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Pentágono sela pacto de IA com Big Tech e pressiona Brasil a acelerar soberania computacional

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Foto: techcrunch.com / Divulgação

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos assinou acordos com sete gigantes de tecnologia para instalar sistemas de inteligência artificial em redes militares confidenciais, conforme destacou o Público.

Google, Microsoft, Amazon Web Services, Nvidia, OpenAI, Reflection e SpaceX vão fornecer software e chips capazes de apoiar vigilância, logística, manutenção preditiva e identificação de alvos. Especialistas citados pela Associated Press alertam para riscos de monitoramento massivo e decisões letais sem comando humano.

O pacote militar amplia a concentração de poder computacional nos Estados Unidos. No mercado civil, a Folha lembra que a Amazon já elevou a receita em 17% no primeiro trimestre ao turbinar data centers, enquanto Microsoft e Alphabet despejam bilhões em GPUs da Nvidia para manter vantagem competitiva.

Para o Sul Global, a combinação de nuvem estrangeira e chips importados agrava a dependência tecnológica. Artigos do Canaltech apontam a migração da IA para dispositivos locais como rota de fuga, mas essa transição exige silício próprio e modelos abertos que rodem fora dos servidores norte-americanos.

A China acelera nesse vácuo. Ferramentas como DeepSeek e Qwen, liberadas em código aberto, já funcionam em placas gráficas de baixo custo e evitam bloqueios comerciais de Washington. Países do BRICS avaliam adotar essas arquiteturas em projetos de saúde e educação que priorizam privacidade.

Enquanto isso, um estudo de Harvard publicado na Science mostrou que o modelo o1 da OpenAI acertou 67% dos diagnósticos em emergências, superando dois médicos humanos. O resultado confirma o potencial da IA, mas reforça a urgência de hospedar dados sensíveis em infraestrutura soberana.

Com a Casa Branca militarizando grandes modelos, a janela para o Brasil montar clusters próprios de GPUs, apoiar startups open source e integrar cadeias asiáticas de semicondutores está se fechando. A próxima década decide se continuaremos clientes ou também viraremos produtores dessa nova arma estratégica.

Com informações de TECHCRUNCH.


Leia também: Brasil acelera investimentos em inteligência artificial para reduzir dependência dos Estados Unidos


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