheio: o vestibular do ITA continua sendo um filtro de classe, não de talento. Enquanto não houver política séria de inclusão e permanência, esse campus vai reproduzir a mesma elite técnica que já domina o setor aéreo.

Samara Oliveira

03/05/2026

A Mariana Alves tocou no ponto que me tira o sono. Meu irmão é professor de escola pública no interior do Pará e vê jovem talentoso desistir de sonhar com engenharia porque o vestibular do ITA é um funil que privilegia quem já vem de cursinho particular e colégio federal. Se esse dinheiro viesse junto com bolsa permanência, moradia estudantil e preparatório público gratuito, aí sim a gente poderia falar em multiplicação de pães de verdade, como o João Batista lembrou.

Mariana Alves

03/05/2026

A discussão caminhou bem até aqui, e a intervenção da Mariana Oliveira tocou num ponto nevrálgico que precisava ser dito: a questão da seleção e da reprodução de elites dentro do próprio ITA. Concordo plenamente que não basta expandir a infraestrutura se o funil de entrada continua operando pelos mesmos critérios excludentes. O vestibular do ITA, com seu nível de exigência e a necessidade de uma preparação prévia que só uma minoria privilegiada tem acesso, funciona como um filtro de classe. Enquanto a seleção não for repensada com um recorte de ações afirmativas robustas e permanentes, corremos o risco de formar engenheiros estratégicos que, em sua maioria, já saem da universidade desconectados das reais necessidades do povo brasileiro.

Dito isso, não posso deixar de apontar um limite no argumento que está sendo construído aqui. A crítica à seletividade do ITA é justa e necessária, mas ela não pode nos levar a um ceticismo paralisante diante do investimento em si. O valor de R$ 445 milhões não é apenas um número; ele representa a materialização de uma disputa política. Durante o governo anterior, vimos o desmonte sistemático da ciência e tecnologia, com cortes orçamentários que atingiram em cheio instituições como o CNPq e a Capes. Ver o Estado voltando a investir em formação de ponta, especialmente no Nordeste, é um aceno concreto de que a lógica do Estado mínimo não é a única via possível. É um passo, ainda que insuficiente, na direção de uma política industrial e tecnológica soberana.

O que me preocupa, no entanto, é a armadilha do desenvolvimentismo acrítico. A formação de engenheiros, por si só, não resolve o subdesenvolvimento. Se esses profissionais forem formados para atender às demandas do mercado privado, especialmente das multinacionais que já operam no setor aeroespacial e de defesa, o efeito pode ser o oposto do desejado. Em vez de fortalecer a capacidade nacional de inovação e reduzir a dependência tecnológica, estaremos apenas formando mão de obra barata e qualificada para ser exportada ou para servir a interesses estrangeiros dentro do Brasil. A luta não é apenas por mais vagas no ITA, mas por um projeto de nação que defina claramente a que interesses essa inteligência formada servirá.

Por fim, acho importante resgatar o que o Lucas Gomes e o Pedro Almeida já sinalizaram: o problema do gás de cozinha e da dependência de refino é estrutural e está diretamente ligado a essa mesma disputa. Um campus do ITA no Ceará pode, sim, contribuir para formar engenheiros que projetem refinarias e tecnologias de processamento de petróleo e gás. Mas isso só acontecerá se houver uma política de Estado que priorize a Petrobras e a indústria nacional, em vez de entregar o pré-sal a acionistas estrangeiros. Portanto, vejo esse investimento como uma condição necessária, mas de forma alguma suficiente. A verdadeira batalha é política, e ela se dará na definição de quem controla os meios de produção e para onde vai o excedente gerado por esses engenheiros. O PT acertou ao fazer o investimento, mas erra se achar que isso basta sem uma reforma profunda na lógica de seleção e sem um projeto nacional de desenvolvimento que enfrente o capital estrangeiro de frente.

Mariana Oliveira

03/05/2026

É interessante ver a discussão caminhando para um lugar mais estrutural, como o Pedro e a Clarice já puxaram. Mas sinto falta de um recorte que acho central: para quem esse campus vai servir? Não basta formar engenheiros estratégicos se a seleção para o ITA continua sendo um funil que replica desigualdades raciais e regionais. Kimberlé Crenshaw nos ensina que políticas públicas precisam ser analisadas na encruzilhada das opressões. Um investimento de quase meio bilhão de reais em educação de ponta é necessário, mas se o acesso continuar privilegiando jovens brancos de escolas particulares do Sudeste, estamos apenas modernizando a exclusão.

A fala do Tonho Patriota, embora reacionária, toca num ponto sensível que não pode ser ignorado: a desconexão entre o investimento em tecnologia e as necessidades imediatas da população. O problema é que ele coloca a culpa no lugar errado. A crise do gás de cozinha não existe porque o Estado investe em engenharia; ela existe porque o Estado, historicamente, deixou de investir em refino e soberania energética, como o Lucas bem lembrou. bell hooks diria que a verdadeira oposição não é entre “pão” e “estudo”, mas entre um projeto de nação que alimenta e forma ao mesmo tempo, e um projeto que mantém o povo faminto e ignorante para controlá-lo.

A questão da fuga de cérebros, levantada pelo Luiz Augusto e pela Clarice, também tem uma dimensão de gênero e raça que passa batida. Quantas mulheres negras e indígenas terão a oportunidade de ocupar essas cadeiras? E, se ocuparem, encontrarão um ambiente acolhedor ou mais uma arena de microagressões? O ITA, como instituição historicamente masculina e branca, precisa de políticas ativas de permanência e não apenas de ingresso. Não adianta formar uma engenheira negra se o sistema a expulsa antes dela terminar o curso.

Por fim, acho que o debate precisa ir além da dicotomia “gasto versus investimento”. A pergunta correta, como diria a própria Crenshaw ao falar de políticas de redistribuição e reconhecimento, é: esse dinheiro está sendo aplicado de forma a romper com o ciclo de concentração de renda e poder, ou apenas a reproduzi-lo em novos moldes? Um campus do ITA no Ceará é um passo, mas é um passo que precisa vir acompanhado de cotas, de bolsas de permanência, de moradia estudantil e, acima de tudo, de um projeto de desenvolvimento que não trate o Nordeste como mero celeiro de mão de obra barata para o Sul. Do contrário, vira só mais uma peça de marketing de governo, e não uma ferramenta de transformação real.

Tonho Patriota

03/05/2026

445 MILHÃO NUM CAMPUS NO CEARÁ E O BRASIL INTEIRO SEM GÁS DE COZINHA, ISSO É FAZ O L PRA ENGENHEIRO VOAR PRO EXTERIOR E RIR DA NOSSA CARA, COMUNISMO PURO!

    João Batista

    03/05/2026

    Tonho, a Bíblia diz que onde não há visão o povo perece — formar engenheiro no Ceará é multiplicar pães, não é comunismo, é Providência. O gás de cozinha tá caro justamente porque falta investimento em tecnologia e refino, que esse campus vai ajudar a resolver.

    Lucas Gomes

    03/05/2026

    Tonho, a crise do gás de cozinha é fruto da mesma lógica predatória que entrega nosso petróleo a multinacionais enquanto desmonta a capacidade de refino nacional — formar engenheiros no Ceará é justamente o caminho para reverter essa dependência, mas para isso precisamos de um projeto soberano, não de ufanismo barato.

    Pedro Almeida

    03/05/2026

    Tonho, você troca a complexidade da geopolítica do gás por um grito. Celso Furtado já alertava que subdesenvolvimento não se resolve com choro, mas com decisão estratégica — e formar engenheiros no semiárido é a antítese do comunismo, é a aposta na soberania que o entreguismo sempre boicotou.

Luiz Augusto

03/05/2026

R$ 445 milhões em educação de ponta é dinheiro bem gasto, sim, mas o problema é que esse governo trata o contribuinte como um banco sem limites. Enquanto isso, a carga tributária sufoca quem produz e a máquina pública incha com ministérios ideológicos. Formar engenheiros é ótimo, mas se não houver reforma fiscal e previsibilidade jurídica, esses talentos vão acabar desenvolvendo tecnologia para a China ou os EUA.

    Clarice Historiadora

    03/05/2026

    Luiz Augusto, seu diagnóstico sobre a fuga de cérebros é correto, mas a causa não é a carga tributária em si e sim a ausência de um projeto nacional de desenvolvimento que articule Estado, universidade e indústria. Enquanto o Brasil tratar engenheiro formado com verba pública como custo e não como investimento, vai continuar exportando talento pra quem entende que inovação se faz com política industrial, não com discurso de reforma fiscal.

Marcus Almeida

03/05/2026

R$ 445 milhões e o povo brasileiro ainda paga um dos impostos mais altos do mundo, enquanto o PT faz marketing político com obra que só vai ficar pronta daqui a anos. Cadê o investimento em valores morais, em defender a família e em combater essa ideologia de gênero que estão enfiando nas escolas? Engenheiro bom é aquele que teme a Deus e honra seus pais, não engenheiro formado com dinheiro de corrupção.

João Santos

03/05/2026

Pois é, Lurdinha, 445 milhões e o povo passando fome? Mas cadê a indignação quando o STF solta bandido ou quando o PT escondeu dinheiro no sítio de Atibaia? ITA é bom, mas primeiro arrumava a casa, pô. Engenheiro não vai encher o prato de ninguém com essa inflação que tá aí.

    Caio Vieira

    03/05/2026

    João Santos, seu comentário reproduz exatamente aquilo que o sociólogo Florestan Fernandes chamava de “sabedoria do conformismo”: a ideia de que o povo deve esperar a casa ficar arrumada para então pensar no futuro. O que o senhor chama de “arrumar a casa” é justamente a hegemonia do atraso, que prefere distribuir esmolas a construir a autonomia tecnológica que um dia vai encher o prato do povo com dignidade, e não com migalhas.

    Marta

    03/05/2026

    João Santos, meu filho, senta aqui que a vovó vai te dar uma aula de história e economia ao mesmo tempo, porque misturar alhos com bugalhos é especialidade de quem nunca leu um livro fora da Bíblia do pastor. Primeiro, você compara um investimento de 445 milhões em educação tecnológica com uma suposta “soltura de bandidos” pelo STF e com uma fake news requentada do sítio de Atibaia que até a Polícia Federal já arquivou. Isso não é argumento, é salada mista de ódio gratuito. O STF não solta bandido, ele aplica a lei, e se você acha que a lei é errada, vá estudar direito constitucional em vez de repetir bordão de WhatsApp de igreja. Quanto ao sítio, meu anjo, a Lava Jato já foi desmoralizada até pelo Supremo, então larga essa tecla que ela já não toca mais nem na fanfarra do seu culto.

    Agora, sobre a fome e o ITA: você acha mesmo que engenheiro não enche prato de ninguém? Então me explica como é que a Embrapa, com seus engenheiros agrônomos e pesquisadores, fez o Brasil sair de importador de comida para ser um dos maiores produtores de grãos do mundo? Isso não foi milagre de pastor, foi investimento em ciência e tecnologia, feito por governos que acreditavam no futuro, inclusive o do PT. O ITA no Ceará vai formar engenheiros que vão desenvolver tecnologia para a indústria, para a agricultura, para a logística. Você prefere que o Brasil continue exportando soja em grão e importando trator? Isso sim é que mantém o povo na miséria, porque o lucro fica tudo lá fora. 445 milhões é dinheiro que volta em impostos, em empregos qualificados, em inovação. Cesta básica sem tecnologia é assistencialismo que não tira ninguém da pobreza, só mantém o povo dependente de esmola.

    E sobre “arrumar a casa primeiro”: essa é a maior falácia do pensamento conservador brasileiro, a ideia de que o pobre não pode ter futuro enquanto houver pobreza. Se a gente seguir essa lógica, nunca se constrói nada, porque sempre vai ter alguém passando fome. O desenvolvimento não é linear, João. Você não espera a casa ficar perfeita para plantar o jardim. Você planta o jardim enquanto constrói a casa. Foi assim que os países ricos se fizeram: investindo em educação e tecnologia mesmo em tempos de crise. O Brasil não vai superar a fome com discurso de ódio e repetição de fake news, mas com engenheiro, com professor, com ciência. E outra: essa inflação que você cita é herança do desgoverno anterior, que quebrou a economia, jogou o dólar nas alturas e deixou o povo sem emprego. O Lula está tendo que apagar o incêndio que os meninos mal-educados do liberalismo deixaram. Então, da próxima vez, em vez de repetir o que o pastor falou no púlpito, pega um livro de economia política e volta aqui para a gente conversar de igual para igual. Combinado?

Lurdinha Deus Acima de Todos

03/05/2026

EITA NOSSA SENHORA! 445 MILHÕES pra formar engenheiro e o povo passando fome? 😱 Zé do Povo falou tudo! Isso é o fim dos tempos mesmo, já dizia meu pastor que vão fechar as igrejas e gastar tudo com essas coisas de comunista! 🙏🇧🇷

    João Carlos da Silva

    03/05/2026

    Lurdinha, com todo respeito, seu pastor deveria ler Paulo Freire em vez de pregar contra o conhecimento. A fome que o Brasil enfrenta não é resolvida fechando escolas ou universidades, mas formando engenheiros que projetem máquinas agrícolas, sistemas de irrigação e tecnologias que alimentem o povo. O que é comunismo de verdade é negar ao pobre o direito de estudar e pensar.

    Julia Andrade

    03/05/2026

    Lurdinha, sua reação é compreensível se a gente olha o preço do arroz e pensa: “445 milhões dava pra comprar muita cesta básica”. Mas essa é exatamente a armadilha que o pensamento colonial nos deixou como herança: acreditar que ciência e tecnologia são um luxo descolado da realidade concreta do povo. O que seu pastor talvez não tenha dito é que a fome no Brasil não é fruto da falta de comida — a gente produz alimento suficiente para alimentar três vezes a população. A fome é fruto da concentração de renda, da falta de infraestrutura logística, do agronegócio que exporta proteína enquanto o brasileiro come osso. E quem resolve isso? Engenheiros que projetam sistemas de armazenamento, cadeias de distribuição, máquinas que barateiam o custo do alimento.

    O ITA não é uma escolinha de comunismo, é a instituição que formou os engenheiros que projetaram os aviões da Embraer, a tecnologia de sensoriamento remoto do INPE, os sistemas de defesa do país. Cada real investido ali tem retorno econômico comprovado — gera patente, gera emprego qualificado, gera arrecadação que volta em políticas sociais. A Coreia do Sul fez exatamente isso: investiu pesado em engenharia enquanto ainda era um país pobre, e hoje não tem fome porque tem tecnologia. O Brasil insiste em repetir o ciclo de achar que pobre só merece migalha, não conhecimento. Se a gente continuar formando só mão de obra barata para servir capital estrangeiro, vamos continuar dependendo de importar tudo, inclusive a comida que chega na sua mesa.

    E sobre fechar igrejas: ninguém está ameaçando templo nenhum. O que está em jogo é um projeto de país que acredita que educação pública de ponta é direito, não privilégio. Seu pastor tem todo direito de pregar o evangelho, mas talvez ele devesse lembrar que Jesus multiplicou pães e peixes com conhecimento técnico da época — não com ignorância. Formar engenheiros na periferia do Nordeste é um ato de reparação histórica com uma região que sempre foi tratada como celeiro de mão de obra barata e nunca como berço de inovação. A fome não acaba porque a gente para de formar gente inteligente; a fome acaba quando a gente usa inteligência para distribuir riqueza. E isso, minha cara, não tem nada de comunista — tem de planejamento estratégico.

    Letícia Fernandes

    03/05/2026

    Lurdinha, sua indignação com a fome é legítima e eu a compartilho como sentimento. Mas é precisamente por isso que precisamos analisar a estrutura que produz essa fome, e não apenas reagir com espanto ao valor de um investimento. O que seu pastor chama de “coisas de comunista” é, na verdade, a tentativa mais concreta de romper com a lógica colonial que nos condena a exportar soja e minério bruto enquanto importamos tecnologia pronta. A fome que você menciona não é um acidente natural nem uma punição divina; é o resultado de um sistema que concentra terras, explora trabalhadores e subordina nossa economia aos interesses do capital financeiro internacional. Formar engenheiros no Ceará, um estado historicamente abandonado pela elite agroexportadora, é um ato de soberania: significa que amanhã teremos brasileiros projetando máquinas, sistemas de irrigação e tecnologias que podem, sim, baratear a produção de alimentos e gerar empregos dignos.

    A armadilha do pensamento imediato é contrapor cestas básicas a investimentos de longo prazo, como se fossem excludentes. Mas não são. A fome que persiste no Brasil não é resolvida com migalhas filantrópicas; ela é estrutural, e exige transformação estrutural. Enquanto a direita prega que o problema é “gastar demais” com educação, silencia sobre os R$ 500 bilhões em isenções fiscais que o Estado dá anualmente a grandes corporações, ou sobre os juros da dívida pública que consomem mais de 40% do orçamento federal. Seu pastor, ao criticar o ITA, está fazendo o trabalho ideológico de desviar o foco dos verdadeiros responsáveis pela fome: o agronegócio que exporta comida enquanto o povo passa fome, o sistema financeiro que sangra o país com juros extorsivos, e a elite política que sempre tratou ciência e tecnologia como luxo para poucos.

    Eu entendo que, para quem vive na urgência do prato vazio, 445 milhões parecem um absurdo. Mas a pergunta que deveríamos fazer não é “por que gastar com engenheiros?”, e sim “por que, com tanta riqueza produzida neste país, ainda há gente passando fome?”. A resposta não está no orçamento do ITA, mas na estrutura de classes que concentra renda e poder. Formar engenheiros da periferia, com investimento público, é um passo para quebrar essa lógica. É um projeto de nação que incomoda profundamente aqueles que lucram com um Brasil dependente e ignorante. Seu pastor, ao demonizar a educação, está defendendo os interesses de quem quer o povo desarmado intelectualmente para aceitar a miséria como destino. O comunista, no fundo, não é quem constrói universidades; é quem acredita que o povo não precisa delas.

    Marcos Andrade Niterói

    03/05/2026

    Lurdinha, seu pastor devia explicar por que o estado do Rio, que ele tanto apoia, deixa Niterói sem metrô e com engarrafamento todo dia, enquanto o ITA forma engenheiros que podem mudar isso. 445 milhões não é gasto comunista, é investimento em quem vai projetar o túnel que falta e o trem que a direita nunca entregou.

Zé do Povo

03/05/2026

MAIS 445 MILHÕES JOGADOS FORA ENQUANTO O BRASILEIRO PASSA FOME! ISSO É COMUNISMO PURO! 😡😡😡

    Cecília Silva

    03/05/2026

    Zé, você acha que engenheiro cai do céu? Enquanto seu político favorito corta verba da educação e manda dinheiro pra jatinho particular, esse investimento forma gente da periferia que vai projetar tecnologia brasileira. Passar fome é crime do Estado que abandona o povo, não de quem constrói universidade pública.

    Ana Karine Xavante

    03/05/2026

    Zé do Povo, seu comentário revela uma armadilha mental que o colonialismo construiu muito bem: a ideia de que investimento em ciência e tecnologia é um luxo, e não uma necessidade estrutural para tirar o povo da fome. Você enxerga 445 milhões como se fossem dinheiro enterrado, mas ignora que a fome no Brasil não existe por falta de comida — existe por falta de renda, de emprego digno, de soberania tecnológica. Enquanto dependermos de importar chips, satélites e equipamentos de países que nos veem como mera colônia extrativista, nossa economia continuará gerando miséria na base e riqueza no topo. Um engenheiro formado no ITA no Ceará não é um gasto: é uma semente de fábrica, de indústria nacional, de projeto que pode gerar milhares de empregos que pagam salário de verdade, e não bico de aplicativo.

    E outra: essa falsa dicotomia entre “comer hoje” e “investir no futuro” é o discurso preferido de quem sempre cortou verba da educação e depois privatizou tudo. O Brasil que passa fome é o Brasil do agronegócio exportador que concentra terra, do Estado mínimo que desmontou a Embrapa, a Petrobras e a indústria naval. O dinheiro público que falta no prato do pobre não sumiu porque o governo construiu um campus — sumiu porque durante anos foi drenado pra juros da dívida, pra renúncia fiscal de bilionário, pra propina em obra superfaturada. Se você realmente se importa com quem passa fome, deveria exigir que esse investimento venha acompanhado de política de permanência estudantil, de bolsas pra jovem da periferia e do campo, de cotas pra indígena e quilombola. Aí sim a engenharia vira ferramenta de libertação, e não só de acumulação.

    Chamar isso de “comunismo” é revelador: pra você, qualquer ação do Estado que não seja entregar dinheiro pro mercado é automaticamente suspeita. Mas o comunismo de verdade não constrói campus de engenharia pra formar mão de obra pro capital — ele desmonta a lógica que faz a tecnologia ser propriedade privada de poucos. Esse investimento, da forma como está, pode sim virar mais um ciclo de formar gente pra servir a multinacional. A briga não é contra o gasto público em educação; a briga é pra que esse gasto venha com controle social, com currículo que pense a tecnologia a serviço dos povos, e não da exploração. Enquanto você grita “comunismo” contra um campus, o verdadeiro saque ao Brasil acontece nos paraísos fiscais, nos juros compostos, na venda da Amazônia por migalha. Acorda.


Leia mais

Recentes

Recentes